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economia

  • 'Só o fim de privilégios e superpensões pode equilibrar contas públicas', diz analista

    dinheiro notas 100 reaisSe você trabalhar em uma empresa privada, ao se aposentar receberá, no máximo, R$ 4.663 pelo INSS. Já se for funcionário público, dependendo da data em que foi contratado e da carreira que seguiu, ainda pode receber aposentadoria integral até um teto de cerca de R$ 33 mil (o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal). Caso também seja viúvo ou viúva de outro servidor bem remunerado, é possível que receba, somando a aposentadoria a pensão por morte a que tem direito, um total de mais de R$ 40 mil todo mês, bancados pelos cofres públicos.

    "Não há justificativa para essa diferença entre as condições de aposentadoria do setor privado e do setor público. Trata-se de um exemplo dos privilégios que precisam ser revistos para que o país consiga controlar suas contas públicas", defende, em entrevista à BBC Brasil, o jornalista e economista britânico Brian Nicholson, autor de A Previdência Injusta: Como o fim dos privilégios pode mudar o Brasil (Geração Editorial).

    Nicholson diz considerar "privilégio" um "benefício subsidiado pelo dinheiro público" e concedido a classes relativamente abastadas. Outros exemplos, na sua opinião, seriam as aposentadorias precoces do INSS - na faixa dos 40 ou 50 anos –, também os proventos de políticos, juízes e militares e os benefícios de alguns anistiados políticos e ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial e seus dependentes.

    "É claro que em cada um desses grupos há casos e casos, mas há muitos exemplos de pensões e aposentadorias altas, que uma sociedade como a brasileira não tem condição nem interesse em bancar." Em um momento em que o Brasil debate como promover um ajuste fiscal, Nicholson não é o único a defender mudanças no sistema previdenciário, embora nem sempre haja convergência nas propostas. As aposentadorias, pensões e benefícios pagos pela Previdência representam ao redor de 20% dos gastos do governo.

    Trata-se não só do maior peso não-financeiro no orçamento (os gastos com juros e amortizações da dívida pública representam mais de 40%), como uma das rubricas que mais cresce.

    Peso no orçamento

  • "O Brasil não é levado a sério", Bernie Ecclestone

    bernie ecclestoneO GP Brasil de Fórmula 1 ainda não havia terminado e Bernie Ecclestone já se despedia de todos na sala da FOM (Formula One Management), de onde assistia a corrida, em Interlagos. “T-h-a-n-k y-o-u”, sussurrou gentilmente ao garçon que os servia, com um aperto de mão, antes de partir. “Agora ele voa para Londres e às 9h do dia seguinte já está em seu escritório”, disse sua mulher, a advogada brasileira Fabiana Ecclestone, 39 anos, que ficou mais alguns dias no Brasil. Bernie já havia apostado que a vitória seria mesmo de Nico Rosberg, embora o já tricampeão Luis Hamilton estivesse com sede de vencer. “Com o campeonato definido, Nico vai se sentir mais livre para a corrida”, cravara. No seu QG, o chefão da Fórmula 1 recebeu amigos como o jogador Alexandre Pato, a atriz Fiorella Mateis e Roberto Marinho Neto.

    Sempre reservado, Bernie circulava animado e mais leve. Diferentemente do ano passado, quando ainda parecia abatido após dar por encerrada a batalha judicial na Alemanha, por acusações de suborno. O Tribunal em Munique o absolveu após um acordo de US$ 100 milhões.

    'Vocês já tiveram os melhores pilotos. Hoje, não mais'.
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    Para os brasileiros, contudo, este último GP Brasil foi um dos piores: Felipe Massa desclassificado por irregularidades com os pneus e a audiência em queda na transmissão da Rede Globo. Antes da prova, o minuto de silêncio às vítimas dos ataques em Paris, deu o tom do domingo. Imediatamente depois, o público nas arquibancadas xingou a presidente Dilma Rousseff, mesmo sem a sua presença. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, também preferiu não ir à prova este ano. Por essas e outras percepções, o polêmico big boss dos circuitos da F-1, diagnosticou com rapidez a temperatura do momento. Além disso, Bernie tem um motivo a mais para saber de tudo por aqui. Nos últimos cinco anos, o vínculo com o País aumentou por causa de sua jovem esposa.

    Com os negócios em sua fazenda de café em Amparo (SP), agora ele acompanha mais de perto os problemas econômicos brasileiros. E, talvez, sinta-se mais livre para palpitar sobre a crise. O almoço é servido. A maioria dos amigos escolhe ravióli de chèvre com molho de tomates ao sugo e manjericão. Vidrado na tevê sem som (sem narracão de Galvão Bueno) e no monitor que controla o tempo dos pilotos, Bernie prefere sanduíche de queijo. E abre uma latinha de guaraná “do Brasil”. Aos 85 anos, é veloz como um piloto para contar como tem andado: “busy, busy, busy”. Durante a prova, Bernie Ecclestone falou a ISTOÉ.

