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Clínica alvo de fiscalização em Divinópolis é desativada e internos entregues aos familiares

  • Escrito por G1

clinica para drogados em divinopolisApós uma fiscalização que causou a interdição de uma clínica para recuperação de dependentes químicos na comunidade de Boa Vista, na zona rural de Divinópolis, o local foi desativado e todos os internos buscados pelos familiares. Várias irregularidades foram encontradas no local e as denuncias de maus-tratos estão sendo investigadas pela Polícia Civil.

A Prefeitura de Divinópolis informou que a clínica alvo da operação já foi desativada. A Vigilância Sanitária identificou a falta de alvará de localização e sanitário, além da internação compulsória.

Ainda de acordo com a Prefeitura, as 20 clínicas cadastradas em Divinópolis foram fiscalizadas. O trabalho de vistoria continua em parceria com a Polícia Militar. As clínicas irregulares terão que pagar multa caso descumpram as normas.

O Ministério Público informou que recebeu o resultado da ação e vai analisar a situação. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar as denúncias de maus-tratos e a morte de uma jovem no local também será investigada, além dos castigos estipulados pela clínica aos pacientes.


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De acordo com a Vigilância Sanitária, havia indícios de tortura no espaço para a recuperação de dependentes químicos. A clínica atendia 42 pessoas e a fiscalização, ocorrida no dia 2 de agosto, foi um pedido do Ministério Público, que recebeu a denúncia. Foi registrado boletim de ocorrência. Várias pessoas foram ouvidas na delegacia e a clínica foi interditada na época.

“A principal irregularidade, que motivou a nossa interdição, foi a permanência involuntária. A nossa legislação é muito clara e fala que este tipo de tratamento só pode acontecer por vontade própria. E nela verificamos que a maioria dos internos queria ir embora, voltar para as famílias, mas estavam sendo proibidos”, explicou na época a diretora da Vigilância em Saúde, Janice Soares.

Especialista fala sobre possíveis causas da mortandade de peixes no Rio Itapecerica em Divinópolis

  • Escrito por G1

morte de peixes em divinopolisO período de seca e a poluição podem ter sido a causa das mortes dos peixes às margens do Rio Itapecerica, neste sábado (12), em Divinópolis. A química, que também é representante do comitê da bacia hidrografia do rio, Beatriz Alves Ferreira, disse em entrevista que esses aspectos causam a diminuição da oxigenação para os peixes.

Os animais foram encontrados mortos e a situação gerou preocupação de moradores, que fizeram um ato na manhã do sábado e pediram informações sobre as causas das mortes.

Em entrevista ao MGTV, a química disse que o tempo seco e a proliferação dos aguapés por conta da poluição diminuem o oxigênio do rio e, por isso, podem ter sido os motivos das mortes.

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“Dois fatores podem estar interferindo no caso da mortandade dos peixes que foi observado no sábado. O primeiro é o próprio período de seca, que está diminuindo o volume de água disponível no rio e o segundo é a matéria orgânica que aumenta nesta fase e ocorre principalmente devido à proliferação dos aguapés,” afirmou.

A especialista também cogita a possibilidade de um terceiro motivo. “Pode ser o lançamento de algum efluente de forma maior neste período. Pode ser tanto de uma indústria, de um esgoto domestico ou também vindo do agronegócio,” completou.

A reportagem segue aguardando posicionamento da prefeitura sobre o caso.

Segundo a Polícia Militar de Meio Ambiente, a ocorrência será enviada para o Núcleo de Emergências Ambientais (NEA), para que as medidas de investigação sejam tomadas.

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) afirmou, em nota, que não tinha conhecimento sobre a morte dos peixes e que prevê a implantação dos interceptores da Bacia do Rio Itapecerica. Além disso, a previsão para início de operação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) é em 2018, prazo firmado com a Prefeitura.

