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política

  • 'Meu governo não está envolvido em escândalo de corrupção', diz Dilma

    dilma rousseff 06A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (20) que o governo dela não está envolvido em esquema de corrupção. Dilma foi questionada sobre a declaração do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, nesta segunda-feira (19), disse lamentar "que seja com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo".

    "Eu não vou comentar as palavras do Presidente da Câmara. O meu governo não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção. Não é o meu governo que está sendo acusado atualmente", disse Dilma, em entrevista à imprensa ao lado do presidente da Finlândia, Sauli Niinisto.

    Há dois meses, a Procuradoria-Geral da União ofereceu denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Cunha por corrupção e lavagem de dinheiro. Na semana passada, o STF autorizou abertura de novo inquérito para investigar contas de Cunha na Suíça.

    No domingo, em entrevista na Suécia, quando questionada se as denúncias contra o peemedebista causam constrangimento ao Brasil no exterior, Dilma respondeu que seria "estranho se causassem".

  • ‘Ficará marcado como o dia da vergonha’, diz Joesley sobre votação

    joesley batista presoAutor da gravação no Palácio do Jaburu do presidente Michel Temer usada na denúncia engavetada pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, o empresário Joesley Batista assistiu à sessão na companhia de executivos na sede do grupo J&F, em São Paulo. Projeções davam conta de que Temer obteria resultado favorável, ainda assim o empresário tratou o episódio como "trágico" para o país.

    O dia 2 de agosto ficará marcado como o dia da vergonha — disse Joesley a um interlocutor durante a tarde, quando o voto contra a continuidade das investigações já era maioria no placar da Câmara dos Deputados. Por meio de nota, o grupo J&F informou que não se manifestaria.

    A denúncia de corrupção passiva contra o presidente Temer foi embasada por informações e gravações trazidas pela colaboração premiada assinada pelos irmãos Batista e executivos do grupo com a Procuradoria-eral da República (PGR), no início do ano.

    O presidente é acusado por Joesley de ser o destinatário final de propina paga por ele ao então braço direito de Temer, o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

    Com o acordo de delação, Joesley conseguiu o compromisso da PGR de que não será preso nem obrigado a usar tornozeleira eletrônica. Foi o mais vantajoso acordo firmado na Lava-Jato até o momento.

    Promoção de viagemO empresário e o Grupo JBS haviam sido alvos desde o ano passado de cinco operações da Polícia Federal, que investigavam fraudes e irregularidades em concessões de créditos e empréstimos e também no funcionamento de frigoríficos.

    Nos próximos dias, advogados da empresa deverão entregar mais informações à PGR. Pessoas próximas à equipe que cuida do trabalho já contabilizam mais de 20 novos anexos com dados sobre episódios de corrupção que ainda não foram levados ao Ministério Público, com novos nomes de investigados.

    No acordo inicialmente homologado pela Justiça, os irmãos Wesley e Joesley Batista e cinco executivos apresentaram 44 anexos aos procuradores, que mencionam pagamentos a 1.829 políticos de 28 partidos, por meio de doações oficiais, caixa 2 eleitoral ou propina em troca de benefícios em órgãos públicos. Os novos anexos vão detalhar benefícios à empresa obtidos no Ministério da Agricultura, por exemplo.

    A expectativa é que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresente novas denúncias contra o presidente Michel Temer, tendo como base outras informações trazidas pela J&F. Janot vai deixar o cargo em setembro. Temer também é investigado por formação de organização criminosa e tentativa de obstrução à Justiça.

    Gravação indica que ele incentivou a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Se confirmada a nova denúncia, o trâmite na Câmara dos Deputados se repetirá.

    Terça-feira, Janot disse em entrevista que as investigações na PGR continuam independentemente da votação no Legislativo. Ele não quis dizer quando apresentará novas denúncias.

    — A Câmara é a Câmara, o Ministério Público é o Ministério Público, o Judiciário é o Judiciário — afirmou, na ocasião.

  • ‘Não tem uma viva alma mais honesta do que eu’, afirma Lula

    lula mentiroso rindoEm café da manhã com blogueiros na manhã desta quarta-feira, 20, no Instituto Lula, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que ‘não tem uma viva alma mais honesta’ do que ele. O petista começou a responder perguntas a partir das 10h. Na primeira resposta, Lula falou sobre investigação de corrupção.

    “Se tem uma coisa que eu me orgulho, neste País, é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu. Nem dentro da Polícia Federal, nem dentro do Ministério Público, nem dentro da igreja católica, nem dentro da igreja evangélica. Pode ter igual, mas eu duvido”, disse.

    Oficialmente, Lula não é alvo da Operação Lava Jato, a maior investigação contra a corrupção já realizada no País e que pegou antigos aliados seus, quadros históricos do PT, como José Dirceu, ex-ministro chefe da Casa Civil, e João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do partido – ambos estão presos em Curitiba, base da missão Lava Jato.

    Lula já depôs na Polícia Federal na condição de ‘informante’. “Não existe nenhuma ação penal contra mim, o próprio (Sérgio) Moro (que conduz as ações da Lava Jato na 1ª instância) disse que eu não sou investigado”, afirmou. “Em respeito ao depoimento que eu fiz na Polícia Federal e no Ministério Público, não acho que existe nenhuma possibilidade de ação penal, a não ser que seja uma violência contra tudo o que existe neste País.”


