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TUDO SOBRE A LAVA JATO

  • Lava Jato acaba com a impunidade histórica dos milionários do Brasil

    sergio cunha mendes da mendes junior“Para ir preso no Brasil, é preciso ser muito pobre e muito mal defendido”. A frase, dita por Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal, ilustra o funcionamento da Justiça no país. “O sistema é seletivo, é um sistema de classe. Quase um sistema de castas”, afirmou o magistrado. Essa é a realidade vigente no Brasil desde o seu descobrimento, mas a operação Lava Jato quer se tornar um marco para mudar aos poucos esta escrita. A detenção nesta terça do pecuarista José Carlos Bumlai, que já chegou a ter 150.000 cabeças de gado, segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo (tem apenas 5.000 agora), é o mais recente capítulo da história. Soma-se a uma lista inaugurada há um ano, no dia 14 de novembro de 2014, quando a PF começou a focar a investigação da Lava Jato no papel dos corruptores.

    Os primeiros nomes presos já estão inclusive recebendo sentenças. Isso porque, além de ter levado à prisão executivos e diretores das construtoras envolvidas no escândalo de corrupção da Petrobras, o juiz federal Sérgio Moro já sentenciou alguns dos chamados “peixes-grandes”, ainda que em em primeira instância: No mês passado, Sergio Cunha Mendes, ex-vice-presidente da empreiteira Mendes Júnior, foi condenado em primeira instância a 19 anos e quatro meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Léo Pinheiro, então presidente da OAS (16 anos e 4 meses de prisão, sendo 2 anos e 8 meses em regime fechado), Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa (15 anos e 10 meses de prisão. Ele está em prisão domiciliar, beneficiado pelo acordo de delação premiada, e em 2018 poderá pedir progressão para o regime aberto), João Auler, ex-presidente do conselho da Camargo Corrêa (9 anos e 6 meses de prisão, sendo 1 ano e 7 meses em regime fechado), e Eduardo Leite, ex-vice-presidente da Camargo Corrêa (15 anos e 10 meses de prisão. Ele está preso em regime domiciliar, uma vez que ele se tornou colaborador da Justiça, e poderá ir para o regime aberto em 2018). Em todos os casos citados ainda cabem recursos – uma vez que a decisão é de primeira instância -, e resta saber se os demais tribunais irão referendar as decisões de Moro.

    Leia também: R$ 42 bilhões, esse é o dinheiro roubado da Petrobras segundo a PF

    O mais famoso preso ainda é Marcelo Odebrecht, herdeiro do império da família, que integra a lista de bilionários brasileiros, e que está detido preventivamente há quatro meses. Na prática, milhares de funcionários estão indo trabalhar todos os dias cientes de que seus chefes estão atrás das grades. Pedro Henrique Pedreira Campos, professor do departamento de História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e autor de um livro sobre a relação das empreiteiras com a ditadura dos generais, diz que isso é inédito. “Estamos assistindo à prisão de controladores, acionistas e herdeiros dos impérios das construtoras. Nunca imaginei que alguém da família Odebrecht seria preso", diz. Segundo Campos, “em diversos momentos da história houve denúncias fortes de ilícitos cometidos pelas empreiteiras, com provas e tudo”. Mas em todos esses escândalos os empreiteiros “sempre estavam no papel de corruptor, e quem era penalizado era o corrupto”. O resultado era que políticos perdiam o cargo ou eram forçados a renunciar, "mas o poder econômico ficava intacto".

  • Vice Michel Temer nega conspiração e diz que 'intriga' agrava crise

    michel temerA assessoria do vice-presidente Michel Temer divulgou neste domingo (6) nota oficial (leia íntegra ao final desta reportagem) na qual repudia as "teorias" de que ele age como conspirador e afirma que a "divisão" e a "intriga" agravam a crise política e econômica.

    De acordo com o texto, assinado pela Assessoria de Comunicação Social e publicado no site da Vice-Presidência da República, a nota foi motivada por reportagens, artigos e análises publicados neste fim de semana.

    Na noite da última quinta-feira (3), durante encontro com empresários em São Paulo, Temer disse que se a presidente Dilma Rousseff mantiver os atuais índices de popularidade será "difícil" resistir a mais três anos e meio de governo. O ministro Edinho Silva (Comunicação Social) disse que a declaração foi usada "fora de contexto", mas, internamente, provocou mal estar no governo.

    Segundo a nota oficial, Temer "trabalha e trabalhará junto à presidente Dilma Rousseff para que o Brasil chegue em 2018 melhor do que está hoje".

  • "Moro vai ao Senado defender prisão de corruptos já em segunda instância"

    O juiz federal da Operação Lava Jato Sérgio Fernando Moro vai ao Senado nesta quarta-feira, 9, para defender em audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça o projeto de lei 402/2015 que reduz a impunidade no País e viabiliza a prisão de autores de crimes graves – como peculato, corrupção e lavagem de dinheiro -, já em caso de condenação pela segunda instância.

