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Saúde

O Alzheimer e o adoecimento de quem cuida

A Doença de Alzheimer é um tipo de demência de evolução progressiva e irreversível. 

O prejuízo da memória é a alteração mais conhecida popularmente, mas há também declínio da atenção, linguagem, capacidade de aprendizagem, do julgamento, do raciocínio.

Outros sintomas presentes incluem o humor deprimido, alucinações e delírios, apatia, agressividade, agitação, condutas repetitivas e perturbações no ciclo do sono. Tudo isto compromete as atividades de vida diária como, por exemplo, tomar banho ou comer, fazendo com que este doente necessite de auxílio para realiza-las.

Entra em cena o cuidador

O cuidador pode ser um profissional ou alguém da família, sendo este último o mais comum. Ele é responsável desde a alimentação, higiene, medicação até outros afazeres como levar o doente ao médico, ir à farmácia ou até movimentar a conta bancária.

As atenções se voltam tanto para o doente que todos esquecem que o cuidador  também necessita de cuidados. E muito.

A sobrecarga do cuidador é de todo tipo: física, social, econômica e, principalmente, emocional. Lidar com os sentimentos diante das mudanças e privações do próprio estilo de vida, das alterações do jeito de ser daquele familiar que agora tem comportamentos estranhos, causa angustia e ansiedade. Tudo isto é vivenciado com sentimento de culpa pela impaciência que ocorre algumas vezes em situações como, por exemplo, responder a mesma pergunta inúmeras vezes ao dia ou a alta dependência do paciente.

É uma mistura de reações que oscilam entre a raiva, compaixão, medo, solidão, cansaço, tristeza, dentre outras, e que confundem a mente do cuidador, impedindo-o de refletir sobre tais emoções e elabora-las de maneira a tornar menos estressante seu dia-a-dia.

O Alzheimer muda significativamente a rotina das famílias e os efeitos negativos são maiores para o cuidador e que não devem ser ignorados uma vez que as chances dele adoecer são altíssimas.

É preciso encontrar formas de reduzir sua sobrecarga emocional, seja fazendo rodízio com demais familiares, trocar experiências com outras pessoas que passam por esta situação ou buscar novas formas de enfrentamento através da psicoterapia para minimizar sua angústia.

É importante incorporar algo, mesmo que pouco, para o seu próprio bem estar. Para cuidar tem que estar cuidado.

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