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Qual conceito de lar para quem tem a casa na mochila?

  • Escrito por Casa Vogue

marina e pedro 3Viver viajando. Rodar o mundo e trabalhar diante de cenários que a maior parte das pessoas veem apenas por alguns segundos durante as férias. Não é de hoje que muitos jovens sonham, e por vezes alcançam, o estilo de vida nômade. Sem uma casa, uma cidade e nem mesmo um país fixo, eles se alinham com padrões mais atuais de lifestyle – concetando-se com tendências como a busca por uma relação mais próxima com a natureza, ou com a cidade que nos cerca, além da valorização das experiências.

Mas se por um lado a fluidez da vida parece ter sido muito bem compreendida pelos nômades, a construção de uma casa e a criação de raízes aparece como um desafio ainda sem resposta certa.

Qual conceito de lar para quem tem a vida inteira na mochila? Para quem prefere colecionar experiências do que porta-retratos? Para quem vive longe da família e não leva mais de 6 meses com o mesmo endereço? Foi essa a pergunta que fizemos para jovens que vivem hoje com o pé na estrada. A resposta? Talvez seja mais abstrata do que estamos acostumados – mas nem por isso menos bonita!

MARINA ABADJIEFF E PEDRO BECK

marina e pedro

“Hoje, lar para nós é um lugar que nos dê qualidade de vida e autonomia para sermos o que quisermos”

Em 2014, durante uma road trip nos Estados Unidos, Marina e Pedro tiveram certeza: precisavam viver com o pé na estrada. Foi necessário um ano de planejamento, até que em 2015 os dois voltaram a viajar, certos que este era o estilo de vida que melhor combinava com as ambições do casal. Hoje o nomadismo se tornou um negócio, e os criadores da agência de viagens We are alive seguem em seu motorhome combinando os destinos dos seus sonhos com diferentes entregas comerciais.

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“Temos sempre uma meta de ir do ponto A para o B, mas o meio do caminho é a melhor parte”, conta o casal que, junto com seus dois cachorros, já passou por diversas cidades dos Estados Unidos e do Canadá - e agora chegou ao México, aonde inicia uma longa viagem pelas Américas. “As muitas aventuras que vivemos serão pano de fundo para muitas histórias quando chegarmos no nosso destino final”, explica Pedro e Marina, que mesmo com paisagens de tirar o fôlego passando pela janela, não planejam viajar para sempre.

Onde está agora? México

Qual a parte mais difícil de adotar este estilo de vida? "Aprender a ser mais sozinho é difícil. Você fica com saudade da família, muitos amigos se afastam, e você perde o contato diário com pessoas do seu país"

Truque para se sentir em casa?

"Casa para nós é nossos motorhome. Viajamos o mundo e dormimos todas as noites na mesma cama. O único truque, se é que podemos chamar de truque, é sempre ir decorando seu cantinho com sua cara".

DEBBIE CORRANO

debbie corrano nomade

“Qualquer lugar que eu esteja com meus cães vira nosso lar em um piscar de olhos”

Para Debbie, três anos e meio após começar a viver e trabalhar viajando, casa é o lugar que ela está vivendo – seja por uma semana ou por três meses. A publicitária e ilustradora sempre sonhou em conhecer o mundo, mas só começou a planejar após uma viagem pelos Estados Unidos, quando topou um trabalho como freelancer e percebeu que era possível juntar as férias com sua rotina diária. “Não é como um sabático ou um mochilão. Eu posso fazer isso para sempre se eu quiser, essa foi a parte mais interessante para mim”, explicou.

Dona de dois cachorros, Debbie já esteve em Paris, Lisboa, Berlim, Zagreb, Sofia e Chian Mai (na Tailândia), entre muitos outros destinos escolhidos através de uma soma que incluí desde um sonho de infância até pré-requisitos práticos como o clima, a quantidade de trabalho e, claro, a distância – para que não seja muito desconfortável para os dois vira-latas que a acompanham.

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“Fora de casa eu posso experienciar a cultura mais exótica que já vivi na vida, comer comidas diferentes, viver coisas completamente únicas. Dentro de casa eu tenho a minha rotina, minha alimentação e meus hábitos ao lado dos meus cães. Isso me ajuda a levar o conceito de "lar" junto comigo sempre”, resume a publicitária.

