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O sexo flexível dos héteros

  • Escrito por O Tempo

casal pansexualTer relações sexuais esporádicas com pessoas do mesmo gênero, seja um homem ou mulher, não os torna gays ou bissexuais. Para essas pessoas, existe a heteroflexibilidade – e também a homoflexibilidade, um comportamento que se tornou apenas mais uma maneira de experimentar outras formas de sexualidade sem ter que se comprometer com esse ou aquele “rótulo”.

E engana-se quem pensa que o assunto é novo. Na Roma antiga, não era raro que um homem comprometido com uma mulher mantivesse um amante. Milênios depois, essa flexibilidade sexual teve um embasamento científico com o trabalho do psicólogo norte-americano Alfred Kinsey, considerado por alguns o fundador da sexologia.

No livro “Comportamento Sexual do Macho Humano”, de 1948, ele estabeleceu uma tabela que classificava a sexualidade dos homens em uma escala de zero (exclusivamente heterossexual) a seis (exclusivamente homossexual) e concluiu que tanto o heterossexual “puro” quanto o homossexual “puro” são raros.

Além dele, o pai da psicanálise, Sigmund Freud, já dizia que todos nascemos com uma predisposição à bissexualidade, e, ao longo do desenvolvimento, acabamos por reprimir o desejo pelo mesmo gênero.

O psicólogo e sexólogo Rodrigo Torres acredita que essa retomada dos desejos reprimidos tenha ficado mais evidente agora pelo fato de a sociedade estar, cada vez mais, “entendendo o diferente” e abrindo-se a uma maior aceitação da diversidade sexual, ao mesmo tempo em que o termo genérico bissexual não se mostra mais suficiente.

Menina Aviadora Zeos TravellingOs heteroflexíveis, então, são aqueles homens e mulheres que ficam na região intermediária entre o comportamento bissexual e o heterossexual normativo, mas que, ao mesmo tempo, não querem para si o rótulo de “gays”. “O termo (heteroflexível) surge para amenizar um pouco essa ideia de que sou equivocado ou de que estou me transformando em alguma coisa a partir do momento em que tenho desejo, faço sexo ou me comporto com alguém do mesmo gênero que eu. Para tirar um peso das costas”, afirma Torres. Por isso, eles comumente ouvem que são “gays no armário”, e, no caso dos homoflexíveis, que são “indecisos”. Mas o psicólogo complementa: “Nenhum comportamento é capaz de determinar a orientação sexual”. “O que determina a orientação sexual está ligado ao afeto e à vivência da sexualidade por muito tempo, e não só os comportamentos sexuais”, diz.

Segundo a psicóloga especializada em sexualidade humana Priscila Junqueira, há anos os médicos empregam a sigla HSH para se referir ao conjunto dos homens que fazem sexo com outros homens, sejam eles héteros, gays, bissexuais ou outros. Mas, recentemente, surgiu outra sigla – SMSM – para os homens heterossexuais que fazem sexo com outros homens (que deriva do inglês “straight men who have sex with other men”). “Percebo que as pessoas estão cada vez mais livres para viver a fluidez sexual.

Ainda temos muitos tabus, mas se conversa mais sobre o assunto, e mais pessoas buscam autoconhecimento na psicoterapia”, pondera.

Os próprios aplicativos de namoro, como Grindr e Tinder, possuem recursos voltados para esse grupo. Além deles, o BRO dedica-se precisamente a promover encontros entre homens que não necessariamente se identificam como gay ou bi. Sites como o Straightguise.com também dedicam-se ao tema.

Estudos. Em 2006, um estudo sobre a discordância entre comportamento sexual e identidade sexual, realizado por pesquisadores da Universidade de Nova York, revelou que 131 homens, de um total de 2.898 entrevistados, admitiram ter relações com homens, apesar de se definirem como heterossexuais. Pelos cálculos dos especialistas, esse grupo representa 3,5% da população.

No âmbito feminino, outra pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que 15% das universitárias entre 19 e 24 anos disseram já ter tido relação homossexual, mas a maioria delas não se declara gay ou bissexual.

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Te amo, mas não te aguento: como terminar um relacionamento?

