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crise financeira

  • 'Só o fim de privilégios e superpensões pode equilibrar contas públicas', diz analista

    dinheiro notas 100 reaisSe você trabalhar em uma empresa privada, ao se aposentar receberá, no máximo, R$ 4.663 pelo INSS. Já se for funcionário público, dependendo da data em que foi contratado e da carreira que seguiu, ainda pode receber aposentadoria integral até um teto de cerca de R$ 33 mil (o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal). Caso também seja viúvo ou viúva de outro servidor bem remunerado, é possível que receba, somando a aposentadoria a pensão por morte a que tem direito, um total de mais de R$ 40 mil todo mês, bancados pelos cofres públicos.

    "Não há justificativa para essa diferença entre as condições de aposentadoria do setor privado e do setor público. Trata-se de um exemplo dos privilégios que precisam ser revistos para que o país consiga controlar suas contas públicas", defende, em entrevista à BBC Brasil, o jornalista e economista britânico Brian Nicholson, autor de A Previdência Injusta: Como o fim dos privilégios pode mudar o Brasil (Geração Editorial).

    Nicholson diz considerar "privilégio" um "benefício subsidiado pelo dinheiro público" e concedido a classes relativamente abastadas. Outros exemplos, na sua opinião, seriam as aposentadorias precoces do INSS - na faixa dos 40 ou 50 anos –, também os proventos de políticos, juízes e militares e os benefícios de alguns anistiados políticos e ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial e seus dependentes.

    "É claro que em cada um desses grupos há casos e casos, mas há muitos exemplos de pensões e aposentadorias altas, que uma sociedade como a brasileira não tem condição nem interesse em bancar." Em um momento em que o Brasil debate como promover um ajuste fiscal, Nicholson não é o único a defender mudanças no sistema previdenciário, embora nem sempre haja convergência nas propostas. As aposentadorias, pensões e benefícios pagos pela Previdência representam ao redor de 20% dos gastos do governo.

    Trata-se não só do maior peso não-financeiro no orçamento (os gastos com juros e amortizações da dívida pública representam mais de 40%), como uma das rubricas que mais cresce.

    Peso no orçamento

  • Azul acaba com voos da Pampulha por inviabilidade econômica

    aviao da azulA crise econômica, pela qual passa o Brasil, desde o ano passado, faz com que a Azul Linhas Aéreas Brasileiras reavalie a demanda por voos e encerre a suas atividade no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. A operação terá fim em 4 de abril de 2016.

    Os clientes que tenham adquirido passagens aéreas após esta data serão reacomodados em outros voos da companhia ou ressarcidos de forma integral, segundo a assessoria de imprensa da companhia.

    No terminal da Pampulha, a Azul conta, atualmente, com dois voos para São Paulo (Campinas) e dois para o Rio de Janeiro (Santos Dumont), todos diários.

    Em Minas Gerais, a Azul opera Belo Horizonte (Confins) - 40 destinos em cerca de 80 voos diários, Montes Claros, Governador Valadares, Uberlândia, Araxá, Juiz de Fora, Ipatinga, Patos de Minas, Divinópolis, Uberaba e estreará operações em Varginha em março deste ano.

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    Os colaboradores que atuam na base terão a opção de realocação para outras cidades servidas pela Azul. A companhia destaca, ainda, que as operações de manutenção no hangar da empresa localizado no Aeroporto da Pampulha continuarão normalmente.

  • Brasil perde 86 mil vagas de emprego em agosto, pior resultado para o mês em 20 anos

    Desemprego no Brasil é o maior em 20 anosO Brasil registrou em agosto o 5º mês seguido de perda de vagas de empregos formais. No mês, as demissões superaram as contratações em 86.543, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgadas nesta sexta-feira (25).

    O resultado de agosto foi o pior para este mês desde 1995, quando foram fechadas 116 mil vagas.

    No acumulado dos 8 primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, foram fechados 572.792 postos com carteira assinada no país.

    Apesar do país ter continuado a perder vagas com carteira assinada, o número de vagas fechadas em agosto ficou abaixo das 157 mil vagas perdidas no mês anterior.