Onde está agora? Milão

Qual a parte mais difícil de adotar este estilo de vida? "Desapegar de quase tudo o tempo todo. Desapegar dos hábitos que eu tinha, de ver os amigos todo fim de semana, de estar perto da minha família, desapegar das casas que eu moro, dos amigos que eu faço, dos hábitos que cada cidade me traz. É um exercício constante de desapego em cada um dos lugares que eu passo".

Truque para se sentir em casa?

"Ao longo dos anos eu entendi o que faz eu me sentir em casa mais rápido: ter uma rotina. Eu tenho uma rotina da manhã super regrada que me ajuda a manter o foco no trabalho e na vida em qualquer lugar. Quanto mais rápido eu volto a essa rotina em uma cidade nova, mais rápido me sinto em casa."

FELIPE PACHECO

felipe pacheco

“Lar para mim vai um passo adiante de casa, envolve se sentir parte, criar raízes – no meu caso, São Paulo e Berlim, dois lugares com muitas pessoas que amo e que também me amam”

Desde o começo da faculdade, quando perguntavam: “onde você se vê daqui cinco anos”, Felipe Pacheco respondia: “trabalhando de qualquer lugar do mundo”. E foi exatamente o que ele fez. Há quatro anos o publicitário viaja pelo mundo enquanto trabalha como freelancer pelo seu computador. “Comecei a trabalhar de casa e, como morava em Santana e a maior parte dos meus clientes ficava na região da Berrini, passava horas no trânsito. Decidi que não faria mais nada presencial. Todas as interações com clientes seriam pela internet. Aí, um dia, me toquei: bom, trabalhar de Santana ou de Berlim é a mesma coisa, não é”? - provoca Felipe, que parece ser prova viva desta teoria.

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Hoje ele passa cerca de dois meses em cada cidade e, só este ano, já morou em Singapura, Bangkok, Berlim e Roma. Destinos escolhidos por uma combinação de fatores que vão desde o clima até o preço e a quantidade de trabalho. “Quando sei que vou ter meses em que vou ter que focar muito em trabalho e vou ter que ficar mais em casa, mudo para uma cidade mais barata (mesmo que menos interessante) ”, explica o jovem que já chegou até a chamar um quarto de hotel de casa. “’Estou indo pra casa agora’ só significa que estou indo para o lugar onde me sinto confortável. Não importa a cidade, não importa que tipo de lugar é”.

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Onde está agora? Roma

Qual a parte mais difícil de adotar este estilo de vida? "Mudar o tempo todo é incrível. Te mantém criativo, te faz ver o mundo de várias formas diferentes e tal. Mas também significa que vai ser difícil criar raízes, fazer amigos de verdade, se sentir parte da comunidade, ter essa sensação de conforto. Quando você começa a aprender, quando está quase lá, já é hora de mudar."

Truque para se sentir em casa?

"Criar uma rotina é ótimo para isso. Não importa onde estou, se sigo essa rotina consigo me acostumar rápido com o lugar e já me sentir em casa."

LUISA CELLA

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“Meu conceito de lar é um espaço tranquilo, confortável e cercado pela natureza”

Estão todos no Brasil, menos a Luisa, que neste caso, foi com o namorado, Renato Canuto, para a Austrália. Há um ano e meio fora do país ela calcula já ter morado em ao menos 6 endereços diferentes. Durante 3 meses, acampou em cidadezinhas do Outback Queensland, enquanto trabalha com o weed control (controle de plantas consideradas pragas). Em seguida eles passaram outros 2 meses circulando pelo país em sua “camper van” uma espécie de trailer, mas do tamanho de uma van.

“Sempre existiu em mim a sensação de que eu não queria morar no caos de São Paulo, mas não pensava em viver viajando. Acho que a Austrália, por ser segura e ter essa cultura do camping, fez com que o meu apego à casa física diminuísse”, explica a jovem que acaba de definir como seu novo lar a Sunshine Coast, aonde mora há 3 semanas. “Apesar de viver na estrada por bastante tempo, estou amando muito montar nossa casa nova do jeitinho que a gente quer – e podendo caminhar para o mar”.