    O modelo atual só autoriza a execução da ordem de custódia apenas com trânsito em julgado, ou seja, quando a sentença é definitiva – na prática, isso ocorre excepcionalmente para acusados por corrupção e desvio de recursos públicos, sobretudo se detêm foro privilegiado perante os tribunais superiores e mesmo os tribunais estaduais.

    A tramitação na CCJ é em caráter terminativo, ou seja, se aprovada a proposta só precisará ser votada em Plenário se houver recurso assinado por pelo menos um décimo dos senadores, informa a Agência Senado.


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  • 8 delações essenciais para entender a Lava Jato

    Lula, Dilma e José Dirceu durante compra de PassadinaDesde que iniciou, em março de 2014, a Operação Lava Jato já recuperou R$ 870 milhões desviados dos cofres públicos e bloqueou R$ 2,4 bilhões em bens. No total, as denúncias totalizam um montante de R$ 6,2 bilhões em pagamento de propina – valor que se espera ser recuperado até o final da operação. As condenações somam incríveis 225 anos, 3 meses e 25 dias de prisão. E ainda há espaço para mais condenações.

    Junto com a polícia, alguns presos estão colaborando também sob o processo de Delação Premiada: prometem revelar o que sabem, em troca de redução na pena. E essas delações são um enorme barril de pólvora.

    Os principais delatores, Paulo Roberto Costa (ex-diretor de abastecimento da Petrobras), Alberto Youssef (doleiro e operador do esquema) e Ricardo Pessoa (dono da empreiteira UTC) já revelaram muito do que viram – e ouviram – enquanto envolvidos no escândalo e trazem denúncias quentes sobre a nossa política.

    Do futuro da Petrobras ao assassinado do ex-prefeito de Santo André, conheça as delações essenciais para entender o que de fato é a Lava Jato e no que se transformou a principal estatal do país nos últimos anos.

    1) “EM 2020, A SITUAÇÃO DA PETROBRAS ESTARÁ CAÓTICA.”

    Quem afirma é o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em uma delação premiada divulgada na semana passada.

    No vídeo, gravado entre agosto e setembro de 2014, Costa é categórico:

    “Este governo está matando a Petrobras. [Está] matando.”

    Ele justifica sua posição dizendo que o consumo de combustíveis está crescendo, mas que num ritmo que a produção já não acompanha.

    “A Petrobras está cada vez mais aumentando as importações de derivado, quer seja de diesel ou de gasolina. A gasolina ela está importando porque o governo está matando o setor de etanol. Tecnicamente falando, é uma empresa quebrada.”

    2) O TCU DA UTC

  • Corrupção na Petrobrás pode ter dado um rombo de R$ 6,2 bilhões

    deltan dellagnol procurador lavajatoO procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, afirmou nesta terça-feira, 15, que os delatores do caso devolveram voluntariamente cerca de R$ 1,5 bilhão por meio de 28 acordos de colaboração premiada. Segundo ele, as propinas pagas, que teriam sido desviadas dos cofres da Petrobras, somam mais de R$ 6,2 bilhões.

    “Todos os acordos foram buscados pelos réus”, afirmou o procurador, que participou do lançamento da campanha ’10 Medidas contra a corrupção’ – iniciativa dos procuradores da República que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato, endossada pela Procuradoria-Geral da República.

    Leia também: "Dilma, nós estamos f..." disse o ex presidente Lula em encontro com Dilma Rousseff

    Muitas defesas de investigados na Lava Jato têm dito que as prisões preventivas na operação buscam forçar acordos de delação premiada. Dallagnol afirmou que em mais de mais 80% dos casos, os réus que fizeram o acordo estavam soltos. “A maior parte dos réus, esmagadora, fez o acordo sem nunca terem sido presos.”

  • GIlmar Mendes: 'PT instalou financiamento público com dinheiro do petrolão'

    ministro gilmar mendesO ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu nesta quarta-feira um duríssimo voto contra a possibilidade de a Justiça impedir as doações de empresas a partidos políticos e candidatos. Em cinco horas de fala, Mendes criticou o propinoduto montado na Petrobras para perpetuação do Partido dos Trabalhadores e seus aliados no poder.

    Foi o segundo voto contrário na Corte no julgamento sobre o financiamento de campanhas eleitorais e partidos por empresas privadas. O ministro Teori Zavascki adotou posição similar. Os ministros Luiz Fux, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Luis Roberto Barroso, Dias Toffoli e Joaquim Barbosa - já aposentado - se manifestaram contrários à possibilidade de pessoas jurídicas repassarem recursos a candidatos e partidos. O ministro Edson Fachin, por ter sucedido Barbosa, não participa do julgamento.