    Na véspera, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, tinha afirmado que os dados oficiais sobre o mercado de trabalho iriam mostrar desaceleração das demissões no mês. "O resultado ainda é negativo... A nossa expectativa e a nossa esperança é que a recuperação ocorra em 2016", disse.

    985 mil vagas fechadas em 12 meses

  • Comer fora de casa está mais caro em Divinópolis

    restaurante a quilo divinopolisPara você que gosta de comer fora de casa, a conta deverá ficar mais cara nos próximos meses. Isso é reflexo da crise que o país enfrenta e que já chegou à vários setores do comércio, inclusive ao da alimentação fora do lar, que é um dos que mais emprega no nosso país.

    Um levantamento feito pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (NUPEC) da Faculdade Faced confirmou o aumento em Divinópolis. Os dados coletados entre os dias 20 e 24 de novembro em 20 restaurantes da cidade mostraram que, no prazo de um ano, o Self-Service com balança, sem balança e prato feito ficaram mais salgados para o bolso do consumidor.

    O Self-Service sem balança foi o prato que mais aumentou, passando de R$6,25 em novembro de 2014 para R$8,60 o quilo em novembro de 2015, um aumento de 27,4%. O segundo que mais encareceu é o prato feito, que aumentou 9,4%, pulando de R$7,80 a R$8,60, além do Self-Service com balança que reajustou 6,4%, saindo de R$36,77 para R$39,28.

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    Para o Coordenador da Pesquisa e Economista Leandro Maia Fernandes existe uma explicação para isso, o aumento do valor das despesas básicas.

    “Na realidade se nós observamos de médio prazo, a estimativa é que o preço aumente. Isso se dá pelo aumento do custo de produção, do aumento do feijão, do óleo, batata e demais alimentos, o aumento das contas de água e energia, além do custo de manutenção de um restaurante e sua mão de obra.”

    Ainda segundo ele, a inflação em cima dos alimentos já está na casa dos 10% o que acarreta no encarecimento dos alimentos, mas ele alerta que esse aumento nos preços dos restaurantes deve acontecer aos poucos.

    “A expectativa é que os donos dos restaurantes aumentem gradativamente o preço da refeição, até mesmo para não espantarem as pessoas, além de buscar outras formas de atrair novos clientes”.

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  • Como Dilma quebrou sua loja de R$ 1,99 e um País

    loja de 199Pão & Circo. Com esse nome sugestivo, alusivo à estratégia romana destinada a entreter e ludibriar a massa insatisfeita com os excessos do Império, a presidente Dilma Rousseff abriu em fevereiro de 1995 uma lojinha de bugigangas, nos moldes das populares casas de R$ 1,99. O negócio em gestação cumpriu a liturgia comercial habitual. Ao registro do CNPJ na Junta Comercial seguiu-se o aluguel de um imóvel em Porto Alegre, onde funcionava a matriz. Quatro meses depois, uma filial foi erguida no centro comercial Olaria, também na capital gaúcha. O problema, para Dilma e seus três sócios, é que a presidente cuidou da contabilidade da empresa como lida hoje com as finanças do País – recém-rebaixado pela agência de risco Standard & Poors por falta de confiabilidade. Em apenas 17 meses, a loja quebrou. Em julho de 1996, já não existia mais.

    Tocar uma lojinha de quinquilharias baratas deveria ser algo trivial, principalmente para alguém que 15 anos depois se apresentaria aos eleitores como a “gerentona” capaz de manter o Brasil no rumo do desenvolvimento. Mas, ao administrar a Pão & Circo, Dilma cometeu erros banais e em sequência. Qualquer semelhança com a barafunda administrativa do País atual e os equívocos cometidos na área econômica de 2010 para cá, levando ao desequilíbrio completo das contas públicas e à irresponsabilidade fiscal, é mera coincidência. Ou não.