Onde está agora? Austrália

Qual a parte mais difícil de adotar este estilo de vida? "A saudade dos amigos"

Truque para se sentir em casa?

"Limpeza!!!! Eu não consigo viver em ambiente sujo. Assim que eu chego já limpo absolutamente tudo. Pia, chão, geladeira, parede, banheiro, só depois disso que eu sossego".

Morar fora: ou você muda ou você volta

  • Escrito por Vagas pelo Mundo

turista organizando a viagemQuando a gente vai morar fora, a gente é de um jeito. Estamos moldados na sociedade em que vivíamos, temos manias e cacoetes que, na vida longe de casa, aos poucos vão mudando. Vão mudando porque se tais manias e cacoetes não deixarem de existir logo, nós não iremos aguentar. Saímos da lata, nos libertamos. Somos, de uma hora para outra, forçados a entender que o mundo é muito maior do que um dia a gente ousou pensar, que no mundo não existe espaço para quem pensa pequeno e que morar fora é para gente grande. Grande na coragem, grande no espírito e, acima de tudo, grande na vontade de mudar.

VOCÊ VAI MUDAR, NÓS MUDAMOS

Não é uma opção, é obrigação. De repente a gente precisa mudar, precisa abandonar velhos hábitos, precisa se abrir, precisa se apaixonar, precisa se permitir. Morar fora exige de nós uma maturidade monstra, nos obriga a aprender a perdoar os outros, a conviver com outras culturas, outras religiões, outras cores, novos sabores. Aquilo que tínhamos, não temos mais e vamos percebendo que éramos tão pequenos, que nosso pensamento era, muitas vezes, mesquinho e que mais vale comer sanduíche num país novo do que um banquete naquela vidinha medíocre de sempre.

SÓ DE PARTIR, QUEREMOS MUDAR

Não pense que mudar é difícil e se olhe. Pare por cinco minutos e permita se enxergar. Você já fez o que a maioria das pessoas não têm coragem, você já teve que resumir a sua vida em duas malas, você teve que se despedir das pessoas que ama, teve que enfrentar o novo, teve que fazer novos amigos, “amar” novas pessoas e você já percebeu que ter muita coisa não vale a pena e que ser alguém que viaja e tem um repertório de paisagens, pessoas, cheiros e sabores é o que interessa nessa vida. Você mudou ao partir, mas precisará mudar ainda mais e, caso não faça isso, vai voltar. Vai voltar porque partir é complicado, mas ficar é coisa rara e difícil. Aqui fora, os fracos não têm vez.

Menina Aviadora da Zeos TravellingMUITOS PARTEM, MAS POUCOS AGUENTAM

Eu conheço muitas pessoas que decidiram que morar fora era a melhor coisa a se fazer e foram. Foram para o Canadá, Portugal, Austrália, França, Moçambique, Reino Unido, Japão ou sei lá pra onde. Chegaram, tentaram se adaptar, mas por não aceitar que a mudança era inevitável, voltaram. Não estou falando da mudança de cidade, de estado ou de país, me refiro a mudança de comportamento. De deixar de ser quem era, de buscar ser uma nova pessoa, de se encontrar nessa nova pessoa, de saber administrar todos os milhares de conflitos que isso gera. Muita gente parte, mas é uma parcela muito pequena que aguenta o tranco da nova vida.

MUDANÇA TRAZ DESCONFORTO

Mudar é chato, mudar cansa. Só quem já teve que embalar a casa toda e enfiar tudo em um caminhão sabe o que estou dizendo. Acontece que a mudança de casa, de cidade, de estado ou de país é fichinha perto da mudança pessoal. Deixar de ser quem você era, deixar de pensar como uma pessoa que não tinha referências, permitir que a experiência de morar fora seja completa gera desconforto. Uma mudança de lugar e uma mudança de espírito consomem muita energia, são capazes de nos fazer sofrer. Encarar o novo de peito aberto pode ser o pior dos pesadelos, especialmente se você sempre buscou a zona de conforto.