    Leia também: Corrupção na Petrobrás pode ter dado um rombo de R$ 6,2 bilhões

    O STF analisa uma ação direta de inconstitucionalidade apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que contesta trechos da Lei Eleitoral (9.504/1997) e da Lei dos Partidos Políticos (9.096/1995) e que pede que a Corte, além de declarar como inconstitucional a doação de pessoas jurídicas, delimite um teto individual e per capita para que os cidadãos possam fazer doações eleitorais e para os gastos de campanha pelos candidatos. Pelas regras atuais, empresas podem doar até 2% do seu faturamento bruto do ano anterior à eleição. No caso de pessoas físicas, a limitação é 10% do rendimento do ano anterior ao pleito.

  • Ministra do TSE libera para julgamento ação que pede cassação do mandato de Dilma

    dilma rousseff 03A ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral, liberou nesta quinta-feira, 17, para julgamento, uma das ações que pedem a cassação de mandato da presidente Dilma Rousseff. A Corte já tem maioria favorável para abrir a ação e permitir a investigação de fatos relacionados à campanha eleitoral da presidente, como pede o PSDB. Contudo, a análise foi interrompida há cerca de 20 dias, por um pedido de vista (mais prazo para análise) da ministra. O tema está previsto para entrar na pauta da próxima terça-feira, 22.

    No início do ano, a ação de impugnação de mandato da presidente e do vice, Michel Temer, foi arquivada pela ministra Maria Thereza de Assis Moura. Um recurso proposto pelo PSDB, no entanto, fez o caso ser levado ao plenário da Corte. Até agora, votaram pela continuidade da ação os ministros Gilmar Mendes, João Otávio de Noronha, Luiz Fux e Henrique Neves.

    Leia também: Lula é suspeito de ter se beneficiado do petrolão, diz PF

    O único voto pelo arquivamento do caso foi da ministra Maria Thereza, alvo de fortes críticas por parte de Mendes. Além do voto de Luciana Lóssio ainda resta o voto do presidente do TSE, ministro Dias Toffoli. Quando o caso for retomado no TSE, os ministros devem decidir ainda se reúnem sob relatoria de um só ministro todas as quatro ações que questionam a legitimidade da campanha que elegeu a presidente Dilma Rousseff.

  • Advogados já preparam corrida ao Supremo para novos fatiamentos da Lava Jato

    juiz sergio moroAlguns dos principais advogados criminalistas do País que atuam na defesa de alvos da Lava Jato esperam apenas a publicação do acórdão do Supremo Tribunal Federal que irá estabelecer o exato alcance e as circunstâncias do fatiamento da operação que levou para a prisão quadros históricos do PT, doleiros, empreiteiros e ex-dirigentes da Petrobrás e colocou no banco dos réus da Corte máxima deputados e senadores.

    “A decisão do STF vem na mesma linha daquilo que já vínhamos sustentando”, disse o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB), o ex-ministro Edison Lobão (Minas e Energia) e os senadores Romero Jucá (PMDB/RR) e Ciro Nogueira (PP/PI).

    Ainda no início da Lava Jato, Kakay conseguiu o que parecia impossível àquela altura das investigações – acolhendo sua argumentação, o Superior Tribunal de Justiça remeteu para o primeiro grau da Justiça do Maranhão a investigação que cita Roseana no caso do precatório milionário da empreiteira UTC – o dinheiro quase foi liberado por influência do doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Lava Jato, que teria corrompido o chefe da Casa Civil da peemedebista, João Abreu.

    “O juiz Sérgio Moro havia encaminhado os autos ao STJ, mas ponderei que Roseana não é mais governadora, portanto a competência para o caso não era mesmo do STJ. O ministro Luís Felipe Salomão acolheu nossa argumentação. Foi a primeira decisão no sentido de que a competência tinha que ser deslocada para o Maranhão porque o episódio não tem nenhuma ligação com a Lava Jato”, destacou o criminalista.

  • PSDB recorre ao STF por investigação de Dilma na Lava Jato

    dilma rousseff 01Com base no pedido da Polícia Federal para ouvir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito das investigações da Operação Lava Jato, o PSDB protocolou uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido para que o ministro Teori Zavascki autorize uma investigação da presidente Dilma Rousseff.

    O delegado da Polícia Federal Josélio Sousa solicitou ao STF há algumas semanas autorização para tomar depoimento de Lula, parte dos procedimentos solicitados em inquérito que investiga uma suposta organização criminosa que atuou no esquema de corrupção na Petrobrás. Zavascki ainda aguarda parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre a solicitação, já que a PGR é a condutora do inquérito que corre perante o Supremo. No mesmo relatório, a PF aponta que a Constituição veda a investigação da presidente Dilma, ao estabelecer que o "presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções".