  • 2016 vai começar com ICMS mais alto em Minas

    calculadora financeira 03O mineiro vai começar 2016 com aumento da carga tributária. É que, a partir do dia 1º de janeiro, a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de mais de 160 produtos vai subir. E os impactos da medida não são positivos, segundo o coordenador do curso de ciências econômicas do Centro Universitário Newton Paiva, Leonardo Bastos Ávila.

    Para ele, aumento de tributos – ainda mais num cenário de inflação – e desemprego elevado significam empobrecimento da população. “Com imposto mais alto, o consumidor vai precisar de mais dinheiro para comprar um produto ou pagar por um serviço. Assim, ele fica mais pobre, pois sua renda é reduzida”, observa.

    O aumento do ICMS em Minas Gerais é fruto de duas medidas. A primeira é resultado da sanção, pelo governador Fernando Pimentel, da Lei 21.781, que elevou a carga tributária sobre produtos considerados supérfluos. A norma teve origem no Projeto de Lei (PL) 2.817/15, de autoria do chefe do executivo mineiro, aprovado em votações tumultuadas e com placares apertados nos dois turnos, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais em 30 setembro deste ano.

    Leia também: Economista dá uma "aula de economia" em resposta a Tico Santa Cruz

    A lei aumentou em dois pontos percentuais o ICMS de produtos como refrigerantes, ração tipo pet, telefones celulares, câmeras fotográficas e de vídeo, perfumes e cosméticos (com exceção de xampu, sabonete e filtro solar). A maior parte das alíquotas variam entre 14% e 27%. E a alíquota do ICMS sobre as bebidasalcoólicas (com exceção da cachaça) vai variar entre 25% e 32%.

  • Após polêmica e despesa para os motoristas, extintor deixará de ser obrigatório em carros no Brasil

    extintor incendio carrosO uso de extintor de incêndio em automóveis passará a ser facultativo no Brasil, conforme decisão tomada hoje (17) pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A mudança na legislação envolve utilitários, camionetas, caminhonetes e triciclos de cabine fechada. Porém, o equipamento permanece obrigatório para todos os veículos usados comercialmente para transporte de passageiros, caminhões, caminhão-trator, micro-ônibus e ônibus, além de veículos destinados ao transporte de produtos inflamáveis, líquidos e gasosos.

    Segundo informações do Ministério das Cidades, a obrigatoriedade do uso do extintor estava em vigor desde 1970. De acordo com a pasta, a decisão pelo uso opcional do equipamento foi tomada após encontros com representantes dos fabricantes de extintores, do Corpo de Bombeiros e da indústria automobilística.

    “Estudos e pesquisas realizadas pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) constataram que as inovações tecnológicas introduzidas nos veículos resultaram em maior segurança contra incêndio”, diz o ministério, ao destacar o corte automático de combustível em caso de colisão, a localização do tanque de combustível fora da cabine de passageiros e a flamabilidade de materiais e revestimentos.

  • As cidades mais desenvolvidas do Brasil, segundo a Firjan

    extrema minas geraisO estado mais rico da federação é também o que congrega o maior número de cidades com um elevado índice de desenvolvimento, segundo revela um estudo do Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) divulgado no final do ano passado com dados de 2013.

    Dos 431 municípios que possuem um desenvolvimento considerado alto, quase metade está em São Paulo.

    Mas é de uma cidade de pouco mais de 30 mil habitantes no sudoeste de Minas Gerais o título de cidade mais desenvolvida do Brasil, segundo o índice.

    Em menos de uma década, Extrema (MG) pulou da 569ª posição para o primeiro posto do ranking graças a uma série de avanços nas áreas de Educação e Saúde.

    Para se ter uma ideia, a cidade possui um mercado de trabalho com capacidade para empregar 65,7% de sua população em idade ativa – o dobro da proporção média do país. Mas não é só isso. Extrema também erradicou o abandono escolar no Ensino Fundamental e possui um IDEB médio de 6,1 – enquanto a média do país é de 4,5.

    Do método

  • As mulheres estudam mais e continuam ganhando menos no Brasil

    mulheres brasileirasAs mulheres brasileiras estão estudando mais que os homens. Mesmo assim, seguem ganhando menos que eles. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2014, realizada pelo IBGE, divulgada nesta sexta-feira. Segundo os dados, coletados no país todo ao longo do ano passado ouvindo 363.000 pessoas, de maneira geral, o número médio de anos de estudos no Brasil subiu de 6,5 em 2004 para 7,7 no ano passado. Esse crescimento se dá principalmente pelas mulheres, que estudam em média oito anos, frente aos 7,5 anos dos homens.

    Apesar de dedicar mais tempo de vida aos estudos, as mulheres continuam ganhando menos que os homens. A pesquisa aponta que elas são a maioria entre os que ganham entre um e dois salários mínimos (entre 788 e 1.576 reais). Na categoria até um salário, elas representam 30,6% da população. Os homens, por sua vez, são 21,5%. Elas também mantêm a dianteira nos trabalhos remunerados com até dois salários (33,5% contra 32,9% no caso masculino) e vão perdendo espaço à medida que o rendimento aumenta. Na faixa de 3 a 5 salários, por exemplo, as mulheres são 6,9% da população, enquanto o universo masculino é de 10,5% (o total no Brasil para essa faixa de renda é de 8,9%).