Moradores encontram peixes mortos em rio e fazem ato em Divinópolis

  • Escrito por G1

peixes mortos em divinopolisPeixes foram encontrados mortos no Rio Itapecerica, em Divinópolis. A situação gerou preocupação e moradores fizeram um ato na manhã deste sábado (12). Eles querem saber o que causou as mortes. A reportagem soliciou posicionamento da Prefeitura e aguarda retorno. A reportagem também entrou em contato com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), que se posicionou em nota. (Ver nota na íntegra mais abaixo) O comerciante Gerson Souza Ferreira foi quem iniciou o manifesto. Ele conta que percebeu vários peixes mortos às margens do rio e decidiu retirá-los para expor o problema. “O que eu retirei do rio para protestar é só um pouco. Tem centenas de peixes mortos e outros morrendo e ninguém faz nada. Peguei um balde, um gancho e fui retirando estes peixes do rio. Espero que as autoridades tomem providência, algo tem que ser feito”, cobrou o comerciante.

A dona de casa Conceição Aparecida Santos lamentou a situação. “Há 50 anos a gente lavava roupa, pescava, água limpa que nós não temos mais. Isso é falta de controle das autoridades que estão aí e não fazem nada. É terrível ver esta situação”, lamentou.

Promoção de viagens internacionaisRogério Sena de Sousa é pintor de automóveis e conta que passou a infância brincando às margens do rio. “Durante vários anos a gente brincava aqui, pescava. Este local tinha apelido de Praia do Urubu e hoje está uma vergonha. O rio está abandonado e os peixes morrendo por falta de oxigênio. Sou nascido e criado em Divinópolis e nunca vi o rio nesta situação”, contou. “A água chega na nossa casa com cheiro horrível, o rio está cheio de espumas e peixes mortos. É uma covardia tudo isso”, completou.

A reportagem tentou contato com a Polícia Militar de Meio Ambiente, mas não conseguiu até o momento.

NOTA DA COPASA NA ÍNTEGRA

"A Copasa informa que a licitação para as obras do sistema de esgotamento sanitário de Divinópolis está atualmente em processo de julgamento, atendendo ao estabelecido na Lei 8.666/93, e será homologada tão logo sejam concluídas as fases de recursos.

LEIA TAMBÉM: População reclama do excesso de poluição solta no ar

O cronograma estabelecido pela Copasa prevê a implantação dos interceptores da Bacia do Rio Itapecerica e a previsão para início de operação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) é 2018, conforme o prazo pactuado com o município de Divinópolis.

Sobre morte de peixes, a Copasa não tem conhecimento sobre o assunto. Para avaliar se há alguma situação pontual é necessário informar o local da ocorrência."

Projeto aprovado na Câmara de Divinópolis prevê que proprietários cuidem de imóveis abandonados

  • Escrito por G1

imovel abandonado em divinopolisOs vereadores de Divinópolis aprovaram dois projetos de lei que vão mexer diretamente no bolso de proprietários de imóveis na cidade. A Lei CM 054/2016, obriga donos de imóveis abandonados ou com obras paradas há mais de 60 dias façam a vedagem de portas e janelas. Já a Lei EM 074/2017, aumenta o valor da multa cobrada no caso de inexistência ou má conservação de passeio e muros. Ambos projetos só entrarão em vigor após serem sancionados pelo prefeito Galileu Teixeira Machado.

O projeto de lei referente à vedação de portas e janelas é de autoria do vereador Sargento Elton (PEN) e foi votado em reunião ordinária nesta terça-feira (8). O intuito é impedir o acesso ao interior dos mesmos. A matéria atinge também os imóveis públicos da cidade, seja da esfera municipal, estadual ou federal.

De acordo com a matéria, a fiscalização ficará à cargo da Prefeitura que, constatando a situação de irregularidade, deverá notificar o proprietário, que terá de 20 a 60 dias para vedar o local. Caso isso não ocorra, após o prazo estipulado o dono estará sujeito a advertência e multa que pode variar de R$ 348,25 a R$ 20.895. O valor será calculado de acordo com o tamanho e localização do imóvel. No caso de reincidência, a multa será cobrada em dobro.

Segundo o autor do projeto, "a medida não só ajudará a preservar a construção do proprietário, como também dará mais segurança para os moradores próximos com relação aos transeuntes que circulam nas imediações, inclusive, à noite”.

O G1 tentou buscar dados sobre o número de imóveis e obras abandonadas em Divinópolis, mas a assessoria de comunicação da Prefeitura disse não ter estas informações. A reportagem também entrou em contato com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) na regional de Divinópolis, que também informou ter estes números.