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    Disse ainda. “Estou muito tranquilo”

    O petista disse que ‘o governo criou mecanismos para que nada fosse jogado embaixo do tapete nesse País’. Para Lula, a presidente Dilma Roussef um dia será enaltecida, pelo que ela criou condições para permitir que ‘neste país todos saibam que têm que andar na linha’. Segundo o ex-presidente, isto vale do ‘mais humilde ao mais alto escalão brasileiro’.

    Afirmou. “A apuração de corrupção é um bem desse país.”

    “Já ouvi que delação premiada tem que ter o nome do Lula, senão não adianta”, declarou. “Duvido que tenha um promotor, delegado, empresário que tenha a coragem de afirmar que eu me envolvi em algo ilícito.”

    O ex-presidente afirmou que ‘tem uma tese que o Lula faz jogo de influência’. “As pessoas deveriam me agradecer. O papel de qualquer presidente é vender os serviços do seu País. Essa é a coisa mais normal em um país”, disse. “Como se o papel de um presidente fosse ser vaca de presépio.”


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  • "A lei foi cumprida", diz Hélio Bicudo

    helio bicudoO jurista Hélio Bicudo, um dos autores do requerimento que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff, disse que está "satisfeito" com a aprovação do presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Questionado se Cunha agira por retaliação ao governo, Bicudo disse que não: "Ele (Cunha) cumpriu a lei. Não entro no mérito sobre o que ele pensa ou deixa de pensar".

    Abaixo, segue a íntrega da entrevista que Bicudo concedeu logo após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ter autorizado a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

    Leia também: "Dilma, nós estamos f…" disse Lula em seu último encontro com a Presidente

    EXPRESSO - Feliz, dr. Hélio?

    Hélio Bicudo - Não estou nem feliz nem infeliz. Estou satisfeito, porque confio que as instituições funcionem e que a Justiça será feita. A lei foi cumprida. Eu já estava com a sensação do dever cumprido como jurista, como cidadão, quando apresentamos – eu, a Janaína (Paschoal) e o doutor Reali (Júnior) – o pedido. Agora mais ainda. Esperamos, então, que a coisa tenha o andamento normal.

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    EXPRESSO - O senhor ficou surpreso com a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de abrir o processo de impeachment?

    Bicudo - Não fiquei surpreso. A gente sempre espera que as instituições funcionem. E fico feliz que estejam funcionando.

    EXPRESSO - O senhor e seus colegas, que assinam o pedido de impeachment, sempre disseram que a petição estava correta do ponto de vista legal e que, portanto, não haveria motivo técnico para rejeitar. Confirmou-se. Ou pelo menos foi o que disse o presidente Cunha.

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    Bicudo - O pedido está bem calcado na legislação. Sempre esteve. Agora vamos esperar o andamento na Câmara dos Deputados.

    EXPRESSO - O senhor acha que Cunha utilizou o seu pedido de impeachment para tentar pressionar a base do governo e escapar do Conselho de Ética ou, mesmo, como instrumento de pressão contra o governo para ter mais poder de negociação política?

    Bicudo - Agora que o pedido já está aceito, eu nem quero fazer julgamento sobre os pensamentos dele. Ele cumpriu a lei. Não posso me intrometer no pensamento das pessoas. Ele agiu de acordo com a legislação. Não entro no mérito do que ele pensa ou deixa de pensar.

  • "O Brasil não é levado a sério", Bernie Ecclestone

    bernie ecclestoneO GP Brasil de Fórmula 1 ainda não havia terminado e Bernie Ecclestone já se despedia de todos na sala da FOM (Formula One Management), de onde assistia a corrida, em Interlagos. “T-h-a-n-k y-o-u”, sussurrou gentilmente ao garçon que os servia, com um aperto de mão, antes de partir. “Agora ele voa para Londres e às 9h do dia seguinte já está em seu escritório”, disse sua mulher, a advogada brasileira Fabiana Ecclestone, 39 anos, que ficou mais alguns dias no Brasil. Bernie já havia apostado que a vitória seria mesmo de Nico Rosberg, embora o já tricampeão Luis Hamilton estivesse com sede de vencer. “Com o campeonato definido, Nico vai se sentir mais livre para a corrida”, cravara. No seu QG, o chefão da Fórmula 1 recebeu amigos como o jogador Alexandre Pato, a atriz Fiorella Mateis e Roberto Marinho Neto.

    Sempre reservado, Bernie circulava animado e mais leve. Diferentemente do ano passado, quando ainda parecia abatido após dar por encerrada a batalha judicial na Alemanha, por acusações de suborno. O Tribunal em Munique o absolveu após um acordo de US$ 100 milhões.