  • Escrito por El País

final do amorA maioria de nós fomos ensinados a agradar a todos, ou pelo menos tentar. Contudo, no extremo oposto, ficamos sem saber o que fazer quando nos sentimos incomodados com uma determinada pessoa ou grupo. Como rejeitar alguém sem ferir seus sentimentos? Existe alguma maneira de cortar um vínculo que se tornou daninho sem provocar uma guerra?

O que num contexto social pode ser solucionado com um afastamento discreto e progressivo se torna muito mais complicado se a ruptura envolve um familiar direto. A situação também pode ser delicada se se tratar de um amigo íntimo, especialmente quando o outro não capta nossos sinais. Mas nessas situações não devemos conter o desconforto que essa pessoa nos provoca por medo de machucá-la. Dessa maneira só alimentaremos um conflito latente. Chegará um momento em que o poço da paciência transbordará provocando um tsunami emocional.

Também não é boa ideia mandar um e-mail ou carta dizendo, com riqueza de detalhes, tudo que nos incomoda nele ou nela. Quase ninguém está preparado para suportar uma visão negativa de si mesmo. Se a bomba chegar por escrito, sempre poderão voltar à “prova do crime” até para mostrá-la a terceiros. Existem situações extremas, entretanto, nas quais somos obrigados a expressar nossos sentimentos por um meio ou por outro, mesmo que a outra parte não esteja preparada para ouvir a verdade. Nesses casos, a escritora e conferencista Eva Sandoval propõe soltar diretamente a seguinte frase: “Te amo, mas não te aguento”. A segunda parte da oração soa muito agressiva e talvez seja melhor recorrer a outras expressões mais conciliadoras. Poderíamos dizer: “Te amo, mas neste momento não nos entendemos. Quem sabe no futuro voltemos a nos entender”. A segunda opção poderia ser: “Te amo, mas esta relação não está fazendo bem a nenhum de nós. Precisamos dar um tempo”. Se comunicarmos de maneira sincera e respeitosa, não será preciso acrescentar nada mais. Apontar as falhas do outro equivalerá a pôr pregos em um fim que, por si, já é traumático. Quando os nervos estão à flor de pele não se deve dizer tudo. Basta expressar como nos sentimos e transmitir nossa decisão de forma simples.

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Promoção de ViagemTraçar uma linha de separação com o outro é uma tarefa especialmente dura quando a pessoa em questão é um amigo íntimo ou familiar muito próximo. O premiado diretor de cinema Vittorio de Sica (1901-1974) dizia a esse respeito: “A Bíblia nos ensina a amar nossos inimigos como se fossem nossos amigos, talvez por se tratar das mesmas pessoas.” Com isso, o cineasta e ator italiano sugeria que as pessoas mais próximas são também as que têm maior capacidade de nos ferir. A jornalista Begoña Merino, pesquisadora das relações pessoais através da Internet, opina a respeito: “Há famílias com tal nível de conflitos e de inconsciência que, embora muitos acreditem na necessidade de deixar passar tudo – pagando um enorme preço emocional – para continuar unidos, deixam um profundo rastro negativo em nós. Enquanto persistir essa relação turbulenta e dolorosa, continuarão sendo uma pedra em nosso presente”.

Por mais delicados que sejamos na gestão da crise, ainda que peçamos ao companheiro, amigo ou familiar um tempo antes de retomar a relação no futuro, precisamos estar preparados para lidar com a raiva do outro e suas consequências. É inevitável que nos magoem as recriminações e acusações daqueles que amamos, bem como o silêncio com que frequentemente punem quem rompe o vínculo. No livro Mindfulness & the Art of Managing Anger (plena consciência e a arte de administrar a raiva), Mike Fisher, terapeuta especializado na raiva, propõe técnicas para assumir o controle da emoção. O primeiro passo é tomar consciência do que estamos sentindo de maneira que qualquer reação será filtrada por esse raciocínio. Isso não quer dizer que não podemos explodir a qualquer momento. Mas, como tudo na vida, é necessário encontrar o caminho do meio. Neste caso, é preciso saber escolher o instante. Se o que queremos expressar for dito com serenidade e reflexão, terá um efeito muito diferente. Já dizia o monge budista Thich Nhat Hanh: “Os sentimentos vêm e vão como nuvens no céu num dia de vento. A respiração consciente é minha âncora.”