Promoção de viagemMUROS E PASSEIOS

Também na reunião desta terça-feira, os vereadores aprovaram o Projeto de Lei EM 074/2017, de autoria do vereador Cleitinho Azevedo (PPS). O projeto aumenta o valor da multa cobrada no caso de inexistência de passeio e muros ou má conservação dos mesmos.

Pela inexistência de muro e passeio, a multa corresponde ao valor de uma Unidade Padrão Fiscal do Município de Divinópolis (UPFMD) por metro linear de testada - termo usado para metragem. Pela inexistência de muro ou passeio o valor corresponde será de 50% da UPFMD por metro linear de testada. No caso de má conservação, o valor corresponde a 1/3 da UPFMD por metro linear da testada. A UPFMD está fixada em R$ 69,65 na cidade.

O projeto estabelece, ainda, que no caso do imóvel em que há ausência ou má conservação de muro e passeio será notificado o chefe do Executivo para que este promova as devidas adequações. Não sendo cumprida a determinação, a Prefeitura será multada e o valor arrecadado será revertido para instituição filantrópica indicada por votação do plenário da Câmara.

"O objetivo é garantir que os responsáveis pelos passeios em logradouros públicos os mantenham bem conservados e com acessibilidade conforme já estabelecido em lei para facilitar a passagem de pedestres nas calçadas do município”, ressaltou Cleitinho.

Segundo o autor, o objetivo é garantir que os responsáveis pelos passeios em logradouros públicos os mantenham bem conservados e com acessibilidade conforme já estabelecido em lei para facilitar a passagem de pedestres nas calçadas do município.

A assessoria de comunicação da Prefeitura informou que em Divinópolis existem cerca de 70 mil lotes vagos e geralmente são eles que não têm muros nem passeios.

90% dos acidentes na MG 050 ocorrem por imprudência

acidente transito okO número de acidentes na MG-050 reduziu 29% no primeiro semestre deste ano quando comparado ao mesmo período de 2016. Entre os meses de janeiro a junho de 2017 foram registrados 513 acidentes contra 727 acidentes em 2016 no ano passado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (09) pela AB Nascentes das Gerais.

Para reduzir a ocorrência de acidentes na MG-050, a concessionária desenvolve estudos com análises de boletins de ocorrências da Polícia Militar Rodoviária para identificar os pontos críticos de acidentes. Este estudo – Plano de Segurança da Rodovia (PSR) prevê, além do diagnóstico dos acidentes, soluções relacionadas a operação da rodovia e engenharia para reduzir as ocorrências em trechos específicos que apresentem estatísticas desfavoráveis. Além disso, há o Plano de Gestão Social (PGS), que desenvolve diversas atividades de conscientização e educação no trânsito ao longo do ano para motoristas e para as comunidades cortadas pela via, além de capacitações em escolas sobre trânsito e cidadania.

ALERTA

Promoções de viagemDe acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária, as três principais causas dos acidentes de trânsito estão relacionadas e podem ser agrupadas em Fator Humano, Fator Veículo e Fator Via.

Segundo a entidade, 90% dos acidentes ocorrem por falhas humanas – que podem envolver desde a desatenção dos condutores até o desrespeito à legislação. Os exemplos são claros, excesso de velocidade, uso do celular, falta de equipamentos de segurança como o cinto de segurança ou capacete, o uso de bebidas antes de dirigir ou até mesmo dirigir cansado.

Para o gerente de operações da AB Nascentes das Gerais, Marcelo Aguiar, os motoristas têm que adotar um comportamento preventivo e responsável no trânsito, não cometendo atitudes arriscadas como ultrapassar em lugares proibidos ou desrespeitar os limites de velocidade.

“A condução segura é decisiva para evitar acidentes”, alerta.

Após cair na calçada, familiares de idosa levam a Prefeitura de Divinópolis na justiça

  • Escrito por G37

passeio em divinopolis cheio de buracosFamiliares de uma idosa de 67 anos resolveram mover uma ação contra a Prefeitura de Divinópolis. Marcionília Neta de Souza reside na comunidade de Lagoa, zona rural da cidade. No dia 24 de maio, por volta das 9h45, seguia para sua última sessão de fisioterapia, quando caiu em um buraco na calçada, na Avenida Primeiro de Junho, em pleno Centro. A situação de Marcionília só piorou. Devido à queda, a idosa precisou ser internada no CTI (Centro de Terapia Intensiva) de um hospital particular.