    'Vocês já tiveram os melhores pilotos. Hoje, não mais'.
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    Para os brasileiros, contudo, este último GP Brasil foi um dos piores: Felipe Massa desclassificado por irregularidades com os pneus e a audiência em queda na transmissão da Rede Globo. Antes da prova, o minuto de silêncio às vítimas dos ataques em Paris, deu o tom do domingo. Imediatamente depois, o público nas arquibancadas xingou a presidente Dilma Rousseff, mesmo sem a sua presença. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, também preferiu não ir à prova este ano. Por essas e outras percepções, o polêmico big boss dos circuitos da F-1, diagnosticou com rapidez a temperatura do momento. Além disso, Bernie tem um motivo a mais para saber de tudo por aqui. Nos últimos cinco anos, o vínculo com o País aumentou por causa de sua jovem esposa.

    Com os negócios em sua fazenda de café em Amparo (SP), agora ele acompanha mais de perto os problemas econômicos brasileiros. E, talvez, sinta-se mais livre para palpitar sobre a crise. O almoço é servido. A maioria dos amigos escolhe ravióli de chèvre com molho de tomates ao sugo e manjericão. Vidrado na tevê sem som (sem narracão de Galvão Bueno) e no monitor que controla o tempo dos pilotos, Bernie prefere sanduíche de queijo. E abre uma latinha de guaraná “do Brasil”. Aos 85 anos, é veloz como um piloto para contar como tem andado: “busy, busy, busy”. Durante a prova, Bernie Ecclestone falou a ISTOÉ.

  • 8 delações essenciais para entender a Lava Jato

    Lula, Dilma e José Dirceu durante compra de PassadinaDesde que iniciou, em março de 2014, a Operação Lava Jato já recuperou R$ 870 milhões desviados dos cofres públicos e bloqueou R$ 2,4 bilhões em bens. No total, as denúncias totalizam um montante de R$ 6,2 bilhões em pagamento de propina – valor que se espera ser recuperado até o final da operação. As condenações somam incríveis 225 anos, 3 meses e 25 dias de prisão. E ainda há espaço para mais condenações.

    Junto com a polícia, alguns presos estão colaborando também sob o processo de Delação Premiada: prometem revelar o que sabem, em troca de redução na pena. E essas delações são um enorme barril de pólvora.

    Os principais delatores, Paulo Roberto Costa (ex-diretor de abastecimento da Petrobras), Alberto Youssef (doleiro e operador do esquema) e Ricardo Pessoa (dono da empreiteira UTC) já revelaram muito do que viram – e ouviram – enquanto envolvidos no escândalo e trazem denúncias quentes sobre a nossa política.

    Do futuro da Petrobras ao assassinado do ex-prefeito de Santo André, conheça as delações essenciais para entender o que de fato é a Lava Jato e no que se transformou a principal estatal do país nos últimos anos.

    1) “EM 2020, A SITUAÇÃO DA PETROBRAS ESTARÁ CAÓTICA.”

    Quem afirma é o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em uma delação premiada divulgada na semana passada.

    No vídeo, gravado entre agosto e setembro de 2014, Costa é categórico:

    “Este governo está matando a Petrobras. [Está] matando.”

    Ele justifica sua posição dizendo que o consumo de combustíveis está crescendo, mas que num ritmo que a produção já não acompanha.

    “A Petrobras está cada vez mais aumentando as importações de derivado, quer seja de diesel ou de gasolina. A gasolina ela está importando porque o governo está matando o setor de etanol. Tecnicamente falando, é uma empresa quebrada.”

    2) O TCU DA UTC

  • Advogados já preparam corrida ao Supremo para novos fatiamentos da Lava Jato

    juiz sergio moroAlguns dos principais advogados criminalistas do País que atuam na defesa de alvos da Lava Jato esperam apenas a publicação do acórdão do Supremo Tribunal Federal que irá estabelecer o exato alcance e as circunstâncias do fatiamento da operação que levou para a prisão quadros históricos do PT, doleiros, empreiteiros e ex-dirigentes da Petrobrás e colocou no banco dos réus da Corte máxima deputados e senadores.

    “A decisão do STF vem na mesma linha daquilo que já vínhamos sustentando”, disse o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB), o ex-ministro Edison Lobão (Minas e Energia) e os senadores Romero Jucá (PMDB/RR) e Ciro Nogueira (PP/PI).

    Ainda no início da Lava Jato, Kakay conseguiu o que parecia impossível àquela altura das investigações – acolhendo sua argumentação, o Superior Tribunal de Justiça remeteu para o primeiro grau da Justiça do Maranhão a investigação que cita Roseana no caso do precatório milionário da empreiteira UTC – o dinheiro quase foi liberado por influência do doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Lava Jato, que teria corrompido o chefe da Casa Civil da peemedebista, João Abreu.

    “O juiz Sérgio Moro havia encaminhado os autos ao STJ, mas ponderei que Roseana não é mais governadora, portanto a competência para o caso não era mesmo do STJ. O ministro Luís Felipe Salomão acolheu nossa argumentação. Foi a primeira decisão no sentido de que a competência tinha que ser deslocada para o Maranhão porque o episódio não tem nenhuma ligação com a Lava Jato”, destacou o criminalista.

  • América Latina vive o fim da era dourada da esquerda no poder

    esquerda america do sulA derrota de Evo Morales no referendo boliviano, a quem muitos viam como o último moicano da esquerda bolivariana, marca uma mudança de ciclo evidente na América Latina, que começou com a vitória de Mauricio Macri na Argentina. Depois de anos de grande crescimento e inclusão social, a crise econômica e uma sociedade latino-americana nova, com gerações exigentes que demandam mais e melhor democracia e não toleram a corrupção nem o poder absoluto, estão derrubando um a um quase todos os Governos da região.