    Leia também: Estudo diz que não há mulher hétero; é "bi" ou homossexual

    No topo da pirâmide, ou seja, 0,7% da população brasileira que ganha acima de 20 salários mínimos, as mulheres são 0,4% e os homens são 0,9%.

    No cômputo geral do nível de ocupação apurado pela PNAD por gênero, 73,7% da população masculina está trabalhando. Esse porcentual cai para 51,2% quando se trata da população feminina. A maternidade, o acesso a empregos mais precários e informais são parte da explicação para essa diferença.

  • Azul acaba com voos da Pampulha por inviabilidade econômica

    aviao da azulA crise econômica, pela qual passa o Brasil, desde o ano passado, faz com que a Azul Linhas Aéreas Brasileiras reavalie a demanda por voos e encerre a suas atividade no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. A operação terá fim em 4 de abril de 2016.

    Os clientes que tenham adquirido passagens aéreas após esta data serão reacomodados em outros voos da companhia ou ressarcidos de forma integral, segundo a assessoria de imprensa da companhia.

    No terminal da Pampulha, a Azul conta, atualmente, com dois voos para São Paulo (Campinas) e dois para o Rio de Janeiro (Santos Dumont), todos diários.

    Em Minas Gerais, a Azul opera Belo Horizonte (Confins) - 40 destinos em cerca de 80 voos diários, Montes Claros, Governador Valadares, Uberlândia, Araxá, Juiz de Fora, Ipatinga, Patos de Minas, Divinópolis, Uberaba e estreará operações em Varginha em março deste ano.

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    Os colaboradores que atuam na base terão a opção de realocação para outras cidades servidas pela Azul. A companhia destaca, ainda, que as operações de manutenção no hangar da empresa localizado no Aeroporto da Pampulha continuarão normalmente.

  • Banco Mundial: Pobres precisam de banheiro, não de celular

    favela no brasilAs famílias mais pobres do mundo estão mais propensas a terem telefones celulares do que banheiros ou água limpa.

    Isso não necessariamente melhorou a situação delas, segundo um novo relatório do Banco Mundial.

    O número de usuários de internet mais que triplicou em uma década, para 3,2 bilhões no final do ano passado, representando mais de 40 por cento da população mundial, disse o banco de desenvolvimento com sede em Washington em um relatório divulgado na quarta-feira intitulado “Dividendos digitais”.

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    Embora a expansão da internet e de outras tecnologias digitais tenha facilitado a comunicação e promovido um senso de comunidade global, ela não ofereceu o enorme aumento de produtividade que muitos esperavam, disse o banco. Ela também não melhorou as oportunidades para as pessoas mais pobres do mundo, nem ajudou a propagar a “governança responsável”.

    “Os benefícios totais da transformação da informação e comunicação somente se tornarão realidade se os países continuarem a melhorar seu clima de negócios, investirem na educação e saúde de sua população e proverem a boa governança”, disse o relatório.

  • Bom Despacho pode ter fábrica de aviões

    aviao modelo g flyO prefeito de Bom Despacho, Fernando Cabral (PPS), enviou nesta segunda-feira (9) à Câmara Municipal, um projeto de lei que prevê a concessão de benefícios para instalação de uma fábrica de aviões na cidade. A empresa beneficiada é a G-Fly Indústria Aeronáutica, especializada em fabricação de monomotores e que possui sede em Barra do Choça, na Bahia.

    O Legislativo confirmou o recebimento do projeto e informou que os vereadores deverão ler a proposta durante a reunião desta segunda-feira, para decidirem se ela será ou não colocada em votação. Empresa foi procurada e não atendeu contatos do G1.

    Leia também: Nova Serrana é a 10ª cidade que mais gerou empregos no Brasil em 2015

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    De acordo com o projeto, a Prefeitura doará à G-Fly um terreno dentro do Aeroporto Municipal. "A fábrica de avião é um símbolo das grandes conquistas que Bom Despacho está vivendo. É uma indústria limpa, com baixo consumo de energia elétrica e que cria empregos de alta qualificação. Além disto, coloca Bom Despacho em posição de destaque no cenário nacional", disse o prefeito Fernando Cabral.

    Ainda de acordo com a Prefeitura de Bom Despacho, por meio de nota, a empresa também deverá atuar também na manutenção de aeronaves. "Isto aumentará o fluxo de pilotos e empresas na cidade e fomentará a economia de restaurantes, hotéis e outros setores", pontuou.

    A Câmara de Bom Despacho confirmou o recebimento do projeto e afirmou que ele será apresentado ainda nesta segunda-feira e encaminhado às comissões da Casa, que deverão analisá-lo na quarta-feira (11). Ainda não há previsão de quando ele deverá ser votado.

  • Brasil perde 86 mil vagas de emprego em agosto, pior resultado para o mês em 20 anos

    Desemprego no Brasil é o maior em 20 anosO Brasil registrou em agosto o 5º mês seguido de perda de vagas de empregos formais. No mês, as demissões superaram as contratações em 86.543, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgadas nesta sexta-feira (25).

    O resultado de agosto foi o pior para este mês desde 1995, quando foram fechadas 116 mil vagas.