    Leia também: Partidos políticos: Afinal, por que não nos sentimos representados?

    O PSDB argumenta ao STF que, pela peça da Polícia Federal, "há elementos mais do que suficientes para dar início às investigações de Dilma Rousseff". A vedação à responsabilização de presidente da República, segundo o partido, precisa de uma reanálise. Com base em despacho do próprio ministro Teori Zavascki, o PSDB argumenta que a presidente pode ser investigada, ficando restrita apenas a abertura de uma ação penal.

  • R$ 42 bilhões, esse é o dinheiro roubado da Petrobras segundo a PF

    petrobrasO prejuízo causado pelas irregularidades na Petrobras descobertas pela Operação Lava Jato pode chegar à casa dos R$ 42,8 bilhões, de acordo com o laudo de perícia criminal anexado pela Polícia Federal (PF) em um dos processos da operação.

    A Lava Jato investiga um esquema criminoso de corrupção, desvio e lavagem de dinheiro envolvendo funcionários de alto escalão da petrolífera, diretores das maiores empreiteiras do país e operadores.

    Ainda conforme a investigação, as empreiteiras se organizavam em cartel para vencer licitações e se beneficiar de aditivos aos contratos. Essas empresas pagavam propina a diretores e gerentes da Petrobras, operadores e a partidos políticos como PP, PT e PMDB por doação eleitoral. As legendas negam que tenham recebido dinheiro ilícito.

    Leia também: 8 delações essenciais para entender a Lava Jato

    Oficialmente, em abril deste ano, a Petrobras divulgou rombo de R$ 6 bilhões. A cifra foi caracterizada como conservadora pelo presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, uma vez que poderiam surgir novos fatos na investigação.

    O Ministério Público Federal (MPF) considerou, em outubro, que o prejuízo passaria de R$ 20 bilhões.

    "O que nós temos hoje é que apenas a propina da Petrobras envolveu mais de R$ 6,2 bilhões (...) Isso aponta que possivelmente o valor do prejuízo superará R$ 20 bilhões", chegou a afirmar o procurador da República Deltan Dallagnol, que é coordenador da força-tarefa do MPF para a Lava Jato.

  • Dinheiro desviado da Petrobras foi usado para pagar prostitutas de luxo, até R$ 20 mil por programa

    prostituta com dinheiroParte do dinheiro desviado da Petrobras pelo esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato foi usado para pagar serviços de prostituição de luxo com “famosas” da TV e de revistas para diretores da estatal e políticos, segundo relatos de delatores às autoridades do caso, de acordo com informações publicadas pelo jornal Folha de São Paulo. Só em 2012, cerca de R$ 150 mil foram gastos para financiar a contratação das garotas e algumas cobravam até R$ 20 mil por programa.

    O doleiro Alberto Youssef e o emissário dele, Rafael Angulo Lopez, entregaram o esquema ao Ministério Público e à Polícia Federal após terem sido questionados sobre expressões usadas nas planilhas que registravam o fluxo do dinheiro do esquema de corrupção desviado da Petrobrás.

    Leia também: Prostitutas de Goiás faturam até R$ 30 mil por mês segundo pesquisa

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    No rol das garotas contratadas, algumas delas conhecidas pela exposição em programas de TV, capas de revistas e desfiles de escolas de samba. Colaboradores explicaram que, todos os valores associados aos termos “artigo 162″ e “Monik” nas planilhas foram destinados ao pagamentos de prostitutas que cobravam até R$ 20 mil por programa.

    A expressão “artigo 162″ era uma referência ao número do endereço de uma cafetina conhecida como “Jô”, que agenciava os programas para os dirigentes da Petrobras e políticos. Nas planilhas entregues aos investigadores, há vários lançamentos de R$ 5 mil e R$ 10 mil ligados a esses termos. Muitas vezes as prostitutas buscavam os pagamentos em dinheiro no escritório de Youssef, segundo os relatos.

    O dinheiro do esquema de corrupção também era usado para bancar festas com as garotas. Só em uma delas, no terraço do hotel Unique, em São Paulo, foram gastos R$ 90 mil principalmente em bebidas, de acordo com os delatores. Embora a prostituição não seja crime, explorar o trabalho de garotas de programa é.

  • Em depoimento, filho de Lula não consegue explicar como ganhou R$ 2,5 milhões de consultor

    lulinhaLuís Cláudio da Silva é o filho caçula do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele tem 30 anos e é formado em educação física. Depois de trabalhar para times de futebol em São Paulo, Luís Cláudio resolveu se aventurar no mundo do marketing esportivo. Para isso, abriu uma empresa, a LFT, que não tem nenhum funcionário além dele. Logo, começou a prosperar. O primeiro contrato foi com o Corinthians, o time do coração do pai – que, na época, trabalhou abertamente para que a construtora Odebrecht viabilizasse um estádio para o clube, o Itaquerão. Luís Cláudio assinou um contrato de R$ 300 mil por ano com o time paulista, que previa a criação de campanhas de marketing para desenvolver o esporte amador e atividades lúdicas para crianças.