    A Argentina viveu o início do eixo bolivariano, com a reunião de Mar del Plata de 2005, que marcou uma década de afastamento dos EUA e de políticas contrárias à ortodoxia econômica. O país austral também marcou o final, com a derrota do kirchnerismo em novembro passado, depois de 12 anos no poder. Só três semanas depois foi a vez das eleições na Venezuela, que representaram o princípio do fim do chavismo no poder com a conquista de dois terços do Parlamento pela oposição. Agora a Bolívia também diz não à continuidade de Morales depois de 2019. O presidente equatoriano, Rafael Correa, também com problemas, anunciou que não tentará a reeleição em 2017. E em poucas semanas, em abril, o Peru deve concluir o ciclo com a saída de cena de Ollanta Humala e o provável regresso de um Fujimori ao poder.

  • Andrade diz ter pagado ilegalmente dívida de campanha de Dilma em 2010

    dilma rousseff em campanha presidencialA Andrade Gutierrez, segunda maior empreiteira do país, afirma ter pago despesas com fornecedores da campanha eleitoral de Dilma Rousseff em 2010. O pagamento, ilícito, foi feito por meio de contrato fictício de prestação de serviço.

    A revelação foi feita no acordo para a delação premiada de 11 executivos da Andrade, segundo a Folha apurou, e é a primeira citação direta de irregularidade apurada pela Lava Jato que envolve uma campanha da presidente da República.

    O fornecedor conhecido até aqui, segundo pessoas que tiveram acesso aos detalhes do acordo no Ministério Público Federal, é a agência de comunicação Pepper –que trabalhou para Dilma em 2010.

    O pagamento foi feito, segundo delatores, a pedido direto de um dos coordenadores da campanha do PT.

    Para dar um aspecto de regularidade ao pagamento em sua contabilidade, a Andrade produziu um contrato fictício com a Pepper, segundo o relato. O valor, segundo o mesmo relato, superava os R$ 5 milhões à época.

    Em 2010, a Andrade Gutierrez fez três doações oficiais para o comitê financeiro da campanha de Dilma, entre agosto e outubro, que somam R$ 5,1 milhões. Já a campanha de Dilma declarou gastos de R$ 6,5 milhões especificamente com a agência Pepper.

    De acordo com ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), esse tipo de triangulação representa caixa dois. Como se trata da campanha de 2010, na Justiça Eleitoral não haverá implicações diretas em caso de comprovação do crime, como perda do mandato, porque o governo se encerrou em 2014.

    Cabem, contudo, ainda ações criminais sobre o episódio.

  • Assessor de senador do PT é detido com R$ 180 mil em dinheiro

    Dinheiro apreendido com Senador do PTUm funcionário do gabinete do senador Wellington Dias (PT), candidato a governador do Piauí, foi detido nesta quinta-feira (11) no interior da Bahia com R$ 180 mil em notas de cem.

    Segundo o delegado Francisco de Sá, de Barreiras (BA), José Martinho Ferreira de Araújo, motorista lotado no gabinete do petista, afirmou ser o dono do dinheiro e negou qualquer ligação da quantia com o senador.

    Araújo é primo de terceiro grau do petista, segundo a assessoria de imprensa do senador no Piauí. "O pai de Martinho é irmão do avô do senador Wellington Dias", disse o assessor Álvaro Carneiro.

    Também ocupa cargo comissionado de motorista no gabinete do senador petista desde 8 de fevereiro de 2011. Ele recebeu em agosto R$ 4.469,89 de salário mais auxílios, segundo informações do Senado.

    A detenção, registrada por volta das 11h30, foi feita pela Polícia Rodoviária Federal numa blitz de rotina na BR-242, em Barreiras (BA). O dinheiro estava escondido embaixo do banco traseiro do Palio de Araújo.

    Em informações informais prestadas à polícia, o assessor de Wellington Dias disse que estava indo à cidade de São Miguel do Fidalgo (PI), onde compraria "uma propriedade rural, bodes e cabras". Em depoimento formal, ele preferiu não passar mais dados.

    Segundo a Polícia Civil em Barreiras, o motorista não soube explicar a origem do dinheiro. O delegado disse que em princípio não há crime na conduta, mas o dinheiro ficará retido e o motorista precisará explicar a origem dos recursos para reavê-lo.

    Araújo foi liberado após ter sido ouvido. A quantia ficou retida na polícia e será encaminhada à Justiça Federal. Como o carro, segundo a polícia, não apresentava irregularidade, também foi liberado.

  • Assustada, a oligarquia precisa da crise

    dilma rousseff 06Impeachment, Dilma Rousseff, Michel Temer e Eduardo Cunha são ingredientes secundários de um momento muito maior. Vice-presidente de olho na cadeira do titular é coisa comum. Oposição querendo derrubar o governo também é coisa que acontece. O que há de novo e saudável no Brasil de hoje é que pela primeira vez desde o desembarque de Tomé de Souza, em 1549, o braço do Estado está investigando, encarcerando e punindo personagens da oligarquia política e econômica da terra de Santa Cruz, hoje Brasil. Diante dessa novidade, Dilma, Temer e Eduardo Cunha são explosivos asteriscos. Em graus variáveis, estão mais próximos do problema do que de sua solução.