    Leia também: O círculo vicioso de um governo perdido

    Para começar, a loja foi aberta sem que os donos soubessem bem ao certo o que seria comercializado ali. Às favas o planejamento, primeiro passo para criação de qualquer negócio que se pretenda lucrativo. A empresa foi registrada para vender de tudo um pouco a preços módicos, entre bijuterias, confecções, eletrônicos, tapeçaria, livros, bebidas, tabaco e até flores naturais e artificiais. Mas a loja acabou apostando no comércio de brinquedos para crianças, em especial os do “Cavaleiros do Zodíaco”, série japonesa sucesso entre a meninada dos anos 90. Os artigos revendidos pela Pão & Circo eram importados de um bazar localizado no Panamá, para onde Dilma e uma das sócias, a ex-cunhada Sirlei Araújo, viajaram três vezes para comprar os produtos. As mercadorias eram despachadas de navio até Imbituba (SC) e seguiam de caminhão até a capital gaúcha.

  • Crise econômica faz público trocar o branco pelo amarelo no réveillon

    reveillon amareloTendo como pano de fundo a crise econômica que marcou 2015, as roupas amarelas rivalizam com o tradicional branco na Praia de Copacabana. Grupos inteiros chegam a praia para acompanhar a queima de fogos da virada de ano com vestidos com a cor que, segundo a superstição, traz prosperidade.

    O casal Eduardo e Fernanda Herrera, que veio de São Paulo acompanhados de dois amigos curtir a virada na orla da Zona Sul foram alguns dos que optaram pelo amarelo. Segundo eles, a escolha da roupa é para ter um ano de 2016 com mais dinheiro no bolso.

    — O amarelo foi para chamar dinheiro. Esse ano foi muito ruim, e a política agravou ainda mais a situação da economia — diz Fernanda.

    A funcionária pública Denise Brito, de 30 anos, também escolheu amarelo para vestir.

    — Além de ser uma cor de que eu gosto, pedir dinheiro é sempre bom, ainda mais depois de um ano desses.

    A artista de rua Elisabete Celestino da Silva há três anos passa o réveillon incorporada no personagem Carla, carregando seu boneco Carlinhos. Na Praia de Copacabana, ela tira fotos com turistas de todo o país. A pernambucana afirma que todo ano escolhe uma cor para suas vestimentas. A cor da vez foi amarelo.

    — É pra chamar muita sorte, muito ouro. Mas o dinheiro não é o mais importante. O que precisamos é muita paz.

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    Apesar da crise, ela diz que o ano não foi ruim e que espera um 2016 melhor. Já prevê a cor na virada do ano que vem:

    — Vai ser branco ou azul, pode apostar. Pra mim, desde que cheguei no Rio, não tem ano ruim. Já me considero carioca.

    Em relação ao ano passado, a percepção é de um maior número de pessoas que optaram por investir no amarelo e no verde para a virada. O cantor Dudu Nobre, que se apresenta às 0h15m, também chegou a Copacabana com uma camisa amarela escrito no peito “dindin”.

    Não é só quem está à lazer que aposta no amarelo. O vendedor de paus de selfie Filipe Tozzi Azevedo, 30 anos, escolheu uma regata amarela na hora de sair para tentar ganhar dinheiro no último dia do ano.

    — Coloquei amarelo pra chamar dinheiro mesmo, sorte. Quem acredita na sorte é otimista, e eu sou brasileiro e não desisto nunca.

    Filipe reconhece que as vendas desta virada ainda estão mais fracas que as de 2014. Às 22h 30 ele havia vendido 30 paus de selfie, por R $ 20 cada.

    — No ano passado vendi uns 45 paus de selfie.

  • Dólar mais caro leva brasileiros a renegociar pacotes de viagem

    agencia de viagemO dólar em alta está obrigando muitos brasileiros a mudar o roteiro que tinha sido planejado para a viagem das férias de verão. É sempre assim: quando você se dá conta, o ano já está quase acabando. E nessa época, as pessoas começam a planejar: a lista de presente, onde vão passar o Natal, Ano Novo.

    Sair pra passear, viajar todo mundo gosta. Mas a gente sabe, não dá para fazer as malas sem, antes, calcular: quanto eu posso gastar? O brasileiro tá mais cauteloso, segurando o dinheiro, porque não está fácil pra ninguém. Por isso, muita gente que ia para longe resolveu ficar um pouco mais perto.

