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bbb 16Se você clicou neste texto achando que eu ia falar de BBB 16, errou! A espiadinha a que me refiro não é do Bial, é a do Zuckerberg e cia limitada. Independente das polegadas da sua tela, os males causados pelo voyeurismo virtual são inúmeros. Cientistas muito mais feras do que eu já evidenciaram que as redes sociais podem deixar nossa vida mais triste por mostrarem uma versão editada dos fatos alheios, mas que acreditamos ser real e acabamos nos comparando a essa "imagem".

Uma recente pesquisa da Universidade de Michigan (EUA) constatou que usar o Facebook passivamente, meramente observando as atividades e fotos de seus conhecidos ou pessoas famosas, pode aumentar o sentimentos de tristeza e inveja ao longo do tempo. Com isso, as pessoas estão sujeitas à perda de referenciais por se apegarem a algo líquido e efêmero, como diria Bauman.

Leia também: A grana que você perde quando deixa pra depois!

Mas eu vim falar aqui sobre a (má) influência dessa espiadinha passiva na sua produtividade. Ao mesmo tempo que recorrer à carismática tela do "é gratuita e sempre será" te dá o álibi de uma pausa necessária, você pode estar pagando um preço muito alto que repercutirá a longo prazo na suas futuras conquistas. Dá uma olhada (ops!):

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1) Adiamento da sua realização - cada fuga dessas é um potente alimento para sua procrastinação, te deixando cada vez mais longe da conclusão de uma tarefa importante e te tirando de um estado produtivo ou de concentração, difícil de resgatar depois desse contato com perfis tão "mais interessantes" que o seu.

2) O risco da comparação injusta - mesmo sabendo que nas redes sociais as pessoas quase sempre postam o lado glamouroso da vida, é muito natural compararmos o palco de um com os nossos bastidores. Quando valorizarmos mais a conquista do outro, nos abdicamos de encarar o que estamos fazendo para chegar lá também e nos sentimos frustrados. Se hoje esta pessoa está sob holofotes, antes de achar impossível estar ali algum dia também, vamos nos inspirar no exemplo e investigar que desafios foram superados para que ela conquistasse essa posição de destaque. Será que ela ficava muito tempo nas redes sociais?

3) Sensação de estar perdendo muita coisa - no último verão americano, surgiu uma hashtag nova que evidenciava o medo que as pessoas sentiam de não estar aproveitando as férias com tamanha intensidade, quando acompanhavam as postagens de amigos ou celebridades em cenários perfeitos e ambientes sedutores (medo de estar perdendo" ,"fear of missing out" em inglês, ou #FOMO). Mais uma vez, a ilusão no comando dos critérios e a depreciação da própria experiência. Enquanto isso, o foco na atividade recorrente vai sendo prejudicado diante das projeções alheias e você, mais uma vez, cai nas armadilhas da estaganação. Ou seja, não está onde quer, mas não se move para isso. Quer um antídoto eficiente? Presença e decisão. Senão, a perda realmente pode ser grande.

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Poderíamos enumerar vários efeitos do voyeurismo virtual aqui. Não pensem que sou contra o fb, pelo contrário, acho-o uma ótima ferramenta informativa, mas quem define o filtro somos nós.

Ao usá-lo de forma ativa, podemos interagir, conquistar amigos ou clientes, desenvolver sentimento de pertença em grupos de nosso interesse e nos beneficiarmos com sua globalização. A questão aqui é: o quanto as redes sociais estão te estimulando a ser alguém melhor em vez de atrapalhar a sua performance e seu bem estar? Você está no controle do on e off.

Decida ligar o seu sucesso. Aí sim, depois vc posta!

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