    O Supremo Tribunal Federal investiga os presidentes da Câmara e do Senado. Estão na cadeia o dono da maior empreiteira do país, um poderoso banqueiro e o líder do governo no Senado. Dois ex-diretores da Petrobras colaboram com as investigações. Cinquenta e sete pessoas já foram condenadas a penas que somam 680 anos de prisão.

    Leia também: Neta de Lula faz falsas acusações ao GLOBO em rede social

    Neste momento inédito, foram para a prisão pessoas que se comportavam como se estivessem acima das leis. Empreiteiros que desqualificavam a Operação Lava-Jato deram-se conta de que a festa acabou e passaram a colaborar com o Ministério Público. Superestimando sua invulnerabilidade, o senador Delcídio do Amaral articulava a fuga de Nestor Cerveró com direito a mesada de R$ 50 mil. Está preso.

    Uma parte do Ministério Público e do Judiciário dissociou-se da secular tradição que protegia os maus costumes das oligarquias política e econômica. A briga do Planalto com Eduardo Cunha é apenas um momento explosivo no curso dessa grande mudança. De um lado está a doutora Dilma (“não respeito delator”) eleita por um partido que teve dois presidentes e dois tesoureiros encarcerados. Do outro, o comandante de uma poderosa bancada pluripartidária, apanhado com uma fortuna escondida no banco Julius Baer.

    Os petistas dizem-se perseguidos, mas, entre os 68 políticos investigados, seu partido está empatado com o PMDB (ambos com 12 notáveis). A taça ficou com o Partido Progressista, com 31 acusados. O PP tem uma peculiaridade: abriga um plantel de doutores cujas raízes remontam ao tempo da ditadura. Nunca se afastaram do poder. Símbolo dessa grei é Paulo Maluf. Olhando-se para as empreiteiras que tiveram executivos encarcerados chega-se a empresas poderosas desde a metade do século passado.

  • Atual Congresso brasileiro deveria ser dissolvido, diz sociólogo espanhol

    Sociologo EspanholO sociólogo espanhol Manuel Castells, 71, diz que o atual Congresso brasileiro não tem como se reformar. Ele defende sua dissolução para dar lugar a uma assembleia constituinte.

    "O grande problema do Brasil não é econômico, mas político", afirma. "Se não for alterado o sistema político, a esperança de mudança representada pelo movimento se converterá em raiva coletiva e cinismo individual."

    Castells é um dos mais reconhecidos estudiosos de movimentos em rede e de seus efeitos na política. Ele esteve no Brasil no mês passado, coincidentemente durante os protestos.

    Contou a experiência em artigo publicado no sábado pelo jornal "La Vanguardia", de Barcelona --no texto, o sociólogo escreve que forças policiais do Distrito Federal e do Ministério da Justiça mataram manifestantes, o que não aconteceu.

    Em entrevista à Folha por e-mail, Castells diz que "o Brasil chegou a um ponto não sustentável na deterioração ecológica e urbana".

    Folha - A que o sr. atribui as manifestações das últimas semanas no Brasil?

  • Câmara aprova 11 projetos em última extraordinária do ano em Divinópolis

    camara munic divinopolisNa última reunião extraordinária do ano, convocada pelo presidente da Câmara de Divinópolis Rodrigo Kaboja, 14 projetos de lei foram discutidos e 11 deles foram aprovados nesta segunda-feira (28). Três tiveram votação adiada para o ano que vem.

    O projeto que se refere à iluminação pública voltou a gerar discussão. Ele prevê a regulamentação do repasse da taxa ao Município e foi aprovado com 11 votos a favor. "Nós estamos criando uma taxa, estamos regulamentando uma situação que é de recomendação da Aneel, e agora é de obrigação do Município o pagamento e manutanção de toda iluminação pública e a tarifa é toda do município", disse o vereador Rodyson Kristnamurti.

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    Muitos projetos em pauta se referiam a doações de imóveis para entidades de Divinópolis. Essa foi a segunda reunião extraordinária, em menos de uma semana. De acordo com o presidente da Câmara, a reunião teve que ser realizada por conta dos projetos de doações de imóveis, que ficaram pendentes, já que 2016 é ano eleitoral e isso não poderia ser feito.

    "Seis projetos não podem ser votados em ano eleitoral e esse está entre ele. Nesse sentido a reunião foi convocada e aproveitamos para colocar outros projetos em discussão", disse o presidente da Câmara Rodrigo Kaboja. A previsão é de que os projetos adiados voltem a ser discutidos em fevereiro do ano que vem.

  • Campanhas de Dilma e Lula serão investigadas na Justiça Federal do Paraná

    lula e dilma policia federalO inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência, Edinho Silva, não será a única frente de apuração de supostas irregularidades nas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff. O ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava-Jato no tribunal, já decidiu encaminhar para o juiz Sérgio Moro, em Curitiba, documentos que apontam suspeitas de arrecadação ilegal por parte das coordenações das campanhas de Lula em 2006 e de Dilma em 2010. Edinho foi o tesoureiro em 2014 e, por ser ministro, tem foro privilegiado junto ao STF.

