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Zema: MG tem 90% de chance de ter lockdown e PM vai abordar pessoas sem máscara nas ruas

Lockdown em Minas Gerais

O governador Romeu Zema (Novo) disse, em entrevista exclusiva à TV Globo, na manhã desta quarta-feira (24), que o estado tem 90% de chance de adotar o lockdown e que a partir desta quinta-feira (25), a Polícia Militar (PM) vai abordar pessoas que estejam transitando sem máscara, provocando aglomeração ou descumprindo o distanciamento social.

Já em uma entrevista feita em suas redes sociais à tarde, o governador disse que um lockdown "em todo o estado dificilmente vai acontecer". "Pode acontecer regionalmente, como está acontecendo", disse ele, que citou as cidades de Uberlândia, Patos de Minas e Araxá, nas regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Porém, não há informações das prefeituras destas cidades que confirmem este fechamento.

Em reunião com os secretários de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, e de Governo, Igor Eto,  prefeitos da Região Metropolitana de Belo Horizonte pediram apoio da PM para fiscalização das medidas de isolamento.

"A partir de amanhã, para poder lembrar a população que, de certa maneira tem relaxado, nós estaremos adotando medidas mais fortes", afirmou o governador. Segundo Zema, o estado está se aproximando do período crítico da pandemia, e o pico da curva de contágio deve ser atingido em meados de julho.

Minas Gerais registrou nesta quarta-feira (24) o recorde de mortes em 24 horas. Foram 51 novos óbitos em um dia. O governador declarou que recebeu a notícia com tristeza.

"Lamento essa perda de vidas, mas quero frisar que, nesta atuação situação, apenas o estado de Mato Grosso do Sul tem apresentado um desempenho melhor do que Minas", disse.

O recorde de mortes acontece num momento em que a ocupação de leitos de UTI em Minas está em 90,7%.

90% de chance de lockdown

O governador não descarta a possibilidade de adotar o bloqueio total em algumas áreas do estado em que a situação é mais crítica e diz que a chance de se decretar o lockdown é de 90%.

"Poderemos ter o lockdown, sim, mas em determinadas regiões aonde a incidência está muito acima do que seria considerado adequado", disse. Segundo ele, a medida pode ser adotada nas próximas semanas. O lockdown já foi adotado como estratégia para conter o avanço do novo coronavírus em capitais como Belém e Macapá, no Norte do país, e Fortaleza e São Luiz, no Nordeste.

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Menor testagem do país

Apesar de registrar crescimento de hospitalização de pacientes com Covid-19, Minas Gerais é o estado que menos realiza testes em casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus no Brasil.

O boletim epidemiológico desta segunda-feira (22) mostrou que o Governo de Minas fez até agora 32.875 testes para diagnosticar a Covid-19. Foram 155 testes por 100 mil habitantes. Pelo levantamento do G1, Minas fez metade do que foi feito pelo Rio de Janeiro, segundo estado que menos testa no Brasil, com cerca de 318 exames a cada 100 mil habitantes.

O governador negou que haja subnotificação de mortes no estado. Segundo Zema, todo óbito de paciente que tenha algum sintoma de Covid-19 é testado para a doença.

"Agora, os casos de síndrome respiratória aguda grave cresceram em todo o Brasil, muito devido à mudança de procedimentos médicos. (...) Mas um dado muito interessante que eu queria passar é o seguinte: neste ano, em Minas Gerais, nos primeiros cinco meses, morreram 1.842 pessoas a menos do que no ano passado", disse.

Nesta quarta-feira, o G1 publicou outro levantamento que mostra que 70% das mortes por síndrome respiratória aguda grave não tiveram um diagnóstico preciso. Zema reconheceu que o índice é expressivo.

"Mas eu posso dizer que aqui nós podemos ter algum atraso em notificação, mas não temos nada a esconder", declarou.

Alta ocupação de leitos

Em relação à alta taxa de ocupação de leitos, o governador disse que, até hoje, nenhum paciente ficou sem atendimento médico no estado. Ele afirmou que serão abertos 24 leitos no Hospital Júlia Kubitschek e 50 no Hospital Eduardo de Menezes.

Ele também comentou sobre o hospital de campanha que foi montado no Expominas, em Belo Horizonte, e segue sem previsão para começar a funcionar. Zema disse que, caso necessário, a unidade poderia ser ativado imediatamente com utilização de parte das vagas -- até 150 leitos.

"É muito mais barato e muito melhor para o paciente estar num hospital que já existe do que num hospital de campanha. Nós vamos usar, sim, o hospital de campanha, mas na hora que nós não tivermos mais condição de internarmos as pessoas nos hospitais convencionais", justificou.

Aglomeração no transporte metropolitano

Zema afirmou que vê com "extrema preocupação" a aglomeração no transporte metropolitano e admitiu falhas na fiscalização.

"Nós estaremos avaliando essa situação e vamos ter de realmente manter um distanciamento, um espaçamento mínimo desse transporte. (...) É uma questão que realmente depende de aprimorar a fiscalização", afirmou.

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