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MUDE OU VOLTE

Simples como isso: ou você muda ou você vai voltar. Vai voltar porque existe um imã na nossa zona de conforto que sempre vai nos atrair pra lá. Vai voltar porque a casa da nossa mãe pode ser o melhor dos refúgios, vai voltar porque a pessoa que a gente ama vai fazer joguinho e jurar um amor que, talvez, nem exista. Vai voltar porque é mais fácil voltar do que mudar, vai voltar porque é muito mais fácil continuar sendo quem você sempre foi, vai voltar porque morar fora exige estômago forte e cara dura. É tanta porrada, tanto soco na cara, que voltar é (e sempre será) a melhor opção.

Porém, você pode vencer tudo isso e decidir que você não é igual a maioria. Você pode se enfrentar, você pode se desafiar, você pode (e vai) mudar. Mude agora, aceite que mudar é a melhor opção, se permita crescer. Esqueça, nem que por um minuto, o que você já teve e foque no que você ainda não possui. Corra atrás, mantenha a cabeça erguida e batalhe muito, mas muito mesmo. A recompensa virá e você vai perceber que ter saído da zona de conforto foi a melhor coisa que você pode ter feito em toda a sua existência. Pode crer!

O sexo flexível dos héteros

  • Escrito por O Tempo

casal pansexualTer relações sexuais esporádicas com pessoas do mesmo gênero, seja um homem ou mulher, não os torna gays ou bissexuais. Para essas pessoas, existe a heteroflexibilidade – e também a homoflexibilidade, um comportamento que se tornou apenas mais uma maneira de experimentar outras formas de sexualidade sem ter que se comprometer com esse ou aquele “rótulo”.

E engana-se quem pensa que o assunto é novo. Na Roma antiga, não era raro que um homem comprometido com uma mulher mantivesse um amante. Milênios depois, essa flexibilidade sexual teve um embasamento científico com o trabalho do psicólogo norte-americano Alfred Kinsey, considerado por alguns o fundador da sexologia.

No livro “Comportamento Sexual do Macho Humano”, de 1948, ele estabeleceu uma tabela que classificava a sexualidade dos homens em uma escala de zero (exclusivamente heterossexual) a seis (exclusivamente homossexual) e concluiu que tanto o heterossexual “puro” quanto o homossexual “puro” são raros.

Além dele, o pai da psicanálise, Sigmund Freud, já dizia que todos nascemos com uma predisposição à bissexualidade, e, ao longo do desenvolvimento, acabamos por reprimir o desejo pelo mesmo gênero.

O psicólogo e sexólogo Rodrigo Torres acredita que essa retomada dos desejos reprimidos tenha ficado mais evidente agora pelo fato de a sociedade estar, cada vez mais, “entendendo o diferente” e abrindo-se a uma maior aceitação da diversidade sexual, ao mesmo tempo em que o termo genérico bissexual não se mostra mais suficiente.

Menina Aviadora Zeos TravellingOs heteroflexíveis, então, são aqueles homens e mulheres que ficam na região intermediária entre o comportamento bissexual e o heterossexual normativo, mas que, ao mesmo tempo, não querem para si o rótulo de “gays”. “O termo (heteroflexível) surge para amenizar um pouco essa ideia de que sou equivocado ou de que estou me transformando em alguma coisa a partir do momento em que tenho desejo, faço sexo ou me comporto com alguém do mesmo gênero que eu. Para tirar um peso das costas”, afirma Torres. Por isso, eles comumente ouvem que são “gays no armário”, e, no caso dos homoflexíveis, que são “indecisos”. Mas o psicólogo complementa: “Nenhum comportamento é capaz de determinar a orientação sexual”. “O que determina a orientação sexual está ligado ao afeto e à vivência da sexualidade por muito tempo, e não só os comportamentos sexuais”, diz.

Segundo a psicóloga especializada em sexualidade humana Priscila Junqueira, há anos os médicos empregam a sigla HSH para se referir ao conjunto dos homens que fazem sexo com outros homens, sejam eles héteros, gays, bissexuais ou outros. Mas, recentemente, surgiu outra sigla – SMSM – para os homens heterossexuais que fazem sexo com outros homens (que deriva do inglês “straight men who have sex with other men”). “Percebo que as pessoas estão cada vez mais livres para viver a fluidez sexual.

Ainda temos muitos tabus, mas se conversa mais sobre o assunto, e mais pessoas buscam autoconhecimento na psicoterapia”, pondera.

