Menu
TwitterFacebookPinterestGoogle+

feed-image Siga o DiviCity.com
Banner Zeos Travelling

ufmg

  • Estudantes de escolas públicas dominam a UFMG

    UFMGO predomínio de alunos de escolas particulares nos cursos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) durou até o ano passado, já que pela primeira vez desde que o levantamento do perfil dos matriculados é divulgado os estudantes oriundos do ensino público foram os mais numerosos. Em 2016, foram 3.207 (54,51%) matrículas de alunos de escolas públicas, contra 2.461 (41,83%) dos de instituições privadas e 198 (3,37%) que frequentaram as duas modalidades de ensino.

    A diferença de 746 matriculados representa uma distância de 12,68 pontos percentuais e crescimento da presença de estudantes da rede municipal, estadual e federal da ordem de 18,6% ante o encolhimento dos que pagam para estudar de 11,5% na comparação com 2015. De acordo com o pró-reitor adjunto de graduação da UFMG, Walmir Caminhas, esse efeito reflete as políticas afirmativas, como a Lei das Cotas, que garante 50% das vagas para pessoas advindas do ensino público. “Alguns conseguiram entrar também pelo bom desempenho, superando os 50% garantidos”, afirma. Os dados são de entrevistas com os alunos e constam do relatório “Análise do perfil do aluno matriculado na UFMG : Vestibular 2012 ao Sisu 2016”, ao qual o Estado de Minas teve acesso com exclusividade.

    Essa abertura permitida pelos programas afirmativos criou oportunidades para estudantes que de outras formas não teriam condições de estudar na UFMG. É o caso da comunicóloga Jaiane Souza, de 22 anos, que mora em Sabará (Grande BH) e agora cursa o 1º período de letras. Ela ingressou na UFMG por meio das cotas raciais, depois de se formar em uma faculdade particular. “Inscrevi-me na UFMG sem muita pretensão, em 2015. Eu nem contava com a aprovação, porque a minha nota no Enem tinha sido muito baixa”, afirma.

  • Transenem: o cursinho de BH que está colocando trans e travestis na universidade

    curso para travestisCom 35 anos, Raul Capistrano já tinha deixado de frequentar qualquer lugar onde seu nome de registro fosse mencionado - até que se tornou aluno de Filosofia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    Nathan Neubaner, de 20 anos, terminou o ensino médio em 2013, mas decidiu esperar a transição de gênero antes de prestar o exame para Engenharia.

    Após trabalhar como cabeleireira por 32 anos, Kéia Brandão decidiu, aos 51 anos, estudar Química na universidade.

    A história dos três tem um ponto em comum: para alcançar seus sonhos, fizeram - ou estão fazendo - aulas no Transenem, cursinho preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em Belo Horizonte voltado para pessoas trans e travestis.

    O projeto surgiu em agosto de 2015, com aulas apenas aos sábados, por iniciativa de Ana Isabel Lemos, assistente social, e de Adriana Valle, advogada trabalhista.

    Logo na primeira tentativa, menos de três meses depois, o grupo conseguiu três aprovações entre 12 alunos. Hoje, Raul estuda Filosofia na UFMG, Nathan frequenta Engenharia Ambiental no Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica) de Minas e Sofia cursa Biblioteconomia na UFMG.

    Em 2016, o projeto ampliou as atividades: as aulas passaram a acontecer todos os dias à noite em uma sala cedida pela Secretaria de Estado da Educação. A equipe conta com 12 professores e mais de 30 monitores, todos voluntários.

    A iniciativa visa a abrir portas para indivíduos cujas dificuldades ultrapassam as fronteiras da sala de aula.

    Depois de concluir o ensino médio, Nathan começou a pesquisar o que poderia fazer para se sentir melhor com sua identidade. Trabalhou para bancar consultas médicas e medicamentos, já que a família não aceitava sua identificação com o gênero masculino e não apoiava a ideia da transição.

    Ele conta que fez a transição de uma só vez, por não querer ser visto como uma mulher homossexual. "Não tenho problema com a identidade trans, mas eu não iria assumir uma identidade lésbica, que não era a minha", diz.

    Quando sua aparência começou a mudar com os hormônios, Nathan viu suas chances dentro da empresa - uma concessionária de veículos - acabarem. "Eu tinha medo de perder o emprego, e perdi", relembra.

  • Universidades federais do interior de Minas Gerais correm risco de fechar

    Predio da UFMG abandonadoCifras de milhões de reais a receber, paralelamente a déficits e dívidas na mesma proporção. O dinheiro esperado que ainda não apareceu nos cofres das universidades brasileiras ameaça levar instituições de ensino superior sediadas em Minas à bancarrota. O estado tem a maior concentração de escolas mantidas pela União: 11. Todas agonizam por causa de cortes sucessivos de verbas que culminam em atrasos, retenções e contingenciamentos (bloqueios) de recursos pelo quarto ano consecutivo. Muitas delas, sem uma solução imediata, temem que até o fim do ano parem de funcionar.

    Segundo levantamento feito pelo Estado de Minas com sete das federais mineiras, são pelo menos R$ 754 milhões previstos na lei orçamentária deste ano e R$ 179 milhões (23,7%) ainda não liberados ou contingenciados. Em agosto do ano passado, foi anunciado o segundo corte orçamentário feito pela União no prazo de um ano e meio. A previsão do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle, portal do Ministério da Educação que trata do orçamento, era de redução média de 45% nas verbas de investimento (cerca de R$ 350 milhões) nas 63 universidades públicas do país para 2017. Nos recursos destinados ao custeio, a diminuição era de 18% na comparação com o que havia sido previsto para 2016.

    Na maior das federais de Minas, a UFMG, o orçamento de 2017 é aproximadamente 10% menor do que foi em 2016. São 173,2 milhões, contra R$ 191,8 milhões, como mostrou em sua edição de ontem o EM. Segundo o reitor Jaime Arturo Ramírez, além da redução parte dos recursos previstos está bloqueada. “O governo liberou 85% e, se não autorizar os 15% restantes, não só a UFMG, mas todas as outras federais vão entrar em situação grave até o fim do ano”, avisou.

    Na Universidade Federal do Triângulo Mineiro, em Uberaba, desde 2015 foi adotada uma série de medidas para tentar garantir a manutenção de ações fundamentais. Houve redução de 50% dos funcionários terceirizados, de passagens e diárias, economia de água e energia e uma rodada de negociação de alugueis, para fechar 2015 e 2016. Em 2017, com o bloqueio de 10% nas rubricas de custeio (relativo às despesas correntes, que vão do pagamento de contas de consumo ao gasto com pessoal terceirizado) e 50% no capital (obras, equipamentos e investimentos), os cofres estão a um passo do vermelho. “Teoricamente, os recursos disponibilizados são suficientes até outubro. Várias medidas foram tomadas e não temos mais onde cortar”, constata a reitora, Ana Lúcia de Assis Simões.

    As pesquisas mantêm o padrão de desenvolvimento, mas se o cenário permanecer, a reitora prevê impactos negativos. “A expectativa é de que haja sensibilidade para o que tem ocorrido nas universidades, sobre o impacto a médio e longo prazo que cortes poderão trazer na formação, produção científica e inovação tecnológica. O país terá grande prejuízo em termos de formação de pessoas e geração de conhecimento”, ressalta Ana Lúcia.

    CRESCIMENTO COMPROMETIDO

Notícias de DiviCity

Tecnologia

Seções

Redação

Baladas

REDES SOCIAIS