    O Carlos e a Roseli tinham comprado um pacote de 21 dias na Itália. Mas o dólar começou a subir – ia ficar pesado. Solução? Eles trocaram por um cruzeiro de uma semana na Argentina e no Uruguai.

    “Você vai viajar pra fora, o dólar como está, você gasta no cartão de crédito e não sabe na volta quanto vai custar aquilo que você está gastando”, disse Carlos Luiz Vitiello, aposentado.

  • Economista dá uma "aula de economia" em resposta a Tico Santa Cruz no Facebook

    tico santacruz e renataNão é de agora que as redes sociais estão dominadas pela discussão política/econômica. No Brasil criou-se um clima de guerra entre oposições, onde apenas os extremos são considerados. E na última semana um novo debate chamou atenção no Facebook, entre a economista Renata Barreto e o vocalista da banda Detonautas, Tico Santa Cruz.

    Após ele afirmar que não acredita que o Brasil está vivendo em uma crise muito grave como está sendo noticiado, Barreto decidiu enviar um texto para o cantor para explicar a real situação do País. A economista comenta sobre a queda do PIB (Produto Interno Bruto), disparada da inflação e dos juros, além da piora da indústria e da disputa política.

    A postagem na página de Tico Santa Cruz já contabiliza mais de 21 mil curtidas e resultou em uma breve resposta do cantor, que afirmou não se sentir intimidado e que não acredita ter a obrigação de continuar o debate, sendo que sua página é para expor suas próprias opiniões e não "verdades absolutas". Confira abaixo o texto na íntegra da economista, ou confira o post no Facebook aqui:

    Grande pensador contemporâneo, Tico Santa Cruz. Ontem você postou um texto sobre a crise, com maluquices tão absurdas que resolvi te enviar uma resposta, não só como economista, mas como cidadã brasileira consciente.

  • Em quatro pontos: o que muda em seu dia a dia com o dólar a R$ 4

    dolar real 01O valor do dólar ultrapassou os R$ 4, atingindo nesta terça-feira a maior cotação desde a criação do Plano Real, em 1994 – no fechamento do dia, estava custando R$ 4,05. Analistas atribuem a alta principalmente ao acirramento da crise política e às incertezas sobre a capacidade do governo de promover um ajuste fiscal, embora a expectativa de um aperto monetário nos EUA e o desaquecimento da China tenham dado sua contribuição para a mudança no câmbio.

    O real também estaria sendo pressionado pelo rebaixamento da nota de crédito do país pela agência Standard & Poor’s e pelas perspectivas de revisão das avaliações de outras agências de classificação de risco.

    Para completar, nesta terça feira, esse clima de incertezas ganhou força com a possibilidade de que o Congresso derrube os 32 vetos da presidente Dilma Rousseff a medidas que aumentam os gastos públicos e comprometem o ajuste fiscal.

    Leia também: Número de empresas inadimplentes cresce 9,9% em agosto, mostra SPC Brasil

    A avaliação de Thiago Biscuola, analista da RC Consultores, é que, mesmo que os vetos não caiam, é pouco provável que o dólar volte a um patamar abaixo dos R$ 3,50 tão cedo. André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, concorda. "Não temos a perspectiva de que essa crise política e econômica se resolva no curto prazo. Então, provavelmente o dólar a R$ 4 veio para ficar", diz.

    Há quem ganhe e quem perca com a desvalorização do real, mas é certo que a maior parte dos brasileiros terá ou já está tendo seu dia a dia afetado pela mudança no câmbio. Confira abaixo como:

    1) Inflação

  • Empresário ironiza e desabafa sobre a crise financeira no Brasil

    aroldo schultzO presidente do Grupo Schultz, Aroldo Schultz, utilizou as redes sociais para divulgar um texto sobre sua posição diante da polêmica que envolve a aplicação da alíquota de 25% para remessas ao Exterior envolvendo a indústria de viagens. O temido e criticado Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) segue em negociação no governo, na tentativa de redução para 6,38%, mesma taxa aplicada aos cartões de crédito. Até o momento, nada de concreto, apesar das promessas.