    Leia também: R$ 4 milhões pelo lobby: os contratos milionários de Lula com a Odebrecht

    Depois de estrear no mundo empresarial no Corinthians, Luís Cláudio ganhou, entre 2014 e 2015, R$ 2.552.400 do escritório de consultoria de Mauro Marcondes, Marcondes & Mautoni, cuja especialidade era representar montadoras de carro. Luís Cláudio prestaria à consultoria de Marcondes consultoria técnica e assessoramento empresarial de marketing esportivo. E foi aí que começaram os problemas em sua vida. Luís Cláudio agora é um dos investigados pela Operação Zelotes, da Polícia Federal. Seu nome surgiu após a PF começar a investigar Marcondes. Em 1o de outubro, ao noticiar a investigação, o jornal O Estado de S. Paulo publicou que Marcondes era suspeito de “comprar” medidas provisórias editadas entre 2009 e 2013 para favorecer montadoras, por meio de incentivos fiscais. Em 26 de outubro Marcondes foi preso. No dia 4 de novembro, Luís Cláudio foi convocado à superintendência da Polícia Federal, em Brasília. ÉPOCA obteve o depoimento com exclusividade. Obteve também o depoimento dado por Marcondes quando já estava preso no Complexo da Papuda, em Brasília. Os dois depoimentos sugerem que ainda há muito a ser esclarecido sobre o contrato de Luís Cláudio com a empresa de consultoria de Mauro Marcondes. “É como se um não soubesse por que pagou e outro não soubesse por que recebeu”, disse uma pessoa próxima à investigação.

  • Moro rebate críticas a prisão de amigo de Lula e diz que "excepcional" é a corrupção

    bumlai preso pela pfRebatendo as críticas de que a prisão do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi "excepcional", o juiz Sérgio Moro disse que "excepcional" não é a prisão cautelar, mas o "grau de deterioração da coisa pública". Bumlai é suspeito de ter movimentado propina e lavado dinheiro para os cofres do PT. 

    Segundo informações da reportagem de Fausto Macedo, do Estado de S. Paulo, Moro teria dito que se a corrupção é sistêmica e profunda, a prisão preventiva acaba sendo necessária para impedir que o quadro criminoso evolua. “Impor a prisão preventiva em um quadro de fraudes, corrupção e lavagem sistêmica é aplicação ortodoxa da lei processual penal”, afirma o juiz. 

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    Moro disse que Bumlai se enquadra nestes quesitos, pois haveria provas indicando que o pecuarista disponibilizou seu nome e suas empresas para viabilizar de maneira fraudulenta recursos a um partido político, o que traria danos à própria democracia.

  • Ouça a gravação que levou o Senador do PT Delcídio Amaral para a cadeia

    O senador Delcídio Amaral (PT-MS) foi preso nesta manhã pela Polícia Federal (PF). Ele estaria tentando atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato. Outras pessoas também foram detidas nesta manhã, como o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual. Esteves estava em seu apartamento no Rio de Janeiro.

    Delcidio Amaral PresoA Polícia Federal deteve ainda o chefe de gabinete de Delcídio e o advogado criminalista Edson Ribeiro, que defende o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, preso desde 14 de janeiro em uma das fases da Lava-Jato.

    A prisão de Delcídio foi deteminada pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Há autorização para buscas na casa do petista em Mato Grosso do Sul e em seu gabinete em Brasília.

    Delcídio havia sido citado pelo ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que o acusou de participar de um esquema de desvio de recursos envolvendo a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. O senador teria até mesmo oferecido possibilidade de fuga a Cerveró em troca de ele não aderir ao acordo de colaboração com a Justiça, revelando as irregularidades da operação. A conversa foi gravada por um filho de Cerveró.

    Esteves, por sua vez, teria tentado impedir que Cerveró fizesse acordo de delação premiada ou não mencionasse seu nome e de Delcício nos seus depoimentos. O senador teria oferecido dinheiro para comprar o silêncio de Cerveró e Esteves seria o responsável pelo repasse dos recursos.

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    O BTG Pactual confirmou a prisão de seu presidente e disse, por meio de nota, que vai colaborar com as investigações. “O BTG Pactual esclarece que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e vai colaborar com as investigações”, informou a instituição.

