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Ricardo Nunes, o dono da Ricardo EletroMineiro de Divinópolis, o empresário Ricardo Nunes chefia, aos 40 anos, uma rede de 280 lojas de eletrodomésticos espalhadas por nove estados brasileiros, com 11 mil colaboradores diretos. O grupo começou com uma loja, instalada em Divinópolis há 20 anos, em sociedade com um irmão. De lá, chegou a BH e, desde então, a expansão nunca mais parou.

Há dez anos, Ricardo Nunes passou a morar na capital de Minas, de onde comanda pessoalmente o dia a dia da rede de lojas. “Adotei BH e quero morrer aqui. Começa pelo clima. Eu sinto a diferença. Estou chegando da Bahia quase morrendo de calor”, compara. Ele considera que a capital tem experimentado grande avanço na infraestrutura, mas precisa, principalmente, de mais segurança. E é exatamente isso que ele daria de presente à cidade.

Entrevista

Mineiro, casado e pai de duas filhas, Ricardo Rodrigues Nunes auto define-se como um trabalhador. Com voz marcante e simplicidade de um vendedor de comércio popular, o presidente da Ricardo Eletro atendeu a reportagem do Pergunta sem agendamento prévio e interferência de assessores, sentado numa mesa de cozinha exposta no mostruário de uma de suas lojas.

Naquele dia, uma terceira unidade havia sido inaugurada na cidade, além de uma megastore em Ribeirão Preto. Órfão de pai aos 12 anos e com estudos até o ensino médio, ele conta nessa entrevista como conseguiu colocar sua rede, que começou como uma pequena loja em Divinópolis (MG) entre as quatro maiores redes varejistas do Brasil. São 280 lojas em nove Estados. Além disso, fala sobre seus planos de expansão e como foi entrar na terra do Magazine Luiza. Confira.  

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Pergunta - Como surgiu a rede Ricardo Eletro?
Ricardo Rodrigues Nunes
- Surgiu em Divinópolis, Minas Gerais. Comecei a ir em São Paulo buscar ursinho de pelúcia e, nas viagens, passei a observar os eletrodomésticos. Depois, montei uma lojinha de 20 metros quadrados, já com o slogan de cobrir qualquer oferta do Brasil e um modo diferente de pensar em varejo. Todo mundo tem manias antigas de querer comprar por R$ 100 e vender por R$ 200. Eu comecei a comprar por R$ 100 e vender por R$ 130, menor que todo mundo.

Pergunta - De quem você herdou o dom para vendas?
Ricardo Nunes
- Meu pai era vendedor de bijuterias, relógios, essas coisas. Mas eu perdi meu pai aos 12 anos e minha mãe continuou os negócios buscando as mercadorias em São Paulo. Para ajudar, passei a buscar os ursinhos e montei a loja. Isso faz mais de 18 anos.

Pergunta - Como é o seu dia-a-dia?
Ricardo Nunes
- Minha vida continua a mesma, apenas com algumas modificações e menos tempo, mas ainda trabalho como vendedor com a barriga encostada no balcão. Saio de casa às 7 horas, chego no serviço 7h30 e trabalho até as 23 horas, todo dia, eu e o Rodrigo, meu irmão.

Pergunta - A rede hoje é formada por quantas unidades?
Ricardo Nunes
- São 280 lojas presentes em nove Estados brasileiros e, agora, estamos entrando no interior do Estado de São Paulo, onde pretendemos crescer muito. Vimos que no Estado tem muitas cidades boas, que suportam nosso ritmo, essa garra de vender. Não adianta você fazer uma oferta barata e não ter quem comprar. Precisamos de público para vender em escala.

Pergunta - Você imaginava que a rede ganharia essa proporção em tão pouco tempo?
Ricardo Nunes
- No princípio, não. Depois de algum tempo, percebemos que tínhamos possibilidade e capacidade de competir. Concorremos direto com Casas Bahia e Magazine Luiza em todos os Estados que estamos, com exceção do Nordeste. Respeitamos todos os nossos concorrentes, mas, hoje, estamos em quarto lugar no ranking do varejo em termos de tamanho. A indústria tem um foco na gente, temos condições e escala para anunciar, que é algo fundamental no varejo. A briga é de igual para igual. Quando comecei com a rede há 18 anos, já existia esse povo do tamanho que eles estão hoje e nós conseguimos crescer e brigar de frente com eles.