    Entre os citados que poderão ser investigados em novos inquéritos na primeira instância da Justiça Federal estão o ex-deputado e ex-secretário de Saúde da Prefeitura de São Paulo José de Filippi Júnior e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, segundo fontes com acesso às investigações. Filippi foi tesoureiro da campanha de Lula à reeleição em 2006 e da campanha de Dilma em 2010. Vaccari só deixou a Secretaria de Finanças do PT após ser preso na Operação Lava-Jato, em abril deste ano. Os dois foram citados em depoimentos prestados na delação premiada do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa.

  • Cidade no interior de MG tem todos os vereadores presos por corrupção

    camara municipal de centralinaA pequena cidade de Centralina (MG), com seus 10 mil habitantes e localizada a 669 quilômetros de Belo Horizonte, vive um situação inusitada: todos os seus nove vereadores foram presos preventivamente suspeitos de corrupção.

    Eles são investigados pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Uberlândia acusados de desvio de dinheiro público.

    Segundo a investigação, todos os nove vereadores eleitos para legislatura que termina este ano fraudaram notas fiscais para justificar recebimento de diárias de viagens que nunca foram feitas.

    Quatro deles foram presos na semana passada, na primeira etapa da investigação que recebeu o nome de "Viagem Fantasma" e renunciaram aos cargos.

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    Os quatro, entre eles o presidente da Câmara Municipal, Eurípides Batista Ferreira, o Baianinho (Pros), o primeiro secretário, Hélio Matias (PSL), Carla Rúbia (Solidariedade) e Roneslei do Carmo Soares (PR), foram ouvidos e soltos um dia após a prisão. Agora cumprem prisão domiciliar.

    Os outros cinco –o vice-presidente da Casa, Ismael Pereira Peres (PT), o 2º secretário Rodrigo Lucas (Solidariedade), Wandriene Ferreira de Moura (PR), Sônia Martins de Medeiros Rosa (PP) e Cleison Vieira (PDT)– foram detidos na manhã desta quinta-feira (28) durante a segunda etapa da operação.

    Os cinco serão encaminhados para o presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia (537 quilômetros de Belo Horizonte). Além dos vereadores, um ex-servidor da Câmara Municipal e um ex-vereador, que hoje atua como advogado, também foram presos na operação. Outros 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

    Segundo o Ministério Público, os suspeitos cometeram associação criminosa, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

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    RECESSO

    Com a prisão dos cinco vereadores e a renúncia dos quatro primeiros presos, a Câmara Municipal de Centralina fica sem representantes.

    A Redação tentou entrar em contato com a comunicação da Casa, mas foi informado que a Câmara está em recesso, retornando aos trabalhos apenas na próxima semana, e que os suplentes devem assumir os cargos.

  • Como Dilma quebrou sua loja de R$ 1,99 e um País

    loja de 199Pão & Circo. Com esse nome sugestivo, alusivo à estratégia romana destinada a entreter e ludibriar a massa insatisfeita com os excessos do Império, a presidente Dilma Rousseff abriu em fevereiro de 1995 uma lojinha de bugigangas, nos moldes das populares casas de R$ 1,99. O negócio em gestação cumpriu a liturgia comercial habitual. Ao registro do CNPJ na Junta Comercial seguiu-se o aluguel de um imóvel em Porto Alegre, onde funcionava a matriz. Quatro meses depois, uma filial foi erguida no centro comercial Olaria, também na capital gaúcha. O problema, para Dilma e seus três sócios, é que a presidente cuidou da contabilidade da empresa como lida hoje com as finanças do País – recém-rebaixado pela agência de risco Standard & Poors por falta de confiabilidade. Em apenas 17 meses, a loja quebrou. Em julho de 1996, já não existia mais.

    Tocar uma lojinha de quinquilharias baratas deveria ser algo trivial, principalmente para alguém que 15 anos depois se apresentaria aos eleitores como a “gerentona” capaz de manter o Brasil no rumo do desenvolvimento. Mas, ao administrar a Pão & Circo, Dilma cometeu erros banais e em sequência. Qualquer semelhança com a barafunda administrativa do País atual e os equívocos cometidos na área econômica de 2010 para cá, levando ao desequilíbrio completo das contas públicas e à irresponsabilidade fiscal, é mera coincidência. Ou não.

    Leia também: O círculo vicioso de um governo perdido

    Para começar, a loja foi aberta sem que os donos soubessem bem ao certo o que seria comercializado ali. Às favas o planejamento, primeiro passo para criação de qualquer negócio que se pretenda lucrativo. A empresa foi registrada para vender de tudo um pouco a preços módicos, entre bijuterias, confecções, eletrônicos, tapeçaria, livros, bebidas, tabaco e até flores naturais e artificiais. Mas a loja acabou apostando no comércio de brinquedos para crianças, em especial os do “Cavaleiros do Zodíaco”, série japonesa sucesso entre a meninada dos anos 90. Os artigos revendidos pela Pão & Circo eram importados de um bazar localizado no Panamá, para onde Dilma e uma das sócias, a ex-cunhada Sirlei Araújo, viajaram três vezes para comprar os produtos. As mercadorias eram despachadas de navio até Imbituba (SC) e seguiam de caminhão até a capital gaúcha.