    Senado

  • Em anotações, Cerveró diz que Dilma 'sabia de tudo' sobre Pasadena

    Nestor CerveroNa conversa gravada pelo filho do ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo, entre ele, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e o advogado Edson Ribeiro, o trio discute a minuta da delação premiada de Cerveró, obtida pelo banqueiro André Esteves. A certa alta da reunião, Delcídio chama a atenção para uma anotação em especial, feita à mão por Cerveró: a presidente Dilma Rousseff "sabia sobre todos os movimentos" que envolviam a compra da refinaria de Pasadena, no Texas.

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    Durante o diálogo, Delcídio cita três vezes as menções de Cerveró a Dilma. As pausas na conversa dão a entender que os três estão lendo o documento. "Aí, por exemplo, no tópico da Dilma, ele [Cerveró] complementa... ele coloca que a Dilma sabia sobre todos os movimentos de Pasadena", diz o senador. "No caso da Dilma, [ele disse:] a Dilma sabia de tudo de Pasadena. 'Ela me cobrava diretamente, diz, várias reuniões'", prossegue. "Aí ele fala da Dilma, que a Dilma acompanhou tudo de perto".

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    Em sua edição desta semana, VEJA revelou que, ao negociar seu acordo de delação, Cerveró apresentou detalhes de transações em que houve "prejuízo intencional" - uma vez que o verdadeiro propósito era obter dinheiro para a campanha política do PT. E afirmou à força-tarefa que Dilma "o incentivou a acelerar as tratativas de Pasadena". A presidente presidia o Conselho de Administração da Petrobras na época e votou favoravelmente ao negócio. Ela justificou a decisão, dizendo que foi tomada com base em um parecer tecnicamente e juridicamente falho - apresentado justamente por Cerveró.

    Preso desde janeiro sob a acusação de embolsar dinheiro sujo do petrolão, Cerveró já foi sentenciado duas vezes pelo juiz Sergio Moro. Numa delas, a cinco anos de reclusão, por comprar um apartamento com recursos desviados da estatal. Na outra, a doze anos e três meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

  • Banqueiro 'camarada' fará palestras para presidiários e viverá como um em Bangu 8

    andre esteves 02O brasileiro é mesmo um povo extremamente criativo e solidário, o melhor exemplo dos últimos dias foi a escolha do jovem e bem sucedido empresário André Esteves, dono do banco BTG Pactual e um dos homens mais ricos do país.

    Para a surpresa de todos -o banqueiro que participaria do seminário Perspectivas Econômicas para 2016 no luxuoso hotel Sofitel no Rio de Janeiro- vendo as dificuldades vividas pelos sentenciados, decidiu juntar-se aos presidiários de Bangú 8.

    Em entrevista ele disse que sentiu-se sensibilizado ao ver vários 'camaradas' na prisão e decidiu se juntar a eles, e ainda que pretende aproveitar o retiro em Bangu 8 para ministrar palestras de auto ajuda e cursos de como enriquecer em pouquíssimo tempo e sem explicação.

    André Esteves se juntará a Cerveró Dumbo e Dissídio do PT Amaral que já se encontram em retiro graças a operação Lava a Nata Política do Brasil.


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  • Cunha aceita pedido de impeachment de Dilma Rousseff

    cara impeachment dilma roussefA crise política que o governo Dilma Rousseff atravessa atingiu nesta quarta-feira seu mais alto grau até agora: o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou o pedido de impeachment contra a presidente. Cunha deu aval à representação ingressada no dia 21 de outubro pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal e que foi endossada por partidos de oposição. A decisão se dá justamente no dia em que a bancada do PT fechou questão pela continuidade das investigações contra Cunha no Conselho de Ética, que podem dar ensejo à perda do seu mandato. Pressionado pela militância, a bancada acabou por ir contra os interesses do Palácio do Planalto, que trabalhava para poupar o peemedebista do processo de cassação - ao negar a Cunha os três votos que o salvariam no colegiado, a legenda acabou por selar também o destino de Dilma.

    Pouco depois do anúncio petista, o gabinete de Cunha foi palco de um verdadeiro entra e sai de deputados: o peemedebista convocou aliados e membros da oposição para informá-los de que estava decidido a anunciar uma decisão até hoje e consultar os parlamentares sobre o caminho a seguir. Instaurou-se, então, um clima de grande expectativa. Participaram das reuniões com o presidente da Casa o ex-deputado Sandro Mabel (PL-GO) e os deputados Paulinho da Força (SD-SP), Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Jovair Arantes (PTB-GO), Eduardo da Fonte (PP-PE) e Mendonça Filho (DEM-PE). Além do impeachment, os parlamentares discutiram alternativas para barrar o seguimento do processo contra Cunha no Conselho de Ética. A oposição, então, se reuniu no gabinete do PSDB.