    No acumulado dos 8 primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, foram fechados 572.792 postos com carteira assinada no país.

    Apesar do país ter continuado a perder vagas com carteira assinada, o número de vagas fechadas em agosto ficou abaixo das 157 mil vagas perdidas no mês anterior.

    Na véspera, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, tinha afirmado que os dados oficiais sobre o mercado de trabalho iriam mostrar desaceleração das demissões no mês. "O resultado ainda é negativo... A nossa expectativa e a nossa esperança é que a recuperação ocorra em 2016", disse.

    985 mil vagas fechadas em 12 meses

  • Chevrolet Onix é, novamente, o carro mais vendido no país

    chevrolet onixO Chevrolet Onix voltou a ocupar o posto de carro mais vendido do Brasil em novembro, com 11.991 emplacamentos, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O modelo já havia sido o mais vendido em outubro, quando foram emplacadas 11.131 unidades.

    Na segunda e terceira posições aparecem, respectivamente, o Hyundai HB20 (10.583) e Fiat Palio (9.241). No geral, foram emplacados 195.212 veículos no último mês do ano, o que representa uma queda de 33,74% na comparação com o mesmo mês do ano passado e um avanço de 1,59% ante outubro deste ano.

    No acumulado do ano, o Chevrolet Onix também é o campeão de vendas no país, com 110.845 emplacamentos. Em seguida, vêm o Fiat Palio (109.454) e o Hyundai HB20 (99.196). De janeiro a novembro, foram emplacados 2.341.256 veículos no país, 786,5 mil unidades a menos do que em igual período do ano passado.


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  • Cliente e imobiliária ganham ao assinar contrato de exclusividade para negociar imóvel

    locacao imovelA exclusividade, e a parceria que essa favorece entre imobiliárias, pode alavancar vendas e ajudar em períodos de instabilidade econômica como o atual. Segundo Flávio Galizzi, vice-presidente das corretoras de imóveis da CMI/Secovi-MG e diretor-executivo da Valore Imóveis, a entidade é favorável à exclusividade, por acreditar que ela impulsiona negócios “É um modelo mais lógico, mas nossa cultura atrapalha. Infelizmente, em Minas Gerais, nem 20% dos imóveis têm contrato de exclusividade para venda”, explica. Já no aluguel, cerca de 80% trabalham no modelo.

    “Exclusividade implica responsabilidade. É como em um casamento, a partir do momento em que se assume o compromisso, aumentam os cuidados com aquela pessoa. Por outro lado, deixar um imóvel em três imobiliárias é como ter um carro de três donos. Ninguém olha direito”, compara. Segundo Galizzi, o modelo domina nos mercados imobiliários de países e estados mais desenvolvidos. “Quando um proprietário dá exclusividade a uma imobiliária, ela vai dedicar mais tempo, trabalho e recursos no imóvel”, explica. Sem exclusividade, esse investimento não tem retorno, já que outra imobiliária pode vender antes.

    Com mais de 20 anos de experiência, Mírian Dayrell, sócia-proprietária da Mírian Dayrell Imóveis, ressalta os aspectos da segurança, da especulação e da imagem entre as vantagens da exclusividade. “Só os corretores da imobiliária escolhida terão contato com o imóvel e a família. Fica muito mais fácil controlar o acesso de pessoas à residência”, destaca. Já em imóveis com várias imobiliárias, ela defende que janelas abertas, sinteco estragado pela chuva, torneiras abertas e chaves perdidas é o mínimo que pode ocorrer e não há como cobrar responsabilidade sobre um imóvel que está com várias empresas ao mesmo tempo”, diz.

    Anuncio UnirConsultoria 02Além disso, o imóvel em muitas imobiliárias, na opinião de Mírian, acaba se “queimando”, pois nem todas as imobiliárias trabalham da mesma forma. “Aquelas que fazem um trabalho sério e são comprometidas buscam com regularidade atualizar as informações importantes e que interferem para a valorização do imóvel e de sua comercialização”, destaca. Por fim, explica que a imagem de um imóvel cheio de placas de imobiliárias sugere desespero. Isso deixa a prospecção do imóvel deficitária. O cliente que quer vender o imóvel fica meio perdido e questiona se o seu bem está sendo trabalhado de forma correta.”

    ENTRAVE O que atrapalha uma maior adesão à exclusividade é a falta de informação e uma questão cultural. “As pessoas insistem na não exclusividade por achar que com muitas empresas trabalhando o imóvel o resultado é mais rápido. Elas têm razão em alguns pontos, mas perdem em outros”, pondera Mírian, que propõe um modelo de parceria baseado na experiência americana. Trata-se de uma forma de gerenciar a exclusividade de uma forma que todos possam ganhar. A ideia é dar a exclusividade a uma imobiliária, mas essa, por meio de parcerias com outras empresas de sua confiança, trabalham juntas a venda ou locação, combinando os ganhos das partes.

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  • Com mais conforto e app de reservas, táxis de NY contra-atacam Uber

    taxi nova yorkOs taxistas de Nova York, que, como os de outras metrópoles, se veem em apuros por causa do serviço de carros compartilhados Uber, começaram o contra-ataque: agora oferecem veículos mais cômodos e um aplicativo para reservas.