  • Corrupção na Petrobras é superior ao investimento anual de 37 órgãos

    dinheiro da corrupcaoNesta semana, a diretoria da Petrobras finalmente informou o prejuízo da empresa com os desvios das empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Os casos de corrupção somaram prejuízo de R$ 6,2 bilhões. O custo dos desvios da maior estatal brasileira superam as aplicações com os chamados “gastos nobres” de 37 dos 40 órgãos superiores da União que investiram no ano passado. O prejuízo da maior estatal brasileira apresenta valores maiores do que, por exemplo, os investimentos de ministérios importantes em 2014, como o da Saúde, da Integração Nacional, do Desenvolvimento Agrário e das Cidades.

    Os R$ 6,2 bilhões perdidos para a corrupção não são maiores apenas do que os investimentos de três ministérios no ano passado: Transportes, Defesa e Educação. As Pastas aplicaram, respectivamente, R$ 12,3 bilhões, R$ 11,5 bilhões e R$ 9 bilhões em obras e compras de equipamentos.

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    O montante também representa mais do que a média mensal de investimentos do governo federal no ano passado, que foi de R$ 4,7 bilhões. Ao todo, os investimentos da União somaram R$ 57,3 bilhões no ano passado.

    Os 6,2 bilhões desviados da Petrobras por corrupção se aproximam do valor aplicado no mês de agosto, quando R$ 6,8 bilhões saíram dos cofres públicos para obras e investimentos, valor mensal recorde no ano.

    O montante desviado, no entanto, é superior ao valor investido em todos os outros meses do ano passado. O valor aplicado no mês de novembro foi o menor durante o ano passado, R$ 2,8 bilhões, isto é, mais do que o dobro dos prejuízos causados pela corrupção na Petrobras.

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    Com os R$ 6,2 bilhões seria possível construir cerca de 1,7 mil escolas com capacidade de 432 alunos por turno ou compras 41 mil ônibus escolares rurais. Os recursos também seriam suficientes para a construição de aproximadamente 3 mil Unidades de Pronto Atendimento Unidades (UPA 24h) de porte II, que cobrem locais que possuem entre 100 mil e 200 mil habitantes e recebem até 300 pacientes diariamente, ou, ainda, p ara comprar 50,5 mil ambulâncias.

    O valor ainda pode ser comparado a programas importantes do governo federal. O programa Mais Médicos, por exemplo, vai custar cerca de R$ 3,2 bilhões em 2015, isto é, praticamento metade dos custo com corrupção na Petrobras. Os recursos desviados equivalem a 22% dos R$ 27,7 bilhões previstos para o programa Bolsa Família.

    Prejuízo

    Ao todo, a Petrobras registrou prejuízo R$ 21,6 bilhões no ano de 2014, impactada por perdas de R$ 44,63 bilhões em função da desvalorização de ativos, além dos R$ 6,2 bilhões relativos à corrupção. O resultado é praticamente o inverso ao apurado em 2013, quando a estatal teve lucro de R$ 23,6 bilhões.

    O prejuízo foi calculado usando a aplicação de percentual fixo de 3% sobre o valor de contratos, número citado nos depoimentos da Lava-Jato. Para definir o período e montante de gastos adicionais, a Petrobras levantou todos os contratos das companhias citadas como integrantes do cartel e concluiu, com base nos depoimentos, que o período de atuação do esquema de pagamentos indevidos foi de 2004 a abril de 2012.

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    Segundo o balanço, 55% das perdas com corrupção foram detectadas na área de Abastecimento, que foi controlada por Paulo Roberto Costa, no total de R$ 3,42 bilhões. Já a área de Exploração e Produção provocou perdas de R$ 1,97 bilhão, equivalente a 32% do total. O restante do gasto com corrupção foi diluído pelas áreas de Distribuição, Internacional e Corporativo.

    O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, afirmou que a baixa contábil de R$ 6,2 bilhões referente aos casos de corrupção pode ser modificada, de acordo com os desdobramentos da investigação Lava-Jato. “Qualquer variação significativa, para mais ou para menos, a companhia virá de público se pronunciar”, afirmou.

  • Cunha aceita pedido de impeachment de Dilma Rousseff

    cara impeachment dilma roussefA crise política que o governo Dilma Rousseff atravessa atingiu nesta quarta-feira seu mais alto grau até agora: o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou o pedido de impeachment contra a presidente. Cunha deu aval à representação ingressada no dia 21 de outubro pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal e que foi endossada por partidos de oposição. A decisão se dá justamente no dia em que a bancada do PT fechou questão pela continuidade das investigações contra Cunha no Conselho de Ética, que podem dar ensejo à perda do seu mandato. Pressionado pela militância, a bancada acabou por ir contra os interesses do Palácio do Planalto, que trabalhava para poupar o peemedebista do processo de cassação - ao negar a Cunha os três votos que o salvariam no colegiado, a legenda acabou por selar também o destino de Dilma.