    Segundo aliados do peemedebista, a decisão de hoje de deve justamente ao quadro desenhado para ele no Conselho de Ética. Ainda assim, na coletiva que convocou para anunciar seu parecer, Cunha disse que não o fez por vingança. "Tenho certeza de que os juristas que leram o parecer vão entender que não me cabia outra decisão", afirmou. "Nunca na história de um mandato houve tantos pedidos de impeachment", completou.

    Parlamentares petistas imediatamente reagiram à decisão de Cunha, e classificaram o ato como "revanchismo". "Eu não tenho a menor dúvida de que essa bravata será barrada", afirmou o petista Wadih Damous. A legenda ainda não definiu como vai agir a partir de agor, mas estuda levar a questão ao Supremo Tribunal Federal.

  • "A lei foi cumprida", diz Hélio Bicudo

    helio bicudoO jurista Hélio Bicudo, um dos autores do requerimento que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff, disse que está "satisfeito" com a aprovação do presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Questionado se Cunha agira por retaliação ao governo, Bicudo disse que não: "Ele (Cunha) cumpriu a lei. Não entro no mérito sobre o que ele pensa ou deixa de pensar".

    Abaixo, segue a íntrega da entrevista que Bicudo concedeu logo após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ter autorizado a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

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    EXPRESSO - Feliz, dr. Hélio?

    Hélio Bicudo - Não estou nem feliz nem infeliz. Estou satisfeito, porque confio que as instituições funcionem e que a Justiça será feita. A lei foi cumprida. Eu já estava com a sensação do dever cumprido como jurista, como cidadão, quando apresentamos – eu, a Janaína (Paschoal) e o doutor Reali (Júnior) – o pedido. Agora mais ainda. Esperamos, então, que a coisa tenha o andamento normal.

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    EXPRESSO - O senhor ficou surpreso com a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de abrir o processo de impeachment?

    Bicudo - Não fiquei surpreso. A gente sempre espera que as instituições funcionem. E fico feliz que estejam funcionando.

    EXPRESSO - O senhor e seus colegas, que assinam o pedido de impeachment, sempre disseram que a petição estava correta do ponto de vista legal e que, portanto, não haveria motivo técnico para rejeitar. Confirmou-se. Ou pelo menos foi o que disse o presidente Cunha.

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    Bicudo - O pedido está bem calcado na legislação. Sempre esteve. Agora vamos esperar o andamento na Câmara dos Deputados.

    EXPRESSO - O senhor acha que Cunha utilizou o seu pedido de impeachment para tentar pressionar a base do governo e escapar do Conselho de Ética ou, mesmo, como instrumento de pressão contra o governo para ter mais poder de negociação política?

    Bicudo - Agora que o pedido já está aceito, eu nem quero fazer julgamento sobre os pensamentos dele. Ele cumpriu a lei. Não posso me intrometer no pensamento das pessoas. Ele agiu de acordo com a legislação. Não entro no mérito do que ele pensa ou deixa de pensar.

  • Delcídio decide fazer acordo de delação premiada

    Delcidio AmaralO senador Delcídio do Amaral (PT-MS) decidiu partir para um acordo de delação premiada depois de se sentir abandonado pelo PT. Ele contratou o advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto, que cuidou da delação de mais de uma dezena de acordos de delação na operação Lava Jato, entre eles o de Alberto Youssef.

    Delcídio foi preso no último dia 25 sob suspeita de tentar sabotar as investigações da Lava Jato. Gravações mostram o senador falando em pagar mesada para que o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró excluísse seu nome do acordo de delação que negociava.

    Leia também: Gravador de Delcídio pode ter revelações bombásticas

    Segundo advogados que atuam no caso, Figueiredo Basto teve uma conversa preliminar com representantes de Delcídio do Amaral em Brasília há cerca de uma semana, mas fechou a condução do caso nesta terça (8).

    Ele atuará com Adriano Bretas, que também conduziu vários acordos de delação premiada na Lava Jato. Entre os clientes dos dois advogados estão também o dono da UTC Ricardo Pessoa, o lobista Julio Camargo, e outros.

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    A Folha apurou que o advogado Basto foi procurado pela mulher de Delcídio, Maika, mas a família ainda não chegou a falar abertamente que o senador está disposto a fazer uma delação premiada. Porém, a simples busca por esse escritório já indica a disposição, pois tanto Basto quanto seu parceiro, o Bretas Advogados, já atuaram na defesa de diversos investigados que se tornaram delatores durante a Operação Lava Jato.

    Um dos advogados contou à Folha, sob a condição de não ser identificado, que a estratégia dos escritórios será definida após uma reunião na manhã desta quarta-feira (9) em Curitiba (PR). Ainda que a delação não esteja definida, os advogados observaram que não realizarão uma defesa litigiosa ou conflitiva com a Operação Lava Jato, pelo contrário, trabalham pela "higidez da operação", na linha de que os delatores estão fornecendo informações verdadeiras, que possibilitaram a revelação de inúmeros crimes e irregularidades.