    Nesta semana, a espaçosa minivan NV200 da Nissan oficialmente se tornou o modelo de referência que todas as companhias deverão comprar à medida que renovem sua frota.

    Esteticamente, um carro nem remotamente parecido com o emblemático veículo imortalizado por Martin Scorsese no filme "Taxi Driver". Mas tem vantagens como controle individual de ar-condicionado, espaço para quatro pessoas na parte traseira, carregadores de celular e teto solar.

    Para o senhor Chang, um motorista de Hong Kong de 58 anos, o modelo parece "mais cômodo que o Coroa Victoria", modelo de base atual construído pela Ford. "Mas ainda não houve muitas respostas dos clientes", conta ele.

    Cerca de 800 minivans NV200 amarelas já percorrem as ruas de Nova York, segundo Josh Clifton, do departamento de comunicação da montadora na América do Norte.

    "Em média, os proprietários de táxis em Nova York compram ou substituem cerca de 2.600 veículos por ano", explica. Portanto, daqui a cinco anos a maioria dos 13 mil táxis amarelos da cidade já serão NV200.

  • Comer fora de casa está mais caro em Divinópolis

    restaurante a quilo divinopolisPara você que gosta de comer fora de casa, a conta deverá ficar mais cara nos próximos meses. Isso é reflexo da crise que o país enfrenta e que já chegou à vários setores do comércio, inclusive ao da alimentação fora do lar, que é um dos que mais emprega no nosso país.

    Um levantamento feito pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (NUPEC) da Faculdade Faced confirmou o aumento em Divinópolis. Os dados coletados entre os dias 20 e 24 de novembro em 20 restaurantes da cidade mostraram que, no prazo de um ano, o Self-Service com balança, sem balança e prato feito ficaram mais salgados para o bolso do consumidor.

    O Self-Service sem balança foi o prato que mais aumentou, passando de R$6,25 em novembro de 2014 para R$8,60 o quilo em novembro de 2015, um aumento de 27,4%. O segundo que mais encareceu é o prato feito, que aumentou 9,4%, pulando de R$7,80 a R$8,60, além do Self-Service com balança que reajustou 6,4%, saindo de R$36,77 para R$39,28.

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    Para o Coordenador da Pesquisa e Economista Leandro Maia Fernandes existe uma explicação para isso, o aumento do valor das despesas básicas.

    “Na realidade se nós observamos de médio prazo, a estimativa é que o preço aumente. Isso se dá pelo aumento do custo de produção, do aumento do feijão, do óleo, batata e demais alimentos, o aumento das contas de água e energia, além do custo de manutenção de um restaurante e sua mão de obra.”

    Ainda segundo ele, a inflação em cima dos alimentos já está na casa dos 10% o que acarreta no encarecimento dos alimentos, mas ele alerta que esse aumento nos preços dos restaurantes deve acontecer aos poucos.

    “A expectativa é que os donos dos restaurantes aumentem gradativamente o preço da refeição, até mesmo para não espantarem as pessoas, além de buscar outras formas de atrair novos clientes”.

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  • Conheça Ricardo Nunes, o dono da Ricardo Eletro

    Ricardo Nunes, o dono da Ricardo EletroMineiro de Divinópolis, o empresário Ricardo Nunes chefia, aos 40 anos, uma rede de 280 lojas de eletrodomésticos espalhadas por nove estados brasileiros, com 11 mil colaboradores diretos. O grupo começou com uma loja, instalada em Divinópolis há 20 anos, em sociedade com um irmão. De lá, chegou a BH e, desde então, a expansão nunca mais parou.

    Há dez anos, Ricardo Nunes passou a morar na capital de Minas, de onde comanda pessoalmente o dia a dia da rede de lojas. “Adotei BH e quero morrer aqui. Começa pelo clima. Eu sinto a diferença. Estou chegando da Bahia quase morrendo de calor”, compara. Ele considera que a capital tem experimentado grande avanço na infraestrutura, mas precisa, principalmente, de mais segurança. E é exatamente isso que ele daria de presente à cidade.

    Entrevista

    Mineiro, casado e pai de duas filhas, Ricardo Rodrigues Nunes auto define-se como um trabalhador. Com voz marcante e simplicidade de um vendedor de comércio popular, o presidente da Ricardo Eletro atendeu a reportagem do Pergunta sem agendamento prévio e interferência de assessores, sentado numa mesa de cozinha exposta no mostruário de uma de suas lojas.

    Naquele dia, uma terceira unidade havia sido inaugurada na cidade, além de uma megastore em Ribeirão Preto. Órfão de pai aos 12 anos e com estudos até o ensino médio, ele conta nessa entrevista como conseguiu colocar sua rede, que começou como uma pequena loja em Divinópolis (MG) entre as quatro maiores redes varejistas do Brasil. São 280 lojas em nove Estados. Além disso, fala sobre seus planos de expansão e como foi entrar na terra do Magazine Luiza. Confira.  