    Em seu relato, Schultz usa e abusa da ironia para comentar a decisão do governo, qualificando-o como “medíocre”. No encerramento do texto, o empresário defende alíquota zero, com o argumento de que pagar por uma viagem não é questão de renda, e sim um custo.

    Confira abaixo o relato na íntegra.

  • Fiesp e cem associações lançam campanha 'Não vou pagar esse pato'

    fiesp cartaz nao vou pagar o patoRepresentantes da indústria, comércio, serviços e agricultura se reuniram nesta segunda-feira na frente do prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, para lançar a campanha “Não vou pagar o pato” — contra o aumento de impostos. 

    Segundo nota divulgada pela Fiesp, a campanha foi criada para conscientizar a sociedade sobre a carga tributária atual e evitar novas elevações. “Estamos mostrando que o imposto já está nos preços da geladeira, do smartphone, do material escolar”, afirmou o presidente da federação, Paulo Skaf. 

    Cadastre-se na campanha clicando aqui

    De acordo com a entidade, a campanha não se restringe às demandas da indústria. “Não estamos aqui debatendo imposto da indústria, do comércio, de serviços ou de tecnologia, nós estamos, como brasileiros, de forma horizontal debatendo o imposto que está sobre as costas do povo brasileiro, da sociedade brasileira, das empresas, das famílias, que prejudicam tanto a competitividade e o desenvolvimento do Brasil”, disse Skaf.

    Em relação à CPMF, que será proposta com alíquota de 0,2% e destinação prevista para a Previdência, a nota da Fiesp afirma “não ter dúvida que a sociedade fará pressão muito forte junto aos congressistas”. A campanha “Não vou pagar o pato” prevê a adesão por assinaturas, na internet e inclui a publicação de anúncios em jornais, revistas, spots de rádio e TV.


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  • Número de empresas inadimplentes cresce 9,9% em agosto, mostra SPC Brasil

    empresa fechadaAumentou em 9,9% em agosto o número de empresas inadimplentes em relação a agosto do ano passado, de acordo com o Serviço de Proteção de Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Trata-se da maior variação anual deste indicador desde julho de 2013. Na leitura mensal, passagem de julho para agosto, o total de empresas com compromissos em atrasos cresceu 0,56%.

    Houve também, segundo a SPC Brasil, aumento da quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas, de 1,04% na variação mensal, e 10,49% em relação a agosto de 2014.

    De acordo com o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a dificuldade dos empresários em manter os compromissos financeiros em dia é reflexo da atual conjuntura econômica em recessão, com baixo crescimento, quedas da produção industrial, e inflação e juros em patamares elevados. "Com menor dinamismo da economia e maior restrição ao crédito, a capacidade de pagamento das empresas diminui", explica Pinheiro.

    O maior crescimento no número de empresas inadimplentes foi registrado na Região Sudeste, onde a quantidade de devedores aumentou 17,32% em relação a agosto do ano passado; seguido pelo Nordeste, que teve uma alta de 13%, e pelo Norte, com 12,47%. O Sudeste também é a região que concentra a maior parte das pessoas jurídicas inadimplentes (46,64%), seguido pelo Nordeste (19,96%) e pelo Sul (17,39%).


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  • O Brasil perde o selo de bom pagador. É hora de o governo ter clareza e tomar medidas enérgicas para evitar o pior

    Economia do Brasil em ChamasDilma Rousseff será lembrada no futuro como a presidente que, com um punhado de ações desconexas e declarações infelizes, perdeu em pouquíssimo tempo o que o Brasil levara décadas para construir: a confiança de quem quer investir no país. Ao longo de 2015, o Brasil estabeleceu uma meta de superavit primário, reduziu drasticamente a meta, apresentou um Orçamento com deficit, descobriu-se depois que o deficit era ainda maior – e, pior ainda, vinha de anos anteriores. Não havia, reconheça-se, confiança capaz de resistir. A confiança, peça-chave de qualquer economia, era a base de nosso crescimento e, atrelada a ele, das políticas sociais aplicadas em duas décadas de governo social-democrata. Ambos, crescimento econômico e políticas sociais, ficaram sem chão quando, no início do mês, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s removeu o selo de bom pagador do país, ao rebaixar a nota de crédito de BBB- para BB+. O relatório da Standard & Poor’s diz que “o país enfrenta circunstâncias políticas e econômicas desafiadoras” e cita as investigações de políticos e empresas sobre corrupção, afirmando que elas pesam “cada vez mais sobre a perspectiva econômica e fiscal do Brasil”. Foi a primeira vez que o descontrole político do país ganhava tanto destaque numa análise econômica da agência.