Para entender melhor a situação, voltamos no dia seis de janeiro. Nessa data, idosa foi submetida à cirurgia no joelho. Cerca de três meses depois, no dia 20 de março, a idosa passou por outra cirurgia, dessa vez, no braço. Segundo os familiares, todos os procedimentos cirúrgicos seguiram de forma tranquila e após a segunda operação, em março, a idosa começou a fazer fisioterapia em um clínica situada na avenida Coronel João Notini. Tudo ia bem, quando no último dia... “Eu estava indo para última fisioterapia. Operei dia 20 de março. A última fisioterapia, tudo bem, meu braço tudo bem, joelho tudo bem, eu tava indo para fisioterapia, segurando o braço de uma colega. Enfiei os dois pés em um buraco e caí. Um tombo muito forte. Chegaram duas donas para me ajudar a levantar. A minha fisioterapeuta que me deu o primeiro socorro. Ela ligou pro médico na hora. Ele pediu para eu ir até lá. Me levaram e ele me olhou, pediu um exame de ultrassom e falou que deu perca total na cirurgia”, conta Marcionília.

PESADELO

Promoção de viagemEm seu último dia de fisioterapia, Marcionília foi levada às pressas para um hospital particular da cidade. As duas últimas cirurgias simplesmente foram perdidas. A idosa foi levada ao socorro médico. Na unidade hospitalar foram constatadas lesões em diversas partes do corpo, incluindo o joelho e o braço operado. No laudo médico emitido pelo hospital, consta no prontuário: “Pós-operatório de síndrome do impacto. Trauma por queda da própria altura no dia 24/05/2017”.

A idosa ficou internada por uma semana. Além das lesões sofridas nos membros que tinha operado posteriormente, a idosa foi parar no Centro de Terapia Intensiva, o CTI devido às complicações do quadro clínico. Adriana Patrícia Santos é filha de Marciolínia e contou ao Jornal Gazeta do Oeste que estava sozinha com a mãe no hospital, quando os médicos disseram que ela precisava ir para o CTI.

“Foi um susto muito grande. A gente não estava esperando. O médico tinha falado que a cirurgia correu muito bem, aí depois eu fui chamada, só estava eu lá na hora. Porque, em relação à primeira, todo mundo achou que seria normal. Depois o médico me chamou lá e falou que teve complicação, que teve que entubar ela e correram com minha mãe para o CTI. Aí eu fiquei em desespero, só eu sozinha esperando para ela ir para o quarto. Aí vem a noticia falando que ela estava no CTI”, conta a filha.

RECUPERAÇÃO

Passado o susto, uma semana depois, Marcionília teve alta médica e deixou o hospital. A idosa, que já possuía um pino no braço direito, foi operada e mais dois pinos foram implantados. Por recomendação médica, a idosa está aguardando a recuperação do braço para operar o joelho. Marcionília contou à reportagem o quanto tem sido difícil e doloroso passar por toda a situação. “Tinha feito uma cirurgia em janeiro no joelho e outra, em março, no braço. Eu perdi todas as duas. A do braço eu operei agora. Fui até o CTI e fiquei muito mal. Fiquei uma semana internada. Fiquei três dias no CTI entubada. Agora não dou conta de levantar mais meu braço. Estou na fisioterapia até hoje, mas dói demais. O meu joelho, para eu subir no ônibus, é a maior dificuldade”, disse.

Desde o acidente, todos os dias a idosa, que reside na comunidade de Lagoa, zona rural de Divinópolis, precisa vir ao Centro da cidade para, mais uma vez, realizar a fisioterapia. No entanto, as fortes dores têm limitado as atividades de Marcionília. “Hoje nem a fisioterapia eu dei conta de fazer. Foi aquele negócio quente e depois com gelo. Meu braço está inchado. Eu venho 9h da manhã fazer a fisioterapia e volto às 14h, pois só tem ônibus esse horário e todos os dias eu tô ficando aqui”, desabafou.

