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greve na uemg divinopolisDemora por parte da Secretária de Educação Macaé Evaristo em resolver pendências junto as instituições de ensino recém absorvidas pela Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG, gerou situação de caos nestas unidades podendo ocorrer inclusive o atraso no início do ano letivo.

O Governo do Estado não renovou os contratos dos professores em exercício e não designou outros para a função. Em Divinópolis por exemplo, nenhum docente está trabalhando e por isso várias demandas escolares não estão sendo resolvidas. Alunos se encontram confusos e preocupados com o destino de seus cursos em andamento, já que há risco de atraso na conclusão dos mesmos.

A situação acabou motivando entrevista coletiva na tarde da quarta-feira (13) onde a professora Janaína Rosemberg, coordenadora do curso de comunicação da instituição, explicou o que vem ocorrendo:

Professores emitiram nota

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No início da semana, uma nota também foi divulgada expondo a situação. Leia na íntegra:

“Prezados alunos,
em função da não designação de nenhum professor para a UEMG, por parte do governo do Estado de Minas Gerais, as coordenações de curso de graduação e pós-graduação da unidade acadêmica de Divinópolis suspenderam suas atividades e vêm esclarecer que:

Como não há nenhum professor efetivo (concursado) que atue na unidade junto aos colegiados de curso, não há como nenhum dos procedimentos acadêmicos protocolados na instituição serem analisados, seja pelo coordenador ou colegiados, uma vez que não existe nenhum professor vinculado à unidade – situação que impede o cumprimento de qualquer prazo definido pela secretaria.

1. Não será realizado nenhum atendimento, seja por email, telefone ou pessoalmente por parte dos cursos desta unidade ou por seus coordenadores, já que não há nenhum professor designado para cumprir esta função.

2. Não serão feitos quaisquer atendimentos ou análises por parte das coordenações ou colegiados de curso, sejam de estudo de histórico, transferências, orientações de matricula, reingresso, análises de notas etc.

Em outras palavras, como hoje a UEMG tem apenas 127 professores efetivos em seu quadro docente – e isto se refere a todas as unidades acadêmicas da Universidade no Estado -, trata-se de uma universidade sem professor em número suficiente para lidar com qualquer encaminhamento acadêmico: seja de ensino, pesquisa ou extensão.

Isso afeta também os estágios curriculares ou extra-curriculares, já que não há nenhum professor que possa responder pelos mesmos. Como foi comunicado no site da unidade estes contratos foram suspensos.

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Neste momento, não há colegiados constituidos, o que impossibilita o inicio do semestre letivo e a qualidade no desenvolvimento de qualquer projeto pedagógico.

Este é um problema que deve ser enfrentado por toda a comunidade acadêmica – alunos, professores e técnicos -, e que coloca em risco uma conquista da sociedade civil mineira: a Universidade pública multicampi – UEMG.

Esse problema se manterá pelos próximos anos, caso não haja professores efetivos para compor um quadro de docentes que garanta o funcionamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Att.

Coordenações dos cursos de graduação e pós-graduação da UEMG – Unidade de Divinópolis.”

Comentários   

0 #1 João 15-01-2016 13:03
A secretária Macaé Evaristo não tem absolutamente nada com o problema enfrentado pela UEMG, visto que a Universidade está vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SECTES) e não à Secretaria de Estado de Educaçã

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