    Pouco depois do anúncio petista, o gabinete de Cunha foi palco de um verdadeiro entra e sai de deputados: o peemedebista convocou aliados e membros da oposição para informá-los de que estava decidido a anunciar uma decisão até hoje e consultar os parlamentares sobre o caminho a seguir. Instaurou-se, então, um clima de grande expectativa. Participaram das reuniões com o presidente da Casa o ex-deputado Sandro Mabel (PL-GO) e os deputados Paulinho da Força (SD-SP), Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Jovair Arantes (PTB-GO), Eduardo da Fonte (PP-PE) e Mendonça Filho (DEM-PE). Além do impeachment, os parlamentares discutiram alternativas para barrar o seguimento do processo contra Cunha no Conselho de Ética. A oposição, então, se reuniu no gabinete do PSDB.

    Segundo aliados do peemedebista, a decisão de hoje de deve justamente ao quadro desenhado para ele no Conselho de Ética. Ainda assim, na coletiva que convocou para anunciar seu parecer, Cunha disse que não o fez por vingança. "Tenho certeza de que os juristas que leram o parecer vão entender que não me cabia outra decisão", afirmou. "Nunca na história de um mandato houve tantos pedidos de impeachment", completou.

    Parlamentares petistas imediatamente reagiram à decisão de Cunha, e classificaram o ato como "revanchismo". "Eu não tenho a menor dúvida de que essa bravata será barrada", afirmou o petista Wadih Damous. A legenda ainda não definiu como vai agir a partir de agor, mas estuda levar a questão ao Supremo Tribunal Federal.

  • De FHC a Lula, a zona cinzenta entre o público e o privado no Brasil

    FHCDe uma antena de celular suspeita perto de um sítio vip em Atibaia à lavagem de roupa suja de uma jornalista exilada que carrega o rótulo de ex-amante. Duas polêmicas que envolvem a vida privada de ex-presidentes tomam os noticiários nos últimos dias.

    O jornal Valor foi o primeiro a levantar a informação de que uma antena da operadora Oi foi instalada próximo ao sítio frequentado por Lula e sua família, aparentemente uma gentileza para favorecer a comunicação do petista.

    Mirian Dutra, por sua vez, contou ao jornal Folha de S. Paulo detalhes de seu relacionamento extraconjugal com o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, assegurando ter recebido uma mesada para custear as despesas de seu filho Tomás, através de um arranjo com a empresa Brasif que simulava um contrato de trabalho, pelo qual recebia 3.000 dólares mensais.

    Inclua neste cesto de roupa a denúncia desengavetada pelo Supremo há algumas semanas contra o presidente do Senado, Renan Calheiros, de supostamente ter recebido dinheiro de empreiteira para pagar pensão à mãe de uma filha que teve fora do casamento. Calheiros defendeu-se apresentando notas fiscais de seus ganhos, mas o Supremo questiona a veracidade dessas notas.

  • Debate na TV Integração reúne quatro candidatos à Prefeitura de Divinópolis

    prefeitura divinopolisOs candidatos à Prefeitura de Divinópolis, Galileu Machado (PMDB), Iris Almeida (PT), Luís Militão (PSDB), e Marquinho Clementino (PROS) participam, nesta quinta-feira (29) do debate realizado pela TV Integração. A transmissão, que acontece após a novela Velho Chico, será publicada também pelo G1, que vai cobrir os bastidores.

    Foram convidados para a rodada os candidatos aptos – definidos na legislação como sendo aqueles filiados a partido político com representação superior a nove parlamentares na Câmara dos Deputados e que tenham requerido o registro de candidatura na Justiça Eleitoral.

    Um sorteio foi feito, na presença dos representantes dos políticos, para definir onde cada candidato vai ficar no cenário durante o debate. E definiu também a ordem em que cada um vai fazer as perguntas e as considerações finais no último bloco do programa.

    Formato do debate

    O debate terá quatro blocos e as perguntas serão feitas de concorrente para concorrente. Na última parte, haverá espaço para as considerações finais dos candidatos. Veja a estrutura:

    1º bloco - perguntas com tema determinado (Cada candidato é obrigado a responder uma pergunta);

    2º bloco - perguntas com tema livre; 3º bloco - perguntas com tema determinado; 4º bloco - perguntas com tema livre. Em seguida, considerações finais.

    Temas pré-definidos

    • 1 - Despoluição do Rio Itapecerica
    • 2 - Construção da Estação de Tratamento de Esgoto
    • 3- Repasse de verbas para hospitais 4 - Hospital Regional
    • 5 - Lixo nas ruas
    • 6 - População de rua
    • 7- Habitação e moradia
    • 8 - Espaços de lazer
    • 9 - Infraestrutura nos bairros
    • 10 - Recuperação de setor siderúrgico
    • 11 - Mercado da confecção
    • 12 - Teatro Gravatá
    • 13 - Segurança pública
    • 14 - Menores em situação de risco
    • 15 - Enfrentamento às drogas
    • 16 - Atração de empresas
    • 17 - Formação técnica para jovens
    • 18 - Criação da guarda municipal
    • 19 - Epidemia de dengue
    • 20 - Inclusão e acessibilidade

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