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entrevista

  • Jarbas Vasconcelos, "A saída de Dilma é inevitável"

    deputado jarbas vasconcelosAos 73 anos, 45 de vida pública, o experiente deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) já viu de tudo na política brasileira. Nada comparável à crise atual que, segundo ele, compõe um quadro de degradação e incertezas que jamais vivenciamos. “Na década de 70, tivemos muitos momentos de apreensão e inquietações. Mas nem naquela época vivemos um momento parecido com esse. Sabemos e sentimos que o Brasil está às vésperas de mudanças importantes, mas ainda não é possível saber quais”, avalia.

    Para ele, embora o imponderável prevaleça, a saída da presidente Dilma Rousseff é o caminho natural, quando a crise político-econômica, que ainda não atingiu o seu ápice, se aprofundar. “Até gente que compõe o governo sabe que as coisas estão insustentáveis. Ela está com a popularidade baixa e segue errando. Por isso, ou ela vai para a renúncia, ou para o impeachment. Não há outras opções no cenário atual”. Para Jarbas, no entanto, só um governo de unificação nacional pode tirar o Brasil do atoleiro.

    Em sua avaliação, o mais talhado para conduzir o País para águas mais serenas é o vice-presidente, Michel Temer. Mas se Dilma não optar pela renúncia, um processo de impeachment só poderá seguir adiante depois que Eduardo Cunha for apeado da cadeira de presidente da Câmara, entende o parlamentar. “Ele (Cunha) pisoteou a moral e a ética da Câmara. Como vamos ter uma figura dessas comandando o processo? Antes de pensar em sucessão e na saída efetiva da Dilma, a gente tem de resolver primeiro a saída do Cunha”.

    Como o sr. avalia o atual cenário do País?

    Jarbas Vasconcelos - Eu faço política há 45 anos. Fui senador, governador, prefeito, deputado estadual e três vezes federal. Eu posso garantir que nunca vi nada parecido. Na ditadura, fui um dos poucos com condições de denunciar prisões e torturas. Na década de 70, tivemos muitos momentos de apreensão e inquietações. Mas nem naquela época vivemos um momento parecido com esse quadro de degradação e incertezas que vivenciamos agora. Estamos em um processo que está chegando ao final.

  • O que aconteceu com a nova classe média: economista faz diagnóstico do antes e depois da crise econômica

    economista marcelo neri‘A nova classe média está ferida, mas não morta’. Com essa frase, o economista Marcelo Neri, diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), começou a entrevista em que fez um diagnóstico do que aconteceu com a parcela da população brasileira que ascendeu da classe D/E para a C, entre os anos de 2003 e 2014. Ele também explicou o que vem acontecendo com essa parcela da sociedade desde 2015, quando a crise econômica começou a derrubar uma a uma de suas principais conquistas, como um efeito-dominó. O pai da expressão “nova classe média” é realista: acredita que estamos tão próximos do fundo do poço a ponto de já conseguirmos avistá-lo. Por outro lado, Neri destaca a resiliência, ou seja, a incrível capacidade desses brasileiros de lidar com as dificuldades e superá-las. Mas não arrisca dizer quando a atual crise ficará para trás.

    Muitas famílias perderam ou estão perdendo algumas das conquistas da nova classe média, como educação privada, plano de saúde, casa própria etc. Esse quadro de perdas pode ser totalmente atribuído ao desemprego?

    O desemprego, talvez, esteja um pouco superdimensionado. Se eu avaliar as causas da queda de renda, até junho de 2016, que é, basicamente, a queda (o ápice dela), 74% são efeito da inflação, e 26% são efeito do desemprego. Obviamente, o desemprego alto diminuiu o poder de barganha. Os trabalhadores passaram a ter perda real porque, com o desemprego alto, não conseguem negociar (reajustes salariais com os patrões). Agora, em agosto, está meio a meio: metade desemprego e metade inflação. A notícia “boa” é que está piorando menos. Então, eu acho que, talvez, já estejamos começando a ver o fundo do poço.

    Mas, pelo que você diz no seu livro (“A nova classe média — O lado brilhante da base da pirâmide”, Editora Saraiva), o principal símbolo da nova classe média foi a carteira de trabalho, certo?

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