Para mitigar a tristeza e o sentimento de injustiça que pode nos dominar, é útil identificar a posição de onde cada pessoa atua. Se representarmos a evolução pessoal como uma ladeira, algumas pessoas nos falam com a sabedoria de quem está mais acima no caminho, enquanto outros reagirão de forma mais primitiva e cega porque se encontram muito mais abaixo. Cada um faz o melhor possível na posição onde está. Portanto, deixemos que cada um percorra seu próprio caminho.

Por que eu não volto mais para o Brasil

  • Escrito por Eurodicas

turista em londresComeço dizendo que quando a decisão de viver em um novo país chega, ela geralmente não vem com prazo ou data para a volta. É óbvio que uma decisão tão importante não é tomada da noite para o dia (ou não deveria) e envolve muitas pessoas, fatores e coisas.

É muito planejamento, são escolhas que muitas vezes não permitem erro, é pedir demissão do trabalho de longa data, é raspar a poupança no caso de estar desempregado, é vender o imóvel, o carro, decidir o que fazer com o financiamento e assim por diante. Além disso, é óbvio que se você já foi ou está pensando em ir para um outro país, algo que você já tem (ou tinha) no Brasil não está batendo.

Você está em busca de um novo emprego, quer mais segurança, quer viver com mais tranquilidade, quer ver o seu dinheiro valorizado e não quer mais ter que conviver com a inflação, por exemplo, ou apenas quer um lugar seguro para criar os seus filhos.

Por que não consigo mais voltar para o Brasil

Um estranho no ninho

Viver em um outro país é comparar diariamente. Sim, você vai fazer comparações de todos os tipos, vai converter o dinheiro, vai cansar a mente no supermercado, provavelmente vai se impressionar com o trânsito e com a forma como as pessoas se tratam.

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Por exemplo, se você optar por morar em um país de primeiro mundo, dificilmente irá se readaptar ao Brasil, pois as diferenças são muito grandes.

A gente se acostuma com o que é bom rápido

Se você for seguidamente ao supermercado durante alguns anos e perceber que os preços são sempre os mesmos, você vai entender que receber salário e inflação são coisas que não combinam.

Quando você sair para caminhar às 10 horas da noite sem medo, esquecer a porta de casa aberta e nada acontecer, levar o seu filho para estudar em uma escola pública de qualidade e utilizar um hospital público que é muito melhor que um privado, você vai perceber que é bem fácil se acostumar com o que é bom.

Segurança

Para começar, em países desenvolvidos, os bancos não possuem porta-giratória. Eles não fazem ideia para que serve isso, assim como você não vai encontrar seguranças armados com facilidade.

Na hora de sacar dinheiro, os caixas estão sempre na rua, nas paredes dos edifícios, sem qualquer proteção. Isso porque a violência não faz parte do imaginário dos cidadãos destes países.

Claro que por ter um problema crônico de falta de segurança, muitas pessoas quem saem do Brasil estão buscando tranquilidade, poder caminhar sem ficar olhando para trás e ir num caixa eletrônico sem medo de ser assaltado.

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Voltar é mais difícil do que partir

Partir não é fácil, mas voltar é muito mais difícil. É mais difícil porque parece que a gente fica no meio do caminho, não é de lá nem de cá, porque o que tínhamos quando resolvemos partir, não temos mais.

Nossa casa não é mais nossa, nosso carro é de alguém, nossos amigos seguiram suas vidas, se mudaram também e tudo, tudo, absolutamente tudo mudou.

O mundo não para

Apesar de acharmos, quando partimos, que as pessoas ficaram “paradas” no tempo, nos enganamos. Claro, assim como nós partimos, muita gente também vai partir.

O nosso melhor amigo vai encontrar um emprego em outro estado ou país, os irmãos vão casar, seu sobrinho vai nascer, sua afilhada vai se acostumar a te ver pelo Skype. O mundo não parou e nunca vai parar.

Experiência para a vida toda

Enfrentar uma nova cultura de peito aberto não é fácil, mas como já disse, se você estivesse satisfeito com a sua, não teria partido ou estaria pensando em partir.

Se você está morando em outro país e ainda não se adaptou, tenha calma. Com o tempo, com os tombos, com as novas experiências que nos são oportunizadas, é natural que a adaptação aconteça logo.