Os próprios aplicativos de namoro, como Grindr e Tinder, possuem recursos voltados para esse grupo. Além deles, o BRO dedica-se precisamente a promover encontros entre homens que não necessariamente se identificam como gay ou bi. Sites como o Straightguise.com também dedicam-se ao tema.

Estudos. Em 2006, um estudo sobre a discordância entre comportamento sexual e identidade sexual, realizado por pesquisadores da Universidade de Nova York, revelou que 131 homens, de um total de 2.898 entrevistados, admitiram ter relações com homens, apesar de se definirem como heterossexuais. Pelos cálculos dos especialistas, esse grupo representa 3,5% da população.

No âmbito feminino, outra pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que 15% das universitárias entre 19 e 24 anos disseram já ter tido relação homossexual, mas a maioria delas não se declara gay ou bissexual.

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Te amo, mas não te aguento: como terminar um relacionamento?

  • Escrito por El País

final do amorA maioria de nós fomos ensinados a agradar a todos, ou pelo menos tentar. Contudo, no extremo oposto, ficamos sem saber o que fazer quando nos sentimos incomodados com uma determinada pessoa ou grupo. Como rejeitar alguém sem ferir seus sentimentos? Existe alguma maneira de cortar um vínculo que se tornou daninho sem provocar uma guerra?

O que num contexto social pode ser solucionado com um afastamento discreto e progressivo se torna muito mais complicado se a ruptura envolve um familiar direto. A situação também pode ser delicada se se tratar de um amigo íntimo, especialmente quando o outro não capta nossos sinais. Mas nessas situações não devemos conter o desconforto que essa pessoa nos provoca por medo de machucá-la. Dessa maneira só alimentaremos um conflito latente. Chegará um momento em que o poço da paciência transbordará provocando um tsunami emocional.

Também não é boa ideia mandar um e-mail ou carta dizendo, com riqueza de detalhes, tudo que nos incomoda nele ou nela. Quase ninguém está preparado para suportar uma visão negativa de si mesmo. Se a bomba chegar por escrito, sempre poderão voltar à “prova do crime” até para mostrá-la a terceiros. Existem situações extremas, entretanto, nas quais somos obrigados a expressar nossos sentimentos por um meio ou por outro, mesmo que a outra parte não esteja preparada para ouvir a verdade. Nesses casos, a escritora e conferencista Eva Sandoval propõe soltar diretamente a seguinte frase: “Te amo, mas não te aguento”. A segunda parte da oração soa muito agressiva e talvez seja melhor recorrer a outras expressões mais conciliadoras. Poderíamos dizer: “Te amo, mas neste momento não nos entendemos. Quem sabe no futuro voltemos a nos entender”. A segunda opção poderia ser: “Te amo, mas esta relação não está fazendo bem a nenhum de nós. Precisamos dar um tempo”. Se comunicarmos de maneira sincera e respeitosa, não será preciso acrescentar nada mais. Apontar as falhas do outro equivalerá a pôr pregos em um fim que, por si, já é traumático. Quando os nervos estão à flor de pele não se deve dizer tudo. Basta expressar como nos sentimos e transmitir nossa decisão de forma simples.

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Promoção de ViagemTraçar uma linha de separação com o outro é uma tarefa especialmente dura quando a pessoa em questão é um amigo íntimo ou familiar muito próximo. O premiado diretor de cinema Vittorio de Sica (1901-1974) dizia a esse respeito: “A Bíblia nos ensina a amar nossos inimigos como se fossem nossos amigos, talvez por se tratar das mesmas pessoas.” Com isso, o cineasta e ator italiano sugeria que as pessoas mais próximas são também as que têm maior capacidade de nos ferir. A jornalista Begoña Merino, pesquisadora das relações pessoais através da Internet, opina a respeito: “Há famílias com tal nível de conflitos e de inconsciência que, embora muitos acreditem na necessidade de deixar passar tudo – pagando um enorme preço emocional – para continuar unidos, deixam um profundo rastro negativo em nós. Enquanto persistir essa relação turbulenta e dolorosa, continuarão sendo uma pedra em nosso presente”.

