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Em meio à pandemia de coronavírus, cresce a busca por boas notícias

Tanks Good News

Pode ser difícil enxergar mais além do dilúvio diário de manchetes arrasadoras hoje em dia, mas há muitas boas notícias no mundo agora –e elas despertam interesse enorme.

Contas de Instagram dedicadas a notícias positivas, como a @TanksGoodNews e a @GoodNews_Movement, viram seu número de seguidores subir vertiginosamente nas últimas semanas.

No final de março o ator John Krasinski lançou no YouTube uma “rede de jornalismo para transmitir boas notícias”; em uma semana, a Some Good News já contava com mais de 1,5 milhão de assinantes e 25 milhões de visualizações.

Faz um um mês que as buscas no Google por “boas notícias” não param de crescer.

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“Nas últimas quatro semanas tivemos um crescimento sem precedentes”, comentou Lucia Knell, diretora de parcerias de marca da Upworthy, destacando que em março os seguidores da empresa aumentaram 65% no Instagram, enquanto as visualizações de páginas do site cresceram 47% em relação ao mês anterior.

A Upworthy foi fundada em 2012 com a missão de divulgar reportagens de teor positivo. Na época, o algoritmo do Facebook parecia favorecer manchetes inspiradoras, do tipo que atrem cliques; talvez você se recorde de ver exemplos delas em seu feed. Mas as visualizações das páginas da Upworthy e outros sites de boas notícias caíram consideravelmente em 2013, depois que o Facebook ajustou seu algoritmo.

Grandes organizações de jornalismo (incluindo o jornal The New York Times) criaram suas próprias seções de notícias positivas ao longo dos anos. Neste momento, mais que nunca, os leitores sentem necessidade delas.

“Uma avalanche de pessoas anda nos escrevendo e dizendo o quanto precisam dessas reportagens ou contando que elas leem um artigo e as lágrimas escorrem por seu rosto”, contou Allison Klein, editora do blog Inspired Life, do jornal The Washington Post. “As pessoas nos agradecem constantemente por lhes mostrar alguma coisa que não as fez sentir-se péssimas.”

Oferta e demanda

David Beard, editor-executivo de newsletters na National Geographic, disse que nunca antes viu uma demanda tão grande por notícias positivas. “As pessoas estão procurando uma razão para seguir vivendo”, ele disse.

Para atender à demanda, a National Geographic criou duas newsletters de notícias positivas. Uma é voltada para crianças e família. A outra é uma newsletter sem notícias sobre o coronavírus, intitulada Your Weekly Escape (Sua fuga semanal). “Eu a encaro como um aplicativo de meditação, mas é jornalismo”, disse Beard. Para ele, as duas newsletters “foram uma reação a esta enxurrada de notícias pavorosas”.

O Washington Post também está se esforçando para atender à demanda. Além de publicar reportagens otimistas regularmente no Inspired Life, a empresa mudou a periodicidade de sua newsletter de boas notícias, The Optimist (que Beard desenvolveu quando trabalhava na redação do jornal), de uma para duas vezes por semana. O jornal criou ainda o The Daily Break, que destaca uma reportagem edificante por dia.

As boas notícias também vêm sendo uma dádiva para editores independentes. Lori Lakin Hutcherson, fundadora e editora-chefe da Good Black News, disse que as reportagens publicadas em seu site vêm se disseminando “como incêndio na mata” ultimamente.

“Com base em quantas vezes foram compartilhadas e vistas, estas reportagens são 12 vezes mais populares que os textos comuns.” A Good Black News sempre atraiu um público regular de leitores negros, disse Lakin Hutcherson, mas nos últimos dois meses ela flagrou um interesse crescente vindo de fora de sua base usual de leitores.

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