Agora, não diga que não recebeu o aviso: se você quiser voltar para o Brasil, saiba que muito raramente vai se readaptar, pois se você já tinha capacidade crítica suficiente para partir, ela estará à flor da pele no seu retorno.

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Estudo mostra que fazer sexo antes de ir trabalhar faz toda a diferença

  • Escrito por El País

sexo pela manha“Basta abrir bem os olhos para saber quem começou a manhã com sexo e quem não. Isso se nota”, diz a sexóloga Ruth González Ousset. E acrescenta: “Amanhecer com sexo é a melhor maneira de começar o dia. Os hormônios liberados durante o ato sexual ajudam a render mais no trabalho e melhoram o estado de ânimo”.

A ciência também avaliza essa opinião. “O sexo na primeira hora do dia influencia notavelmente a forma como encaramos a jornada, tanto por seu efeito químico (são segregadas endorfinas e oxitocina, hormônios que melhoram o estado de ânimo) como por seus efeitos psicoemocionais (os abraços, carícias e brincadeiras fazem com que nos sintamos queridos e atraentes)”, explica o sexólogo Juan Macías Ramírez.

Então basta antecipar a hora do despertador. Ramón, advogado de 42 anos, conta que há anos vem colocando isso em prática: “Minha mulher e eu começamos a fazer sexo antes de irmos trabalhar quando estávamos tentando que ela engravidasse. No começo era um pouco estressante, porque tomávamos quase como uma obrigação. Mas depois relaxamos e nos habituamos como forma de começar o dia. Agora, depois de termos o nosso filho, continuamos acordando meia hora antes alguns dias por semana para fazer amor antes de ir para o trabalho”.

O objetivo de acordar com tempo é poder desfrutar desses encontros sem pressa, dedicando-lhes a atenção necessária, com o estímulo de que antes de tomar o café da manhã já teremos feito algo benéfico para o nosso organismo. “Trata-se de uma rotina que, além de ser divertida e agradável, ajuda a exercitar o corpo, motiva, reativa o sistema respiratório e inclusive regula o apetite. E também é uma boa forma de que o sexo a dois seja fluente e dinâmico”, observa Macías.

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A sexóloga Marta Ibáñez, que apoia a teoria de Macías, quer acabar com a má fama que envolve a rotina de modo geral. “A rotina está subvalorizada. É algo de que temos muito medo, e na verdade os seres humanos precisam de costumes e rotinas estabelecidas. É possível ser plenamente feliz tendo relações todos os sábados à mesma hora na posição papai-e-mamãe, e ser profundamente infeliz procurando que cada relação sexual seja única e irrepetível". Ruth González também acredita nos benefícios de manter uma rotina sexual, e apresenta seu argumento: “Se sabemos em que dias vamos à academia, por que não colocar no calendário semanal os dias em que teremos relações sexuais? Estamos numa era em que o tempo é o mais valioso que temos, e devemos aproveitá-lo ao máximo. Comprovei que as pessoas que programam os encontros sexuais praticam mais sexo que as que não programam”.

O Brasil não tem futuro. Vá embora enquanto é tempo.

bandeira brasil danificadaSe você leu o título desse artigo e discordou, talvez seja funcionário público com alto salário, passou em concurso nepotista, acomodado derrotista, político ou militante beneficiado, ganhou na loteria ou é só um iludido patriota. Se for, ainda assim é bem provável que, quando chegar ao final do artigo, concorde que o Brasil não tem futuro. O conselho: “vá embora” não serve para todos. O que você vai ler não é pessimismo, é realismo. Nem todos têm a habilidade de aceitar.

Baseado em documentos desde a colonização, Paulo Prado (1928) descreve os últimos cinco séculos no Brasil. Leia com muita atenção aos detalhes.

“Três séculos tinham trazido o país a essa situação lamentável… O mal, porém, roía mais fundo. Os escravos eram terríveis elementos de corrupção no seio das famílias. Viviam na prática de todos os vícios…. Desdobrou-se esta terra com grande desaforo: as usuras, onzenas, e ganhos ilícitos eram cousa ordinária; os amancebamentos públicos sem emenda alguma, porque o dinheiro fazia suspender o castigo; os estupros e adultérios: eram moeda corrente….Pequeno núcleo, enfim, de devassidão, indisciplina e viver desregrado, desenvolvendo em plena anarquia moral e social os gérmens de desmoralização e depravação de costumes trazidos da metrópole já decadente… Era essa a sociedade informe e tumultuada que povoava o vasto território cem anos depois de descoberto”.