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    O advogado Maurício Silva Leite, que defende o senador Delcídio desde a sua prisão, no ultimo dia 25, vai continuar atuando em defesa do parlamentar no tocante a um pedido de revogação da prisão de Delcídio que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal). Basto e Bretas vão atuar nos inquéritos movidos por iniciativa da PGR (Procuradoria Geral da República) no STF.

    O banqueiro André Esteves, preso no mesmo dia pela Polícia Federal, bancaria R$ 4 milhões para a família de Cerveró.

  • Corrupção na Petrobras é superior ao investimento anual de 37 órgãos

    dinheiro da corrupcaoNesta semana, a diretoria da Petrobras finalmente informou o prejuízo da empresa com os desvios das empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Os casos de corrupção somaram prejuízo de R$ 6,2 bilhões. O custo dos desvios da maior estatal brasileira superam as aplicações com os chamados “gastos nobres” de 37 dos 40 órgãos superiores da União que investiram no ano passado. O prejuízo da maior estatal brasileira apresenta valores maiores do que, por exemplo, os investimentos de ministérios importantes em 2014, como o da Saúde, da Integração Nacional, do Desenvolvimento Agrário e das Cidades.

    Os R$ 6,2 bilhões perdidos para a corrupção não são maiores apenas do que os investimentos de três ministérios no ano passado: Transportes, Defesa e Educação. As Pastas aplicaram, respectivamente, R$ 12,3 bilhões, R$ 11,5 bilhões e R$ 9 bilhões em obras e compras de equipamentos.

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    O montante também representa mais do que a média mensal de investimentos do governo federal no ano passado, que foi de R$ 4,7 bilhões. Ao todo, os investimentos da União somaram R$ 57,3 bilhões no ano passado.

    Os 6,2 bilhões desviados da Petrobras por corrupção se aproximam do valor aplicado no mês de agosto, quando R$ 6,8 bilhões saíram dos cofres públicos para obras e investimentos, valor mensal recorde no ano.

    O montante desviado, no entanto, é superior ao valor investido em todos os outros meses do ano passado. O valor aplicado no mês de novembro foi o menor durante o ano passado, R$ 2,8 bilhões, isto é, mais do que o dobro dos prejuízos causados pela corrupção na Petrobras.

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    Com os R$ 6,2 bilhões seria possível construir cerca de 1,7 mil escolas com capacidade de 432 alunos por turno ou compras 41 mil ônibus escolares rurais. Os recursos também seriam suficientes para a construição de aproximadamente 3 mil Unidades de Pronto Atendimento Unidades (UPA 24h) de porte II, que cobrem locais que possuem entre 100 mil e 200 mil habitantes e recebem até 300 pacientes diariamente, ou, ainda, p ara comprar 50,5 mil ambulâncias.

    O valor ainda pode ser comparado a programas importantes do governo federal. O programa Mais Médicos, por exemplo, vai custar cerca de R$ 3,2 bilhões em 2015, isto é, praticamento metade dos custo com corrupção na Petrobras. Os recursos desviados equivalem a 22% dos R$ 27,7 bilhões previstos para o programa Bolsa Família.

    Prejuízo

    Ao todo, a Petrobras registrou prejuízo R$ 21,6 bilhões no ano de 2014, impactada por perdas de R$ 44,63 bilhões em função da desvalorização de ativos, além dos R$ 6,2 bilhões relativos à corrupção. O resultado é praticamente o inverso ao apurado em 2013, quando a estatal teve lucro de R$ 23,6 bilhões.

    O prejuízo foi calculado usando a aplicação de percentual fixo de 3% sobre o valor de contratos, número citado nos depoimentos da Lava-Jato. Para definir o período e montante de gastos adicionais, a Petrobras levantou todos os contratos das companhias citadas como integrantes do cartel e concluiu, com base nos depoimentos, que o período de atuação do esquema de pagamentos indevidos foi de 2004 a abril de 2012.

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    Segundo o balanço, 55% das perdas com corrupção foram detectadas na área de Abastecimento, que foi controlada por Paulo Roberto Costa, no total de R$ 3,42 bilhões. Já a área de Exploração e Produção provocou perdas de R$ 1,97 bilhão, equivalente a 32% do total. O restante do gasto com corrupção foi diluído pelas áreas de Distribuição, Internacional e Corporativo.

    O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, afirmou que a baixa contábil de R$ 6,2 bilhões referente aos casos de corrupção pode ser modificada, de acordo com os desdobramentos da investigação Lava-Jato. “Qualquer variação significativa, para mais ou para menos, a companhia virá de público se pronunciar”, afirmou.

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