Pergunta - Em outras entrevistas, o senhor disse admirar o fundador das Casas Bahia, Samuel Klein. Isso é verdade e por quê?
Ricardo Nunes -
Sim. Admiro muito o dono das Casas Bahia porque ele entende muito de gente. Acho que é um exemplo para todos nós, isso não resta dúvida. Mas, num primeiro momento, não me inspirei nele e sim nos comerciantes locais, depois fui crescendo e comecei a conhecer mais sua história. Admiro muito o trabalho deles.

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Pergunta - E como é entrar no mercado de Franca, a terra do Magazine Luiza?
Ricardo Nunes
- Para nós é uma experiência diferente, mas acho que o Magazine Luiza aqui é igual ao de qualquer outro lugar. Assim como estamos em Franca, também estamos em Minas. É lógico que estamos na sua terra natal, por isso se tem um certo cuidado. Eles estão mais presentes na operação, mas temos um jeito diferente de trabalhar. Não trabalhamos com brindes, promoções, com nada. Eu brigo é com o preço. Não adianta dar um caminhão de prêmios e não ter preço. Uma televisão minha é R$ 599, passei ali (no Magazine do Centro) agora e lá está R$ 799, R$ 200 mais cara. Com esse dinheiro, dá para ir numa casa lotérica, comprar bastante Mega Sena e tentar a sorte.

Pergunta - Como a Ricardo Eletro consegue oferecer preços menores do que os da concorrência?
Ricardo Nunes
- Nossa política sempre foi oferecer preço baixo e, para isso, é preciso ter um volume de vendas maior, escala. Então, para vender uma prancha de cabelo por R$ 19,90, poderíamos vender por R$ 39,90, seria barato ainda, mas ao invés de ganhar R$ 10 numa unidade, prefiro ganhar apenas R$ 1 e vender 20 mil pranchas. Nosso conceito é diferente de todos os que existem hoje, por isso temos crescido e os consumidores têm percebido isso. Você pega um MP3, que anunciamos por R$ 99, na concorrência é R$ 150, até R$ 160.

Pergunta - Há um comentário de que a rede trabalha muito com marcas desconhecidas do consumidor. O senhor concorda?
Ricardo Nunes -
Isso é mentira. Pode olhar tudo. Brastemp, Electrolux, Philips, CCE, LG. Pelo contrário, nosso mix de eletrodomésticos é três vezes maior do que o dos concorrentes. Trabalhamos com tudo mesmo, desde o produto mais simples até o mais caro. Nessa loja aqui você encontra quase que 60 modelos de geladeira, passei em um concorrente tinha 20. O volume é bem diferente, basta olhar para você ver, não precisa falar nada. Falar que a gente trabalha (apenas) com marca simples é mentira, trabalhamos com tudo. Somos o terceiro maior vendedor de Plasma e LCD do Brasil.

Pergunta - O senhor já conhecia Franca? Quais são os planos para a cidade?
Ricardo Nunes -
Já conhecia Franca antes e pretendemos melhorar mais nossa operação aqui. Queremos crescer no mercado local, melhorar os pontos. No primeiro momento,  inauguramos as lojas que eram da Mig, são 86 (3 em Franca), depois vamos começar a ampliar os pontos. Franca suporta mais umas três lojas dessa e também temos interesse no shopping da cidade.

Pergunta - Como surgiu o interesse pela compra das Lojas Mig? Há planos para comprar outras redes menores?
Ricardo Nunes
- Surgiu porque a Mig tinha interesse de sair do ramo. O ex-dono da Mig está mais velho e não tem sucessor. Ficamos sabendo da oportunidade e através da HSBC/Losango, nossa operadora, mostramos interesse nas lojas e fechamos o negócio. Só não posso falar em valor porque é sigilo de contrato. É nossa política. Hoje, por exemplo, temos notícias de que há 129 cidades no Estado de São Paulo consideradas boas e nós queremos entrar em todas. Onde houver uma cidade legal, estaremos lá.

Fonte: Uai com Comercio da Franca

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