Por mais delicados que sejamos na gestão da crise, ainda que peçamos ao companheiro, amigo ou familiar um tempo antes de retomar a relação no futuro, precisamos estar preparados para lidar com a raiva do outro e suas consequências. É inevitável que nos magoem as recriminações e acusações daqueles que amamos, bem como o silêncio com que frequentemente punem quem rompe o vínculo. No livro Mindfulness & the Art of Managing Anger (plena consciência e a arte de administrar a raiva), Mike Fisher, terapeuta especializado na raiva, propõe técnicas para assumir o controle da emoção. O primeiro passo é tomar consciência do que estamos sentindo de maneira que qualquer reação será filtrada por esse raciocínio. Isso não quer dizer que não podemos explodir a qualquer momento. Mas, como tudo na vida, é necessário encontrar o caminho do meio. Neste caso, é preciso saber escolher o instante. Se o que queremos expressar for dito com serenidade e reflexão, terá um efeito muito diferente. Já dizia o monge budista Thich Nhat Hanh: “Os sentimentos vêm e vão como nuvens no céu num dia de vento. A respiração consciente é minha âncora.”

Para mitigar a tristeza e o sentimento de injustiça que pode nos dominar, é útil identificar a posição de onde cada pessoa atua. Se representarmos a evolução pessoal como uma ladeira, algumas pessoas nos falam com a sabedoria de quem está mais acima no caminho, enquanto outros reagirão de forma mais primitiva e cega porque se encontram muito mais abaixo. Cada um faz o melhor possível na posição onde está. Portanto, deixemos que cada um percorra seu próprio caminho.

Por que eu não volto mais para o Brasil

  • Escrito por Eurodicas

turista em londresComeço dizendo que quando a decisão de viver em um novo país chega, ela geralmente não vem com prazo ou data para a volta. É óbvio que uma decisão tão importante não é tomada da noite para o dia (ou não deveria) e envolve muitas pessoas, fatores e coisas.

É muito planejamento, são escolhas que muitas vezes não permitem erro, é pedir demissão do trabalho de longa data, é raspar a poupança no caso de estar desempregado, é vender o imóvel, o carro, decidir o que fazer com o financiamento e assim por diante. Além disso, é óbvio que se você já foi ou está pensando em ir para um outro país, algo que você já tem (ou tinha) no Brasil não está batendo.

Você está em busca de um novo emprego, quer mais segurança, quer viver com mais tranquilidade, quer ver o seu dinheiro valorizado e não quer mais ter que conviver com a inflação, por exemplo, ou apenas quer um lugar seguro para criar os seus filhos.

Por que não consigo mais voltar para o Brasil

Um estranho no ninho

Viver em um outro país é comparar diariamente. Sim, você vai fazer comparações de todos os tipos, vai converter o dinheiro, vai cansar a mente no supermercado, provavelmente vai se impressionar com o trânsito e com a forma como as pessoas se tratam.

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Por exemplo, se você optar por morar em um país de primeiro mundo, dificilmente irá se readaptar ao Brasil, pois as diferenças são muito grandes.

A gente se acostuma com o que é bom rápido

Se você for seguidamente ao supermercado durante alguns anos e perceber que os preços são sempre os mesmos, você vai entender que receber salário e inflação são coisas que não combinam.

Quando você sair para caminhar às 10 horas da noite sem medo, esquecer a porta de casa aberta e nada acontecer, levar o seu filho para estudar em uma escola pública de qualidade e utilizar um hospital público que é muito melhor que um privado, você vai perceber que é bem fácil se acostumar com o que é bom.

Segurança

Para começar, em países desenvolvidos, os bancos não possuem porta-giratória. Eles não fazem ideia para que serve isso, assim como você não vai encontrar seguranças armados com facilidade.

Na hora de sacar dinheiro, os caixas estão sempre na rua, nas paredes dos edifícios, sem qualquer proteção. Isso porque a violência não faz parte do imaginário dos cidadãos destes países.

Claro que por ter um problema crônico de falta de segurança, muitas pessoas quem saem do Brasil estão buscando tranquilidade, poder caminhar sem ficar olhando para trás e ir num caixa eletrônico sem medo de ser assaltado.