CUSTOS

Todas as despesas médicas e hospitalares estão sendo arcadas pela própria família de Dona Marcionília. Ela possui plano de saúde que auxilia na cobertura de parte dos procedimentos, mas as despesas tem estreitado a renda. É que a idosa vive apenas com um salário mínimo. “Não teve reembolso nenhum. A gente vai levando porque é a saúde dela em primeiro lugar. Então, paga um boleto e espera o outro chegar. Assim a gente está empurrando. Cobram tudo, exame, fisioterapia, consulta, a internação também teve que pagar taxa. É uma despesa que a gente não esperava. Aposentada, ganhando salário mínimo, tá difícil. Não tá fácil não”, disse Adriana.

Além de tudo isso, os problemas enfrentados pela família não terminam por aí. A idosa precisa esperar a recuperação do braço, para novamente operar o joelho. Mais uma despesa para a família de Dona Marcionília. “Tem a do joelho. O médico aconselhou esperar recuperar o braço, para depois fazer a do joelho, porque senão, como ela vai ficar com dor no joelho e no braço? A outra cirurgia vai depender da recuperação. Tem que esperar ela recuperar bastante, ainda mais por ela ter ficado no CTI. Na primeira cirurgia, teve que colocar um pino, nessa outra cirurgia, foram dois pinos no braço”, acrescentou a filha.

A família ainda fala do sofrimento e do transtorno. “Realmente, trouxe sim. Ela tem que sair cedo da casa dela para vir para cá. Ela estava muito bem, a recuperação dela estava ótima, em relação as duas cirurgias, sabe? Agora não, a recuperação dela está muito lenta. Foi uma cirurgia atrás da outra. Não tinha nem recuperado da outra direito e teve que fazer outra cirurgia. Ela mora lá, às vezes a gente não tem condição de ir na roça para fazer as coisas para ela e às vezes ela tem que fazer as coisas sozinhas, com o braço desse jeito. Então, a gente está tomando uma atitude. Tem muita gente que cai, mas não procura o recurso. Porque fala que é o município, depois fala que é o dono da loja, dono da calçada, mas a gente tem que encontrar. Do jeito que está não pode ficar”, questionou Adriana Patrícia Santos.


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RECURSOS

Diante do ocorrido, a família resolveu acionar a justiça buscando respostas. O advogado especialista em direito e defesa do consumidor encaminhou o processo à Vara da Fazenda Pública. “Na verdade, verifica-se que há um defeito na prestação de serviços por parte do município, em zelar pela integridade física do transeunte, do pedestre. Porque é obrigação do município zelar, reformar e inclusive sinalizar esses locais, para evitar que as pessoas tenham quedas e tenham danos como a senhora Marcionília teve”, argumentou o advogado.

Responsável pelo caso, Eduardo ainda falou sobre as qualificantes em relação ao município. “A ação é distribuída na vara da Fazenda Pública. O Município é citado. Ele vai fazer a sua defesa e ao final, o juiz vai julgar, sentenciando procedente ou improcedente e o resultado cada parte vai ter o direito do seu recurso. Nós estamos requerendo a restituição dos valores que foram gastos com a questão da cirurgia, a questão do tratamento, bem como também uma indenização por danos morais, que inicialmente requeremos 100 salários mínimos”, destacou.

A calçada onde Dona Marcionília se acidentou foi readequada e os buracos tampados. Porém, basta seguir pela calçada mais estreita da avenida Primeiro de Junho, a mesma em que a idosa se machucou para encontrar outras irregularidades e buracos no chão. À própria vítima, resta a esperança de uma recuperação rápida e sem dor. “E olha só... foi um problema na calçada. Foi muito feio o tombo. O que eu estou passando aqui, eu não desejo para ninguém. A dor que eu estou sentindo no braço e no joelho. Misericódia. Dói demais”, disse entristecida a nossa reportagem.

O Jornal Gazeta do Oeste procurou a Prefeitura de Divinópolis. Foi encaminhado um e-mail descrevendo a situação de Marcionília Neta de Souza. A reportagem também perguntou se a Prefeitura tinha sido notificada do caso da idosa e se existe algum plano de reestruturação das calçadas, principalmente nos corredores principais e movimentados, como é o caso da Avenida Primeiro de Junho. Entretanto, até o fechamento desta edição, nenhuma resposta foi encaminhada.

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