    Levy recebeu a notícia do rebaixamento da nota do Brasil durante uma conversa por telefone com o vice-presidente Michel Temer, na quarta-feira, dia 9. Quando desembarcou no Aeroporto Internacional de Brasília num voo da Força Aérea Brasileira, às 3 horas da manhã de quinta-feira, estava frustrado. Pensou em seguir para a Esplanada dos Ministérios, mas foi demovido da ideia por seus assessores. A perda do grau de investimento era um ponto visível no radar do ministro, tanto que o tema era recorrente em suas declarações. Mas não esperava que ocorresse tão subitamente. Nos cálculos do ministro, a Standard & Poor’s tinha uma visita oficial planejada ao Brasil para o final de setembro e até lá ele tentaria dissipar o nevoeiro político a ponto de segurar o selo de bom pagador para o país.

  • Professora comete suicídio após ficar sem salário e irmã desabafa: “o estado a matou”

    professora jucelia almeidaUma das classes mais prejudicadas pelo estado – e infelizmente uma das que mais pede mais estado – é a classe de professores. Com exceção dos professores universitários estatais com salários acima de 10 mil reais, a ampla maioria dos professores brasileiros trabalham para o estado ganhando baixos salários, têm que trabalhar em escolas com precárias condições de ensino e sofrem todo tipo de pressão de diretores e demais burocratas da educação. A solução para este problema é haver mais participação privada no setor – com o fim do controle estatal sobre as escolas privadas e a isenção de todos os impostos pagos pelas mesmas – para que mais pessoas tenham acesso à educação privada e realmente de qualidade, aumentando a concorrência no setor e elevando os salários e condições de ensino dos professores no médio / longo prazo. Quando uma instituição detém praticamente um monopólio de um setor – com o estado detém o monopólio da educação fundamental e média no Brasil, e ainda regula fortemente as poucas escolas privadas que tentam competir – a preocupação com a qualidade do serviço prestado e com os profissionais que prestam o serviço é sempre nula.

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    Um exemplo de como o estado deveria ser considerado o maior inimigo dos professores aconteceu em Aracaju, Sergipe. A professora Jucélia Almeida, de 45 anos, lecionava na rede estadual e foi encontrada morta em seu apartamento no último domingo (03). Antes de tirar a própria vida, ela deixou uma carta relatando os problemas que enfrentou durante um ano. Após três meses sem receber salário, a professora chegou a desenvolver diversos problemas de saúde.

    Em entrevista para a mídia local, a irmã de Jucélia afirma que ela morreu por causa do estado: “Desde o mês de março minha irmã estava de licença médica, com laudo da perícia; ela estava debilitada e foi cuidar da saúde. Sofria com frequência assédio moral por parte da diretora da escola em que trabalhava”, relatou Gilzete, irmã de Jucélia. “Quando a minha irmã tentou receber o salário do mês de março, o dinheiro estava bloqueado. Ela procurou ajuda em várias entidades, mas ninguém a ouviu. O estado matou a minha irmã.”, completou Gilzete.