O que mudou nesses 500 anos? Muita coisa. Para pior. Somos líderes em quase tudo que é lamentável: violência, impostos, desemprego, taxa de juros, dívida interna, corrupção, políticos bandidos, mazelas sociais, hipocrisia, analfabetismo, pobreza farta, demagogia, infraestrutura caótica, foros privilegiados, estelionato, egoísmo, proselitismo, impunidade, saúde débil, fiscalização fraudulenta, nepotismo, clientelismo e desigualdade. O responsável por tudo isso? Você, eu, nós. Brasileiros que, assim como outros milhões nos últimos 400 anos, nutriram com seu voto otimista uma classe de criminosos de colarinho branco, baseados num patriotismo tipo amor bandido. O Brasil sempre foi uma estrebaria.

Jovem de 19 anos se mata durante Live no Instagram

Perfil da Bruna Borges no InstagramNa tarde da última quarta-feira, 26, Bruna Andressa Borges, de 19 anos, se suicidou durante uma Live no Instagram que estava sendo vista por quase 300 pessoas, segundo o portal G1. Tudo aconteceu na casa onde a jovem morava em Rio Branco, no Acre. Antes de começar a transmissão, ela postou a seguinte pergunta em seu Facebook: “Já viram alguém morrer ao vivo?“.

Também na rede social, a estudante, que cursava Ciências Sociais na Universidade Federal do Acre, publicou coisas que davam a entender que ela estava passando por um momento bastante delicado. “Quando era criança, achei que teria o mundo aos meus pés. Hoje, vejo o quão insignificante eu sou. Tudo dói, palavras doem, sentimentos doem(…) Já fui abandonada e julgada pela pessoa que achei que seria minha melhor amiga. A pessoa que amei me humilhou e riu da minha cara, me chamou de ridícula. Talvez eu seja, mas não pretendo continuar perguntando para saber”, escreveu no Facebook.

“Quando era criança, achei que teria o mundo aos meus pés. Hoje, vejo o quão insignificante eu sou. Tudo dói, palavras doem, sentimentos doem(…) Já fui abandonada e julgada pela pessoa que achei que seria minha melhor amiga. A pessoa que amei me humilhou e riu da minha cara, me chamou de ridícula. Talvez eu seja, mas não pretendo continuar perguntando para saber”

Preocupados, alguns amigos que viram a postagem de Bruna ligaram para o Corpo de Bombeiros e passaram o endereço da jovem. Contudo, era o da residência em que a garota morava antes de se mudar. Ninguém sabia. Quando o socorro chegou, já era tarde demais. “Eu quero viver, mas quero ser livre e feliz. Porém, parece que não dá para ser feliz tendo que agradar a todos e a si mesma(…) A vida é uma merda e as pessoas a deixam pior ainda”, publicou a jovem no Facebook antes de começar a Live.

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Casos do tipo, infelizmente, estão se tornando cada vez mais frequentes. Em dezembro do ano passado, a americana Katelyn Nicole Davis, de 12 anos, planejou a própria morte e a transmitiu em uma Live no Facebook. Mais uma vez, os padrões de beleza impostos pela sociedade foram citados antes da tragédia: “Perdão por não ser tão bonita, perdão por entrar e sair tão rapidamente da vida de vocês, perdão por não ser boa o suficiente, perdão por parecer uma prostituta. Eu sinto muito”, falou a jovem.

A depressão é, muitas vezes, o drama por trás dessas pessoas que cometem suicídio – o último respiro diante de uma vida sufocante. É preciso levar a doença a sério. Pacientes com depressão não se sentem motivados a procurarem ajuda por livre e espontânea vontade, e muitas vezes a doença é romantizada na adolescência.

Sente que está precisando de ajuda? Não tenha medo de se abrir para seus pais e amigos. Além disso, o Centro de Valorização da Vida tem um suporte 24h que atende pessoas que estão, simplesmente, precisando conversar. O mais importante é que você se lembre sempre de que não está sozinha e não precisa enfrentar tudo por conta própria. Seja você Bruna, Katelyn, Maria, Giovana, Hannah…

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