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    Pergunta - Como surgiu a rede Ricardo Eletro?
    Ricardo Rodrigues Nunes
    - Surgiu em Divinópolis, Minas Gerais. Comecei a ir em São Paulo buscar ursinho de pelúcia e, nas viagens, passei a observar os eletrodomésticos. Depois, montei uma lojinha de 20 metros quadrados, já com o slogan de cobrir qualquer oferta do Brasil e um modo diferente de pensar em varejo. Todo mundo tem manias antigas de querer comprar por R$ 100 e vender por R$ 200. Eu comecei a comprar por R$ 100 e vender por R$ 130, menor que todo mundo.

    Pergunta - De quem você herdou o dom para vendas?
    Ricardo Nunes
    - Meu pai era vendedor de bijuterias, relógios, essas coisas. Mas eu perdi meu pai aos 12 anos e minha mãe continuou os negócios buscando as mercadorias em São Paulo. Para ajudar, passei a buscar os ursinhos e montei a loja. Isso faz mais de 18 anos.

    Pergunta - Como é o seu dia-a-dia?
    Ricardo Nunes
    - Minha vida continua a mesma, apenas com algumas modificações e menos tempo, mas ainda trabalho como vendedor com a barriga encostada no balcão. Saio de casa às 7 horas, chego no serviço 7h30 e trabalho até as 23 horas, todo dia, eu e o Rodrigo, meu irmão.

    Pergunta - A rede hoje é formada por quantas unidades?
    Ricardo Nunes
    - São 280 lojas presentes em nove Estados brasileiros e, agora, estamos entrando no interior do Estado de São Paulo, onde pretendemos crescer muito. Vimos que no Estado tem muitas cidades boas, que suportam nosso ritmo, essa garra de vender. Não adianta você fazer uma oferta barata e não ter quem comprar. Precisamos de público para vender em escala.

    Pergunta - Você imaginava que a rede ganharia essa proporção em tão pouco tempo?
    Ricardo Nunes
    - No princípio, não. Depois de algum tempo, percebemos que tínhamos possibilidade e capacidade de competir. Concorremos direto com Casas Bahia e Magazine Luiza em todos os Estados que estamos, com exceção do Nordeste. Respeitamos todos os nossos concorrentes, mas, hoje, estamos em quarto lugar no ranking do varejo em termos de tamanho. A indústria tem um foco na gente, temos condições e escala para anunciar, que é algo fundamental no varejo. A briga é de igual para igual. Quando comecei com a rede há 18 anos, já existia esse povo do tamanho que eles estão hoje e nós conseguimos crescer e brigar de frente com eles.

    Pergunta - Em outras entrevistas, o senhor disse admirar o fundador das Casas Bahia, Samuel Klein. Isso é verdade e por quê?
    Ricardo Nunes -
    Sim. Admiro muito o dono das Casas Bahia porque ele entende muito de gente. Acho que é um exemplo para todos nós, isso não resta dúvida. Mas, num primeiro momento, não me inspirei nele e sim nos comerciantes locais, depois fui crescendo e comecei a conhecer mais sua história. Admiro muito o trabalho deles.

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    Pergunta - E como é entrar no mercado de Franca, a terra do Magazine Luiza?
    Ricardo Nunes
    - Para nós é uma experiência diferente, mas acho que o Magazine Luiza aqui é igual ao de qualquer outro lugar. Assim como estamos em Franca, também estamos em Minas. É lógico que estamos na sua terra natal, por isso se tem um certo cuidado. Eles estão mais presentes na operação, mas temos um jeito diferente de trabalhar. Não trabalhamos com brindes, promoções, com nada. Eu brigo é com o preço. Não adianta dar um caminhão de prêmios e não ter preço. Uma televisão minha é R$ 599, passei ali (no Magazine do Centro) agora e lá está R$ 799, R$ 200 mais cara. Com esse dinheiro, dá para ir numa casa lotérica, comprar bastante Mega Sena e tentar a sorte.

    Pergunta - Como a Ricardo Eletro consegue oferecer preços menores do que os da concorrência?
    Ricardo Nunes
    - Nossa política sempre foi oferecer preço baixo e, para isso, é preciso ter um volume de vendas maior, escala. Então, para vender uma prancha de cabelo por R$ 19,90, poderíamos vender por R$ 39,90, seria barato ainda, mas ao invés de ganhar R$ 10 numa unidade, prefiro ganhar apenas R$ 1 e vender 20 mil pranchas. Nosso conceito é diferente de todos os que existem hoje, por isso temos crescido e os consumidores têm percebido isso. Você pega um MP3, que anunciamos por R$ 99, na concorrência é R$ 150, até R$ 160.

    Pergunta - Há um comentário de que a rede trabalha muito com marcas desconhecidas do consumidor. O senhor concorda?
    Ricardo Nunes -
    Isso é mentira. Pode olhar tudo. Brastemp, Electrolux, Philips, CCE, LG. Pelo contrário, nosso mix de eletrodomésticos é três vezes maior do que o dos concorrentes. Trabalhamos com tudo mesmo, desde o produto mais simples até o mais caro. Nessa loja aqui você encontra quase que 60 modelos de geladeira, passei em um concorrente tinha 20. O volume é bem diferente, basta olhar para você ver, não precisa falar nada. Falar que a gente trabalha (apenas) com marca simples é mentira, trabalhamos com tudo. Somos o terceiro maior vendedor de Plasma e LCD do Brasil.