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Voltar é mais difícil do que partir

Partir não é fácil, mas voltar é muito mais difícil. É mais difícil porque parece que a gente fica no meio do caminho, não é de lá nem de cá, porque o que tínhamos quando resolvemos partir, não temos mais.

Nossa casa não é mais nossa, nosso carro é de alguém, nossos amigos seguiram suas vidas, se mudaram também e tudo, tudo, absolutamente tudo mudou.

O mundo não para

Apesar de acharmos, quando partimos, que as pessoas ficaram “paradas” no tempo, nos enganamos. Claro, assim como nós partimos, muita gente também vai partir.

O nosso melhor amigo vai encontrar um emprego em outro estado ou país, os irmãos vão casar, seu sobrinho vai nascer, sua afilhada vai se acostumar a te ver pelo Skype. O mundo não parou e nunca vai parar.

Experiência para a vida toda

Enfrentar uma nova cultura de peito aberto não é fácil, mas como já disse, se você estivesse satisfeito com a sua, não teria partido ou estaria pensando em partir.

Se você está morando em outro país e ainda não se adaptou, tenha calma. Com o tempo, com os tombos, com as novas experiências que nos são oportunizadas, é natural que a adaptação aconteça logo.

Agora, não diga que não recebeu o aviso: se você quiser voltar para o Brasil, saiba que muito raramente vai se readaptar, pois se você já tinha capacidade crítica suficiente para partir, ela estará à flor da pele no seu retorno.

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Estudo mostra que fazer sexo antes de ir trabalhar faz toda a diferença

  • Escrito por El País

sexo pela manha“Basta abrir bem os olhos para saber quem começou a manhã com sexo e quem não. Isso se nota”, diz a sexóloga Ruth González Ousset. E acrescenta: “Amanhecer com sexo é a melhor maneira de começar o dia. Os hormônios liberados durante o ato sexual ajudam a render mais no trabalho e melhoram o estado de ânimo”.

A ciência também avaliza essa opinião. “O sexo na primeira hora do dia influencia notavelmente a forma como encaramos a jornada, tanto por seu efeito químico (são segregadas endorfinas e oxitocina, hormônios que melhoram o estado de ânimo) como por seus efeitos psicoemocionais (os abraços, carícias e brincadeiras fazem com que nos sintamos queridos e atraentes)”, explica o sexólogo Juan Macías Ramírez.

Então basta antecipar a hora do despertador. Ramón, advogado de 42 anos, conta que há anos vem colocando isso em prática: “Minha mulher e eu começamos a fazer sexo antes de irmos trabalhar quando estávamos tentando que ela engravidasse. No começo era um pouco estressante, porque tomávamos quase como uma obrigação. Mas depois relaxamos e nos habituamos como forma de começar o dia. Agora, depois de termos o nosso filho, continuamos acordando meia hora antes alguns dias por semana para fazer amor antes de ir para o trabalho”.

O objetivo de acordar com tempo é poder desfrutar desses encontros sem pressa, dedicando-lhes a atenção necessária, com o estímulo de que antes de tomar o café da manhã já teremos feito algo benéfico para o nosso organismo. “Trata-se de uma rotina que, além de ser divertida e agradável, ajuda a exercitar o corpo, motiva, reativa o sistema respiratório e inclusive regula o apetite. E também é uma boa forma de que o sexo a dois seja fluente e dinâmico”, observa Macías.

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A sexóloga Marta Ibáñez, que apoia a teoria de Macías, quer acabar com a má fama que envolve a rotina de modo geral. “A rotina está subvalorizada. É algo de que temos muito medo, e na verdade os seres humanos precisam de costumes e rotinas estabelecidas. É possível ser plenamente feliz tendo relações todos os sábados à mesma hora na posição papai-e-mamãe, e ser profundamente infeliz procurando que cada relação sexual seja única e irrepetível". Ruth González também acredita nos benefícios de manter uma rotina sexual, e apresenta seu argumento: “Se sabemos em que dias vamos à academia, por que não colocar no calendário semanal os dias em que teremos relações sexuais? Estamos numa era em que o tempo é o mais valioso que temos, e devemos aproveitá-lo ao máximo. Comprovei que as pessoas que programam os encontros sexuais praticam mais sexo que as que não programam”.

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