  • Re­ces­são ex­pul­sa alu­nos das es­co­las par­ti­cu­la­res

    escola publicaA cri­se na eco­no­mia bra­si­lei­ra es­va­ziou as sa­las de au­la das es­co­las par­ti­cu­la­res em Be­lo Horizonte. Tra­di­ci­o­nal­men­te, no mês de ja­nei­ro, es­sas ins­ti­tui­çõ­es já es­ta­vam com su­as gra­des de en­si­no mon­ta­das e era di­fí­cil con­se­guir ca­dei­ras pa­ra no­vos alunos. Mas, es­te ano, 85% das es­co­las pri­va­das em Mi­nas Ge­rais es­tão com va­gas oci­o­sas e, na es­pe­ran­ça de pre­en­chê-las, pro­lon­ga­ram a ma­trí­cu­la pa­ra o mês de março. Na ou­tra pon­ta, cres­ce o nú­me­ro de es­tu­dan­tes na re­de pública. O cre­den­ci­a­men­to de alu­nos no en­si­no gra­tui­to su­pe­rou, e mui­to, as ex­pec­ta­ti­vas da Se­cre­ta­ria de Es­ta­do de Edu­ção de Mi­nas Ge­rais (SEE). O ór­gão es­ti­ma­va 150 mil ins­cri­çõ­es na re­de, po­rém, fo­ram 166.399 ins­cri­tos pa­ra o ano de 2016.

    No fim do ano pas­sa­do, as es­co­las anun­ci­a­ram aos pais os no­vos re­a­jus­tes que, em mé­dia, fi­ca­ram em 15% pa­ra os pre­ços das mensalidades. So­man­do aí a in­fla­ção e o de­sem­pre­go, o re­sul­ta­do es­te ano é de uma di­mi­nui­ção de 7% de alu­nos den­tro das sa­las de au­la do en­si­no pri­va­do, con­for­me da­dos do Sin­di­ca­to das Es­co­las Par­ti­cu­la­res de Mi­nas Ge­rais (Si­nep MG). “Além dis­so, mui­tas es­co­las in­fan­tis, ge­ral­men­te pe­que­nas, fe­cha­ram as por­tas por não te­rem clientes. Na mai­o­ria das ve­zes, os pais de alu­nos das clas­ses C, D e E, ho­je com o or­ça­men­to mais aper­ta­do, es­tão vol­tan­do com seus fi­lhos pa­ra a re­de pú­bli­ca”, co­men­ta o pre­si­den­te do sin­di­ca­to, Emi­ro Barbini. Se­gun­do ele, a si­tu­a­ção é tam­bém no­ta­da no en­si­no su­pe­ri­or, prin­ci­pal­men­te, no tur­no da noite.

  • Shoppings têm pior Natal dos últimos dez anos, diz Alshop

    shoppingAs vendas de Natal nos shoppings tiveram queda de 1%, descontada a inflação do período, e tiveram o pior resultado dos últimos dez anos.

    Os dados foram divulgados neste sábado (26) pela Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), após pesquisa realizada com cerca de 150 empresas de varejos associadas à entidade. Juntas essas redes somam 7.500 lojas em todo o país.

    A queda constatada nas vendas deste ano consideram os produtos comercializados nos shoppings no mês de dezembro. Em 2014, as vendas desse período tiveram crescimento real de 3% em relação ao Natal do ano anterior.

    "Com crédito mais escasso, juros mais altos, dólar ao redor R$ 4 e inflação elevada não tem como obter resultado positivo nas vendas de Natal. O desemprego maior e as incertezas da economia e da política contribuíram para que o consumidor não gastasse", diz Nabil Sahyoun.

    Leia também: Economista dá uma "aula de economia" em resposta a Tico Santa Cruz no Facebook

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    Os lojistas esperavam gasto médio de R$ 110 por presente neste ano, mas o consumidor ainda gastou menos. "Foi 10% a menos do que prevíamos, o que mostra a retenção mesmo do consumo", afirma o executivo.

    No ano, as vendas dos shoppings registraram queda de 2,8%, também já descontada a inflação do período. Dos oito segmentos do comércio pesquisados, seis tiveram desempenho negativo. Somente perfumaria e cosméticos (3,70%) e joias e relógios (3,20%) tiveram resultados positivos nas vendas.

    EMPREGO

    O emprego temporário neste período de Natal também teve o pior resultado dos últimos 15 anos, segundo a Alshop.

    Neste ano, foram abertas 96 mil vagas temporárias nos shoppings do país ante 138 mil contratações em 2014, o que representa redução de 30,4%.