    Pergunta - O senhor já conhecia Franca? Quais são os planos para a cidade?
    Ricardo Nunes -
    Já conhecia Franca antes e pretendemos melhorar mais nossa operação aqui. Queremos crescer no mercado local, melhorar os pontos. No primeiro momento,  inauguramos as lojas que eram da Mig, são 86 (3 em Franca), depois vamos começar a ampliar os pontos. Franca suporta mais umas três lojas dessa e também temos interesse no shopping da cidade.

    Pergunta - Como surgiu o interesse pela compra das Lojas Mig? Há planos para comprar outras redes menores?
    Ricardo Nunes
    - Surgiu porque a Mig tinha interesse de sair do ramo. O ex-dono da Mig está mais velho e não tem sucessor. Ficamos sabendo da oportunidade e através da HSBC/Losango, nossa operadora, mostramos interesse nas lojas e fechamos o negócio. Só não posso falar em valor porque é sigilo de contrato. É nossa política. Hoje, por exemplo, temos notícias de que há 129 cidades no Estado de São Paulo consideradas boas e nós queremos entrar em todas. Onde houver uma cidade legal, estaremos lá.

    Fonte: Uai com Comercio da Franca

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  • Corte de verba em MG vai afetar até combustível de viaturas da PM

    viatura pmSem realizar até agora a anunciada reforma administrativa, que pretende cortar cargos e reduzir órgãos para gerar economia aos cofres públicos estaduais, o governo de Minas quer enxugar R$ 2 bilhões em despesas e custeio da máquina em 2016. O objetivo é reduzir o déficit estimado em R$ 8,9 bilhões para este ano. Apesar de o anúncio das medidas estar marcado para a próxima segunda-feira, num evento que deve reunir a cúpula do governo, o decreto está publicado desde nesta quinta no “Minas Gerais”.

    Para áreas consideradas prioritárias como segurança pública, meio ambiente e infraestrutura estão previstos cortes de quase R$ 700 milhões.

    Leia também: Governo de Minas desembolsa R$ 527 mil para alimentar palácios com carnes nobres

    Os anexos do Decreto 46.949, disponível no site da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), apontam que o governo Fernando Pimentel (PT) realizará cortes em custeio, investimentos e inversões financeiras (que também são investimentos). O decreto contempla apenas algumas fontes de recursos e grupos de despesa. Não estão incluídos, por exemplo, despesas de pessoal, de convênio e empréstimos, e ainda os recursos de emendas parlamentares.

  • Cresce o número de inadimplentes no SPC em Divinópolis

    Serasa CDL DivinopolisDe acordo com dados divulgados pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), o número de registros no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) aumentou em Divinópolis. O levantamento apontou que houve aumento de 40,29% em novembro deste ano em relação ao mesmo período de 2014.

    O número de cancelamento de registro no SPC também sofreu aumento de 11,33% enquanto o número de consultas para compras realizadas a prazo sofreu queda de 8,35%.


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  • Crise e falta de perspectiva levam os brasileiros a tentar a vida em outro país

    tchau brasilNos últimos meses há um movimento incomum nos aeroportos brasileiros, cada vez mais brasileiros embarcam sem data para voltar. Resultado da crise financeira, política e moral que o Brasil tem passado, mas principalmente pela falta de perspectiva no futuro; fato é que o êxodo de brasileiros para outros países é cada vez maior.

    O que vemos hoje só tem precedente na história quando os moradores de Governador Valadares partiram em massa para os Estados Unidos, isso lá pelos anos 70.

    Independente do resultado do impeachment na próxima semana o sentimento do povo brasileiro é de que levaremos anos para recuperar os estragos que a incompetência dos políticos e a corrupção gerenalizada causou na segurança pública, saúde, educação e principalmente na economia.

    Alguns anos atrás quem procurava trabalho no exterior eram operários da construção civil, empregadas domésticas ou garçons para bares e restaurantes, mas hoje o perfil do brasileiro que quer estabelecer no exterior mudou; são engenheiros, dentistas, advogados, médicos e principalmente aposentados que buscam qualidade de vida e estabilidade para a família.

    Segundo o diretor da Zeos Travelling agência de viagens nunca tantos divinopolitanos procuraram por passagens aéreas, vistos e acompanhamento para imigrar em outros países. Com a abertura da loja da Zeos Travelling em Portugal muitos brasileiros têm procurado a agência em busca de informações sobre como morar em Lisboa ou em outras cidades portuguesas. Ainda segundo o diretor da empresa a orienteção que sua equipe têm passado é para que as pessoas comprem um pacote para Lisboa (hoje em torno de R$ 2700,00 por pessoa com passagem aérea e cinco noites em hotel) para conhecer um pouco mais sobre o país e assim não se arrepender futuramente por uma mudança radical e sem o devido planejamento.

    A filial da Zeos Travelling em Portugal auxilia os brasileiros que desejam se mudar para lá, inclusive orientando quanto a documentação, emprego e moradia. Quem tem interesse pode entrar em contato com uma das lojas da Zeos Travelling aqui em Divinópolis (clique aqui e veja os endereços).

