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Política

Vereadores abandonam plenário e não votam redução salarial em Divinópolis

Câmara Municipal de Divinópolis

Na reunião extraordinária da Câmara Municipal de Divinópolis, nesta quinta-feira (23/04), os vereadores debateram efusivamente o projeto de Lei apresentado pela Mesa Diretora, sobre a redução drástica dos vencimentos dos edis, para um salário mínimo (R$ 1.045,00), a partir da próxima Legislatura, entre os anos de 2021 a 2024.

No início da Reunião, o presidente Rodrigo Kaboja deu posse ao novo vereador Carlos Eduardo Magalhães (Republicanos), que substitui o patriota Sargento Elton, que pediu renúncia do cargo.

Na sequência, foi lida uma proposta de emenda ao Projeto CM 020/2020, de autoria da vereadora Janete Aparecida (PSD), que alterava o artigo Primeiro do Projeto, para que os subsídios dos parlamentares municipais passassem dos atuais R$ 12.000,00 para R$ 9.133,23 o que representa 25% de redução. Ela propôs também que os vencimentos sejam descontados em 1/30 avos, a cada reunião em que o vereador faltar.

Ao fazer uso da palavra, para a defesa da proposta de modificação, Janete apresentou que, se torna impossível o trabalho dos vereadores, com o subsídio de um salário mínimo, e defendeu a redução em 25% dos atuais vencimentos.

Ela informou que, com a redução drástica de salário, os edis precisarão necessariamente retornar às atividades de origem, sem poder se dedicar exclusivamente à atividade parlamentar, o que pode diminuir a qualidade dos trabalhos.

A argumentação de Janete foi acompanhada pelos pares: Renato Ferreira, Edson Souza, Eduardo Print Júnior, Marcos Vinícius, Zé Luiz da Farmácia, Adair Otaviano, Ademir Silva, César Tarzan, Nego do Buriti e Raimundo Nonato.

Eduardo Print Junior, ao usar a palavra afirmou que a redução drástica dos vencimentos dos parlamentares em um salário mínimo, torna o trabalho dos vereadores como voluntários, o que deixaria de ser exigido exclusividade no desempenho das funções.

Alguns vereadores foram efusivos em atacar a proposta da mesa diretora da casa, Marcos Vinícius, que até o final de 2019 atuava como vice-presidente da Câmara, afirmou que o projeto apresentado pela mesa diretora é uma excrescência, insanidade e motivo de chacota.

Marcos citou as palavras de Edson Souza, que o antecedeu e disse que a Câmara hoje é um avião cujo piloto abandonou o comando; Marcos discordou ao afirmar que, na verdade o piloto continua no comando do avião, pois é um Kamikase, se referindo ao presidente Rodrigo Kaboja.

Após a explanação de praticamente todos os vereadores, sobre a proposta de emenda de Janete Aparecida, o projeto de inclusão foi aprovado por 12 dos 17 parlamentares.

Votaram contrários a inclusão da emenda, Roger Viegas, Matheus Costa e o novo vereador Carlos Eduardo.

Após a aprovação da emenda, os vereadores passaram a discussão do projeto da Mesa Diretora, quando Janete explicou os motivos de ser contrária a redução para um salário mínimo, e o primeiro secretário da Mesa, Renato Ferreira usou a palavra e pediu para que os edis se retirassem do plenário e não votassem o projeto da presidência, pois Rodrigo Kaboja foi enfático ao afirmar que em hipótese alguma acataria pedidos de vistas ou sobressamento do projeto.

Os vereadores abandonaram o plenário e o presidente encerrou a reunião, afirmando que o projeto retornará para a votação ainda neste mês de abril.

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