  • Usiminas desativa áreas e vai demitir mais 4 mil, GERDAU também teve prejuízos

    demitidoNesta quinta não foi um bom dia para os acionistas da Usiminas. Além de anunciar um prejuízo líquido de R$ 1,042 bilhão no terceiro trimestre do ano, ante perdas de R$ 24 milhões no mesmo período do ano passado, a empresa informou que vai desativar as áreas primárias da usina de Cubatão, no Estado de São Paulo. Com a medida, as demissões devem chegar a 4.000 empregos diretos e indiretos, segundo a Usiminas. “Este ajuste no quadro funcional deverá ocorrer com mais intensidade no inicio de 2016, acompanhando o cronograma de desligamento dos equipamentos da usina, que deverá ser concluído em três ou quatro meses”, esclareceu a empresa em comunicado.

    O presidente do Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos da Baixada Santista, Florêncio Rezende de Sá, disse nesta quinta que as demissões poderiam chegar a mais de oito mil empregados diretos e indiretos e informou que a Usiminas comunicou a decisão de interromper as atividades da unidade apenas nesta quinta, mas sem detalhar prazos e quantidade total. Segundo ele, a siderúrgica gera 10 mil empregos diretos e indiretos na região.

    Leia também: Brasil perde 86 mil vagas de emprego em agosto, pior resultado para o mês em 20 anos

    No comunicado enviado nesta quinta à Comissão de Valores Mobiliados (CVM), a Usiminas afirmou que o processo de desativação visa reposicionar a empresa em “um novo patamar de escala e competitividade, perante um contexto econômico de deterioração progressiva do mercado siderúrgico”.

    A usina de Cubatão deixará de produzir placas, mas serão mantidas as atividades das linhas de laminação a quente e a frio, e as operações relacionadas ao terminal portuário. A linha de laminação de chapas grossas ficará suspensa. Hoje, cerca de 40% do aço bruto produzido pela Usiminas vem dessa unidade.

  • Vendas nos supermercados caem 7,13% em novembro

    supermercadoDe acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), na comparação com novembro de 2014, a queda foi de 7,13%. O setor de supermercados registrou queda de 4,31% nas vendas de novembro, em relação a outubro, descontada a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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    A cesta pesquisada pela Abras, com 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 4,2% nos preços, passando de R$ 417,74 em outubro para R$ 435,29 em novembro. No acumulado dos últimos 12 meses, essa cesta acumulou alta de 15,09%. Entre as maiores altas estão a batata (45,57%) e o tomate (37,27%). As maiores quedas foram registradas pelo leite longa vida (-1,7%) e biscoito cream craker (-1,33%).


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  • Você se lembra da Sinara Polycarpo, a "vidente" do banco Santader?

    synara policarpoEm julho de 2014, no meio da corrida presidencial, uma carta endereçada aos clientes de alta renda do Santander causou alvoroço nos mercados e no governo. A ex-superintendente de investimentos do Santander ousou relacionar a subida das intenções de voto de Dilma com uma piora nas condições econômicas. Após um mal estar com o governo, o Santander decidiu desligá-la de suas funções no Banco e pediu desculpas publicamente pela atitude de sua ex-funcionária.

    Em 27 de julho de 2014, no alvoroço da corrida presidencial, as manchetes de jornais foram tomadas por uma suposta carta do Santander alertando os clientes sobre os perigos de uma possível reeleição de Dilma Rousseff.

    A carta, que segundo alguns foi classificada como terrorismo econômico, começava assim: “A economia brasileira continua apresentando baixo crescimento, inflação alta e déficit em conta ­corrente. A quebra de confiança e o pessimismo crescente em relação ao Brasil em derrubar ainda mais a popularidade da presidente, que vem caindo nas últimas pesquisas, e que tem contribuído para a subida do Ibovespa”.

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    Sinara Polycarpo, então superintendente de Investimentos do Banco Santanderera a responsável pelo conteúdo e continuava em suas palavras: “difícil saber até quando vai durar esse cenário e qual será o desdobramento final de uma queda ainda maior de Dilma Rousseff nas pesquisas. Se a presidente se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas, um cenário de reversão pode surgir. O câmbio voltaria a se desvalorizar, juros longos retomariam alta e o índice da Bovespa cairia, revertendo parte das altas recentes. Esse último cenário estaria mais de acordo com a deterioração de nossos fundamentos macroeconômicos”.

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