    PORTUGAL É MAIS FÁCIL QUE OUTROS PAÍSES

  • Crise fecha 500 bares e restaurantes em Belo Horizonte

    gerente barA crise econômica que atinge praticamente todos os setores da economia não excluiu a alimentação fora de casa. Nos cálculos do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte (Sindhorb), este ano, cerca de 500 estabelecimentos, somando desde os pequenos bares e lanchonetes até casas de maior porte, fecharam as portas na capital. Nessa conta, também entram diversos restaurantes tradicionais, voltados para as classes A e B, em regiões como Centro-Sul, Oeste e Pampulha.

    De abril a agosto, pelo menos 10 casas encerraram suas atividades, incluindo espaços para comida internacional, contemporânea, vinhos, pizzaria. A maioria deles na região Centro-Sul. Sem citar números para 2015, Lucas Pêgo, diretor-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), observa que é alto o percentual de empresas brasileiras que encerram suas atividades no primeiro ano de vida: no setor, chega a 27%. “O que nos preocupa é o fechamento de casas tradicionais ou consolidadas, com gestão habilidosa”, comenta o executivo.

    O Estado de Minas conversou com alguns empresários que fecharam o ponto comercial recentemente. Os motivos são diversos, mas, de modo geral, a queda do movimento acaba sendo fator comum e decisivo. Depois de sete anos funcionando no Bairro de Lourdes, o restaurante Ficus, especializado em cozinha contemporânea, funcionou pela última vez no mês passado.

    Há 30 anos no setor, o proprietário da casa, Renato Savassi Biagioni, teve problemas de saúde que o impossibilitaram de continuar à frente do negócio. Somado a isso, ele calcula uma queda no movimento que começou a encolher depois da Lei Seca, chegando a uma redução na ordem de 40% nos últimos meses. Há dois anos, o restaurante investia também em pratos combinados, com preços reduzidos. Também dono do tradicional restaurante La Traviata, na Savassi, Biagioni diz que com inovações, a casa vem mantendo o seu público durante a crise econômica. Ele inaugurou o almoço executivo e à noite oferece pratos que atendem a todos os públicos, em especial às famílias.

    Questões antigas que pesam nos custos do setor, como a carga tributária, preço dos aluguéis, mão de obra, até a Lei Seca, foram agravados pela redução do emprego, inflação em alta e pela menor confiança do brasileiro, que acompanha a alta da inflação e com isso está reduzindo gastos. No aperto, o consumidor economiza nas saídas ou muda de hábitos, dividindo os restaurantes com espaço de menor custo, como os espetinhos, por exemplo. Lucas Pêgo reforça também um desafio do setor formal. Segundo ele, em Belo Horizonte, 50% dos estabelecimentos do setor, estimados em mais de 18 mil, são informais.

    A concorrência dos informais e até da comida de rua, sem regulamentação, pesam ainda mais nos momentos de menor crescimento da economia. Há nove anos na Pampulha, o restaurante Matusalem funcionou pela última vez no domingo. O proprietário Matusalem Gonzaga diz que está partindo para novos projetos. O que o fez mudar o rumo? Um conjunto de fatores. Além dos encargos do setor, das dificuldades para formar funcionários, da conjuntura econômica e política do país, as obras que fecharam a avenida Pedro I, depois da queda do viaduto em obras para a Copa do Mundo, deixou o restaurante ilhado. “Foram 41 dias sem receber um cliente. Não há negócio que suporte nada parecido.” Desde então o movimento da casa chegou a cair 60%. Apesar dos desafios, Matusalém está otimista com o mercado, estudando agora novo negócio no ramo.

  • CVC amanhece com 21 lojas fechadas

    cvc divinopolis fechadaA CVC passou a ter a partir de hoje, no Rio de Janeiro, uma nova administração, liderada pelo diretor regional de Vendas e Expansão para o Estado do Rio de Janeiro, Adriano Gomes. A mudança, no entanto, fez com que a operadora rompesse o contrato assinado em 2012 de master franqueado com a CRG Viagens, de Cláudia Bustamante.

    Como as partes não chegaram a um acordo, 21 das 70 lojas da empresa no Estado do Rio (todas pertencentes ao grupo CRG Viagens) amanheceram fechadas e devem continuar assim nos próximos dias até que haja um acordo. Entre as lojas que não abriram estão algumas das mais importantes, localizadas em shoppings centers do Rio e Grande Rio.

    Em entrevista para o Portal PANROTAS, Cláudia Bustamante lamenta a situação e diz que vem desde fevereiro tentando um acordo. “Até 2012 tínhamos uma relação ótima com a CVC, com contratos definidos diretamente com Guilherme Paulus, mas desde a entrada da Carlyle tivemos que mudar nossos contratos.

    Naquele ano assinamos um acordo de dez anos, vigente até 2022, mas eles romperam em fevereiro e nos deram até agosto. O tempo dado terminou ontem (7) e não chegamos numa definição, logo não abrimos nossas lojas, afinal não podemos operar com a marca CVC sem um contrato assinado”, disse Cláudia Bustamante.

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